Notas Musicais

Filme Mad Max esta de volta aos Cinemas

Primeira sequencia tinha Mel Gibson

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de agosto de 2014 18:59h

Entre julho e dezembro de 2012, as filmagens de Fury Road  passaram pelo deserto da Namíbia e por estúdios na Cidade do Cabo, na África do Sul. O roteiro escrito por Brendan McCarthyNico Lathouris e Miller coloca "Mad" Max Rockatansky (Tom Hardy assumindo o papel de Mel Gibson) no meio de um grupo que atravessa o deserto pós-apocalíptico a bordo do veículo de guerra da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron careca) - leia mais. Nicholas Hoult, Hugh Keays-Byrne, Zoe Kravitz, Nathan Jones e Rosie Huntington-Whiteleytambém estão no elenco.

O quarto filme da série do diretor George Miller será convertido para o formato 3D na pós-produção e chegará aos cinemas em 15 de maio de 2015 nos EUA e 21 de maio de 2015  no Brasil, ano em que o terceiro longