Notas Musicais

Disco com músicas inéditas de Michael Jackson sai em Maio

Rei do Pop, para sempre

Notas Musicais Thiago Lustosa 31 de maro de 2014 20:51h

A espera acabou. O primeiro disco póstumo com músicas novas de Michael Jackson,Xscape, será lançado dia 13 de maio. Contém oito faixas inéditas que uma série de produtores “contemporizaram” – segundo L.A. Reid, produtor executivo do álbum e CEO da Epic Records. Uma versão de luxo do álbum incluirá as gravações originais e estará disponível para pré-venda no dia 1º de abril.

Reid vasculhou os cofres do espólio de Jackson, que guardam quatro décadas de músicas, para encontrar músicas que tinham vocais completos. Ele analisou a lista de música e os produtores que trabalharam nelas deram às faixas um som “novo, contemporâneo”. Timbaland serviu como produtor principal do álbum, e os produtores adicionais incluem Rodney Jerkins, Stargate, Jerome "Jroc" Harmon e John McClain.

“Michael deixou para trás performances musicais que temos muito orgulho de apresentar pelo olhar de produtores musicais que trabalharam com ele ou com quem ele tinha muita vontade de trabalhar”, disse Reid em um comunicado. “Estamos extremamente orgulhosos e honrados de apresentar essas músicas ao mundo.”

O produtor executivo seguiu a tradição de Jackson e batizou o álbum Xscape a partir de uma música do disco, como feito em ThrillerBadDangerous e Invincible, o último lançamento de Jackson. O cantor escreveu e produziu a faixa “Xscape” com Jerkins; é a única música do álbum que foi "modernizada" pelo mesmo produtor que trabalhou com Jackson na faixa original.


A Sony, selo de Jackson, prometeu uma “campanha global sem precedentes” para o álbum. Ela ainda não divulgou a tracklist, mas promete compartilhar mais detalhes sobre o disco nas próximas semanas.

A Sony fez um acordo com o espólio de Jackson em 2010 para lançar dez álbuns durante sete anos. No mesmo ano, um álbum intitulado Michael, contendo gravações inéditas, foi lançado em meio de polêmicas envolvendo Randy, irmão de Jackson, que afirmou que Michael não cantou parte das músicas. O espólio de Jackson negou as acusações, de acordo com o The New York Times. No mesmo ano, uma coleção de remixes intitulada Immortal foi lançada para acompanhar o espetáculo de Jackson do Cirque du Soleil de mesmo nome. O selo dele ainda lançou em 2013 um box digital, The Ultimate Fan Extras Collection , que contém demos e gravações raras de hits.


Show histórico da Legião Urbana pode sair em dvd ainda este ano

Show gravado em 1994 no Rio

Notas Musicais Thiago Lustosa 28 de maro de 2014 21:15h

Um show histórico da Legião Urbana gravado em 1994, no antigo Metropolitan (atual Citibank Hall), no Rio de Janeiro, pode virar DVD. O registro virou o CD duplo "Como É que Se Diz Eu Te Amo" e foi lançado em 2001. Apesar da série de divergências entre os integrantes remascentes da banda, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, e o filho de Renato, Giuliano Manfredini, o show deve ser lançado no segundo semestre pela gravadora Universal Music.

Em entrevista ao jornal O Globo, Giuliano contou que a apresentação é muito pedida pelos fãs. "É o melhor registro do meu pai, acho que é o principal arquivo em vídeo da banda", defendeu.

Marcelo Bonfá revelou que ele e Dado foram procurados pela gravadora, mas destaque é necessário fazer ajustes de som e imagem. A animação com o projeto não é lá muito grande. "Lembro que foi um show muito bacana, esgotado, chegamos a fazer uma data extra. Mas não vejo necessidade de lançar CD ou DVD para manter uma história que está totalmente contada na internet. Basta fazer uma busca", opinou o músico.

Novo disco de Maria Rita sai este mês

Coração a Batucar

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de maro de 2014 20:41h

Mesmo cuidando de Alice, sua primeira filha de 1 ano, fruto do casamento com o músico Davi Moraes, a cantora Maria Rita já se dedica ao lançamento de mais um CD. O anúncio do trabalho foi feito na página oficial da artista.

O disco é composto por apenas músicas inéditas e possui a própria intérprete como produtora. A gravação do álbum, ainda sem nome, será lançado em março e tem como objetivo fazer uma homenagem ao samba.

“E se me perguntarem o porquê de um novo disco de samba, respondo ‘Por que não?’”, brinca a cantora.

Recentemente, Maria Rita ganhou o Grammy Latino como Melhor Álbum de Música Popular Brasileira por “Redescobrir”, álbum em que homenageia a obra da mãe, Elis Regina.


Ouça 'Silva _ Vista pro mar'

Segundo disco do cantor, tão bom quanto o de estréia

Notas Musicais Thiago Lustosa 19 de maro de 2014 18:59h

O disco, gravado em Portugal, foi lançado no dia 17 de março. O cantor prometeu liberarou uma música a cada semana. Foram quatro: "Janeiro", "É Preciso Dizer", "Universo" e "Okinawa" – essa última com participação de Fernanda Takai.

Revelação na música brasileira nos últimos anos, Silva contou em seu blog que a ideia era fazer um disco pra cima, "para se ouvir à beira da piscina". O processo de feitura, no início, foi um pouco torturante. "Em certas horas, aquela vista quase perfeita tornou-se uma visão tenebrosa de um mar vermelho-lava, de tanto fosfato que gastei na guerra estética de escolher o caminho a seguir. Comecei a achar que, mesmo negando, estava vivendo a lendária "síndrome do segundo disco".

Confira a lista de músicas de "Vista Pro Mar":


"Vista pro Mar"
"É Preciso Dizer"
"Janeiro"
"Entardecer"
"Okinawa"
"Disco Novo"
"Universo"
"Volta"
"Ainda"
"Capuba"
"Maré"


Disney divulga detalhes sobre próximo Star Wars

Filme estréia em 2015

Notas Musicais Thiago Lustosa 19 de maro de 2014 18:53h

Demorou, mas enfim a Disney e Lucasfilm deram pistas do que os fãs de Star Wars poderão esperar do mais novo filme da franquia, cujas filmagens se iniciam em maio, no estúdio londrino Pinewood. Em um comunicado em conjunto, de acordo com agências internacionais, as duas empresas confirmaram que o Episódio VII acontecerá no futuro da cronologia da franquia.

O filme dirigido por J.J. Abrams se passará 30 anos após a vitória dos rebeldes liderados por Luke Skywalker em O Retorno de Jedi, lançado em 1983. A saída parece ter sido pensada como uma forma de reaproveitar os icônicos atores que comandaram a franquia no passado, como Mark Hamill (Luke), Carrie Fisher (Princesa Leia) e Harrison Ford (Han Solo), três décadas após o lançamento do Episódio VI.

Isso não quer dizer, contudo, que o trio será protagonista da nova saga. De acordo com o site oficial de Star Wars, a nova trilogia que eles planejam terá “um trio de protagonistas jovens”. Já Hamill, Fisher e Ford se encaixariam na descrição, também publicada na página, de “alguns rostos muito familiares.”

Praticamente desde o anúncio da compra da Lucasfilm pela Disney, em outubro de 2012, os três atores são questionados sobre um possível retorno e nunca desmentiram abertamente o fato.

Recentemente, foi noticiado que Abrams estava atrás de um ator para viver o herói da trama, uma vez que Adam Driver (GirlsLincoln e Frances Ha) pareça ser o rosto escolhido para personificar o vilão da nova franquia.

Estão na mira da Disney e da Lucasfilm os atores Ed Speleers (EragonDownton Abbey), John Boyega (Ataque ao Prédio), Jesse Plemons (Breaking BadO Mestre), que aparece na foto, Matthew James Thomas (Billy Elliot) e Ray Fisher (do teatro). O atraso na escolha do papel principal se deve à vontade de empresários e produtores de ter alguém que não fosse caucasiano, já que essa era a etnia dos atores que interpretaram o protagonista anteriormente. O boato principal é de que esse protagonista seria um aprendiz de Jedi.

O site HitFixafirmou que o elenco para a primeira parte da nova trilogia já está completo, embora o único totalmente confirmado, inclusive pelo próprio diretor, seja o robô R2-D2.

O novo Star Wars estreia no dia 17 de dezembro de 2015.


Game of Thrones irá somente até a 7ª ou 8ª temporada

Uma das séries mais premiadas da atualidade

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de maro de 2014 20:35h

Por mais que pareça distante, o fim da série Game of Thrones já perturba a cabeça dos criadores David Benioff e D. B. Weiss, assim como do autor da série literária que deu origem ao seriado, George R. R. Martin. A ideia é que, para evitar que a série se desgaste, a atração da HBO chegue ao fim na sétima ou oitava temporada, segundo contaram eles à revista norte-americana Variety.

Como série e livros estão seguindo por caminhos distintos a cada temporada, Benioff e Weiss decidiram passar uma semana em Santa Fé, na Califórnia, no ano passado, para conversar com Martin sobre o que eles devem esperar do fim da trama.

“Fomos sentar com ele e conversar para saber para onde as coisas estão indo, porque não sabemos se as histórias irão convergir e quando isso irá acontecer”, disse Benioff. “Se você sabe o fim, você consegue criar a base para isso. Então nós queríamos saber como tudo acaba. Nós queríamos poder nos preparar. Sentamos lá com ele e, literalmente, passamos pelos finais de todos os personagens.”

A saga As Crônicas de Gelo e Fogo deve ter, segundo o escritor, sete livros. Atualmente, cinco foram lançados e o sexto volume, The Winds of Winter, ainda não tem data de estreia – e Martin mesmo diz aos fãs ser lento para escrever.

“Eu dei a eles uma visão geral do que eu pretendo escrever”, disse Martin à revista. “Mas os detalhes ainda não estão prontos. Espero que não deixe eles me alcançarem.” Recentemente, o autor anunciou que terminou de escrever a enciclopédia The World of Ice and Fire, que explora mais detalhes do universo criado por ele.

O terceiro livro da saga, chamado A Tormenta de Espadas, foi sabiamente dividido por Benioff e Weiss em duas temporadas, a terceira e quarta; a estreia da última ocorre no dia 6 de abril, na HBO, simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.


Eric Clapton deve parar turnês por tempo inderteminado

Músico deu provável notícia em show no Japão

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de maro de 2014 21:05h

Uma nota postada no site de Eric Clapton tem causado especulações em relação a uma aposentadoria da vida na estrada num futuro provavelmente não muito distante. O texto reproduz o seguinte agradecimento incluído no livreto com o programa de sua recente turnê japonesa: "Talvez eu não volte mais aqui". A mesma nota completa revelando que, ainda naquele país, antes de iniciar o clássico 'Layla', o guitarrista comentou: "Tenho vindo aqui há 40 anos, desde antes de alguns de vocês terem nascido. É o melhor lugar em que já toquei." A agenda de shows pelo mundo do ícone exibe datas até 28 de junho, com passagens pelos Emirados Árabes, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Polônia.

Vencedores do Oscar 2014

12 Anos de Escravidão eleito o melhor filme do ano

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de maro de 2014 21:00h

12 Anos de Escravidão - 3 prêmios

Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong'o
Melhor Filme
Roteiro adaptado

Frozen - 2 prêmios
Animação
Canção Original

O Grande Gastsby - 2 prêmios
Figurino
Direção de Arte

Blue Jasmine - 1 prêmio
Melhor Atriz: Cate Blanchett

Ela - 1 prêmio
Roteiro Original

A Grande Beleza - 1 prêmio
Filme Estrangeiro

Mr. Hublot - 1 prêmio
Animação em Curta-Metragem

Helium - 1 prêmioCurta-Metragem

The Lady in Number 6: Music Saved My Life - 1 prêmioDocumentário em Curta-Metragem

A um Passo do Estrelato - 1 prêmio
Documentário em Longa-Metragem

Gravidade - 7 prêmiosEfeitos Visuais

Filme Gravidade

Edição de Som
Mixagem de Som
Fotografia
Montagem
Trilha Sonora
Diretor: Alfonso Cuarón

Clube de Compras Dallas - 3 prêmios Ator: Matthew McConaughey
Ator Coadjuvante - Jared Leto
Maquiagem e Cabelo


Novo Pôster de Godzilla

Filme estréia em Maio

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de fevereiro de 2014 20:35h

No novo remake hollywoodiano, o Godzilla duelará com outros monstros por território. No elencoestão Aaron Johnson (Kick-Ass), Elizabeth Olsen (Poder Paranormal), Bryan Cranston(Breaking Bad), David Strathairn (Lincoln), Juliette Binoche (CosmópolisCópia Fiel), Ken Watanabe (A Origem) e Sally Hawkins (Simplesmente Feliz).

A versão mais recente do roteiro foi revisada por Frank Darabont, depois de ter passado por Drew Pearce (Homem de Ferro 3), David Goyer (BatmanSuperman), David Callaham (Os Mercenários) e Max BorensteinGareth Edwards (Monstros) é o diretor.

Cineasta Spike Lee entrevista artistas para documentário sobre Brasil

Racionais'MC e Dilma foram entrevistados

Notas Musicais Thiago Lustosa 21 de fevereiro de 2014 21:08h

O cineasta Spike Lee está de volta ao Brasil para continuar a série de entrevistas que ele vem fazendo com para um documentário sobre o país. Os entrevistados da vez, segundo o próprio diretor denunciou no perfil oficial dele do Twitter, foram os integrantes do Racionais MCs.

Ice Blue, Mano Brown, o próprio Spike Lee, Edi Rock e KL Jay aparecem em uma imagem publicada no Instagram do diretor, acompanhada pela seguinte legenda: “Racionais MC's são os inimigos públicos do Brasil”. O papo aconteceu no Astronete, casa localizada no Baixo Augusta, em São Paulo.

Desde 2012, Lee vem vindo ao País com frequência para colher entrevistas para Go, Brazil, Go!. Ele já gravou depoimentos de brasileiros de diversos seguimentos, como Joaquim Barbosa, e Dilma Rousseff. Da música, ele falou com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Seu Jorge, Criolo. Nesta viagem, ele também entrevistou Tom Zé, Emicida e Rappin Hood.

Go, Brazil, Go! analisa, do ponto de vista cultural, a ascensão recente do país no cenário mundial. Segundo Lee, em entrevista à Rolling Stone Brasil, o plano é lançar o filme antes da Copa do Mundo 2014, e o racismo no país está entre os temas abordados. “Mas não apenas isso”, ressaltou. “O racismo existe no mundo inteiro, não só aqui.”

Sangue no Gelo

Filme para você ver neste fim de semana

Notas Musicais Thiago Lustosa 21 de fevereiro de 2014 18:43h

O detetive Jack Halcombe (Nicolas Cage) está investigando os crimes de Robert Hansen (John Cusack), um serial killer que, há 13 anos, tem espalhado terror pelas ruas da cidade de Anchorage, no Alaska. Hansen só faz vítimas do sexo feminino. Ele já sequestrou mais de 20 mulheres e as deixou na mata, só pelo prazer doentio de caçá-las. Cindy Paulson (Vanessa Hudgens), uma jovem de 17 anos, consegue escapar das garras de Hansen e resolve ajudar o detetive Halcombe a prender o assassino.

Crítica do filme 'RoboCop'

Filme é dirigido pelo brasileiro José Padilha

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de fevereiro de 2014 21:02h

Por alguma razão, Hollywood se convenceu de que é hora de refilmar os longas do cineasta holandês Paul Verhoeven que ajudaram a dar substância ao cinema de ação americano nos anos 1980 e 1990, como O Vingador do Futuro  e agora RoboCop. Acontece que os filmes de Verhoeven, além de personalistas, vêm sempre com uma sátira embutida, o que torna potencialmente ridícula a tentativa de reproduzi-los.

MGM penou alguns anos com o projeto, até ver Tropa de Elite e decidir que o diretor brasileiro José Padilha era o homem certo para atualizar o Policial do Futuro. A semelhança é evidente - o Capitão Nascimento e seus chefiados de BOPE treinam para lidar com o crime de modo maquinal, com a eficiência de um robô, e se desumanizam no processo - e na verdade não é de espantar que o RoboCop de 2014 divida com o primeiroTropa de Elite algumas qualidades e também os seus defeitos.

A principal semelhança é a tendência a criar um painel intrincado de pontos de vista. Isso pode ser entendido tanto como uma vantagem (o filme ganharia em complexidade por abarcar diversas questões) quanto como deficiência (os pontos de vista se anulam entre si e o filme fica sem uma perspectiva própria que o balize).

Em relação ao RoboCop de 1987, temos a premissa conhecida do policial que sofre um atentado e é mantido vivo como máquina. A diferença que Padilha traz são os muitos coadjuvantes criados não apenas como peças funcionais para a trama mas principalmente como tópicos de discussão: o cientista à la Dr. Frankenstein (debate de ética científica), os policiais (debate de corrupção, sedução do crime), o âncora de TV reacionário (debate do poder de influência da mídia), os industriais com seu departamento de marketing (debate sobre consumismo e opinião público).

O que temos é um painel não necessariamente complexo, talvez apenas complicado. Quem parece perder no meio desse tiroteio de temas é justamente o protagonista, esvaziado em suas decisões e em sua jornada de herói. Com o Capitão Nascimento acontecia o mesmo (e Padilha soube corrigir no segundo filme), e por isso o primeiro Tropa de Elite parecia ora condenar, ora legitimar a violência automatizada. No seu RoboCop, o diretor evidencia como a programação da máquina reduz a humanidade do policial, mas ao mesmo tempo se satisfaz, nas cenas de ação inspiradas nos games de tiro em primeira pessoa, com a eficiência dessa máquina.

Jose Padilha

Padilha faz do tema musical criado em 1987 por Basil Poledouris: a fanfarra aparece já nos créditos iniciais, triunfante, evocativa, mas depois o tema é reutilizado durante o filme de forma irônica, para associá-lo ao discurso fascista. O tema musical deixa de ser parte reconfortante de um inconsciente coletivo e se torna mote do lado vilanesco do debate - e o espectador, compreensivelmente, fica sem entender se deve ou não aderir a ele.

Como o RoboCop de Padilha é obcecado por interfaces, filtros de informação e formas de mediação (a vigilância total à la NSA é um assunto muito mais quente no filme do que os drones), essa sua paradoxal incapacidade de eleger uma perspectiva própria sem dúvida fará deste remake um sucesso nas aulas de semiótica. Mas é na comparação com o RoboCop original que as coisas ficam claras: Verhoeven misturava temas e tons sob a chave do humor negro para criar uma visão de mundo idiossincrática mas singular, enquanto o filme plural de Padilha é acima de tudo um sintoma da era de desinformação em que vivemos.

Por que a exemplo do download completo do banco de dados criminal de Detroit que trava a cabeça de Alex Murphy, o acesso total a informações, lados e debates só pode resultar em esquizofrenia. Talvez venha daí não só a polarização que o remake tem gerado na crítica como também o interesse que este RoboCop estimula. Filmes tortos sempre rendem as melhores discussões.


Crítica do filme 'Pompeia'

Um dos líderes em bilheteria nos cinemas

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de fevereiro de 2014 20:43h

Embora a plasticidade e a preocupação com os espaços sejam duas marcas do cinema de Paul W.S. Anderson, o diretor não é exatamente reconhecido como um esteta. Talvez isso se dê por sua disposição para trabalhar com gêneros mais "vulgares" (para usar um termo recorrente entre teóricos do autorismo hoje em dia), das adaptações de videogame de Mortal Kombat e Resident Evil ao capa-e-espada de Os Tês Mosqueteiros.

Em Pompeia (Pompeii, 2014), Anderson une dois dos gêneros populares que acompanham o cinema desde os primórdios: o filme-catástrofe e o épico de sandálias-e-espadas. O escravo celta Milo (Kit Harington) e a rica Flavia (Emily Browning) têm o típico amor proibido em meio à erupção do vulcão do Monte Vesúvio no ano 79, enquanto o pai da donzela, vivido por Jared Hess, tenta convencer um senador romano (Kiefer Sutherland)a investir na arena de gladiadores de Pompeia.

O fundo político é mínimo, assim como a química do casal principal. Ninguém espera de Anderson uma história de amor arrebatadora como a de Titanic - mesmo porque embora divida com James Cameron o apreço pelos espetáculos em 3D o diretor de Pompeia nunca foi um sentimentalista. Seus filmes têm a eficiência fria de uma trena, e ninguém calcula as distâncias da estereoscopia do 3D moderno como Anderson e seus técnicos. Pompeiafunciona perfeitamente quando arremessa objetos para fora da tela (pedras de vulcão, armas de gladiador) e também na hora de criar um efeito de profundidade que envolva o espectador (o luxo do palácio é assinalado pela quantidade de camadas que a câmera 3D coloca em foco ao entrar nesse ambiente).

As preocupações de Anderson são de ordem funcional, e ele as depura a cada filme. Muito já se escreveu, por exemplo, sobre a predileção do diretor para encenar tramas em locais restritos, que permitem um controle maior do espaço e da ação. Nesse sentido, a ilha de Pompeianão é muito diferente dos corredores da Umbrella Corporation em Resident Evil, das pistas de Corrida Mortalou da nave de O Enigma do Horizonte. Talvez Pompeia, aliás, seja o filme do diretor que mais contém planos aéreos com a intenção de delimitar (e reduzir) espaços.

Normalmente no cinema, planos gerais servem mais como transição, para situar o espectador no ambiente onde se passará a próxima cena. Em Pompeia é um pouco mais do que isso; eles servem para localizar a ação espacialmente - a distância entre a casa e o coliseu, entre o vulcão e a casa, entre o coliseu e o porto - e trazem nessa medição um peso dramático claro. É o ritmo da lava, é a destruição pouco a pouco da ilha. São planos pensados por sua utilidade, e não só porque a gramática do bom cinema os exige, e não dá pra dizer que Anderson os desperdiça.

Os clichês - e o eventual sentimentalismo - vêm do gênero. Não há um filme-catástrofe sem multidão pisoteada, por exemplo, como também não há um bom sandálias-e-espadas sem martírios. A sensação que fica ao ver Pompeia em 3D é similar à experiência dos grandes épicos do passado, como Ben-Hur: testemunhar um evento que é grandioso por sua própria natureza, e não como resultado de um esforço manual de grandiosidade. É um filme como as estátuas de pedra dos créditos iniciais, deixadas pela erupção: o drama existe, nós o percebemos, porque está contido dentro delas.

Nos anos 1950 e 1960, na crítica cinematográfica vinda da França, a teoria dos autores se estabeleceu para dar reconhecimento a diretores que trabalhavam em Hollywood sob encomenda e não tinham em seus filmes, em tese, uma assinatura reconhecível que os tornasse "artistas". Nesse sentido, Paul W.S. Anderson faz justiça a quem vê nele um "autor" hoje, porque seus filmes claramente atestam uma obsessão. Não importa que essa obsessão seja a mais prosaica: respeitar os espaços que o cinema de gênero oferece.


X-Men Dias de um futuro esquecido

Novo filme esta próximo de estréia

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de fevereiro de 2014 18:56h

O novo filme juntará a geração de mutantes da trilogia estrelada por Hugh Jackman com a geração apresentada em X-Men Primeira Classe e adapta o arco dos quadrinhos escrito por Chris Claremont e desenhado por John Byrne, sobre um futuro em que os mutantes são mantidos em campos de concentração. Na trama, Wolverine, um dos poucos remanescentes dos X-Men vivos, se conecta com sua versão do passado, para alertá-la do perigo e tentar alterar o curso dos apocalípticos eventos.

A história de X-Men: Days of Future Past foi publicada nos EUA em 1981, em Uncanny X-Men#141-142, e no Brasil - com o título X-Men - Dias de um Futuro Esquecido - em Superaventuras Marvel 45 e 46 (editora Abril) e Marvel 40 Anos no Brasil(editora Panini). O filme tem roteiro de Matthew Vaughn e Simon Kinberg.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido chegará aos cinemas em 23 de maio.


Queen ainda na ativa

Banda inglesa quer tocar em 2014

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de fevereiro de 2014 18:52h

O Queen pode estar perto de confirmar shows neste ano junto com Adam Lambert, famoso por ter sido finalista do programa de TV 'American Idol'. Brian May disse recentemente à rádio BBC que ele e seu parceiro de banda, o baterista Roger Taylor, têm conversado com o vocalista. "Nós já fizemos alguns shows com o Adam, que é incrível", comentou. "Não importa como vocês chamem isso [o projeto], mas Roger e eu trabalhamos em algumas coisas. E acho que, de fato, teremos algo neste verão [Hemisfério Norte] – provavelmente nos Estados Unidos." Nesta semana, a coletânea 'Queen - Greatest Hits' (1981) tornou-se o primeiro álbum da história das paradas britânicas a vender 6 milhões de cópias.

Notas Musicais de Volta

Coluna traz o melhor do cinema e música

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de fevereiro de 2014 18:45h

É com grande satisfação que a coluna Notas Musicais retorna ao Piripiri40graus, nossa coluna traz a vocês notícias, os lançamentos e os clássicos tanto do Cinema quanto no mundo da Música.

Palavra de ordem é Arte, os grandes produtores e músicos do mundo inteiro estarão por aqui.

Sejam todos bem vindos ao Notas Musicais.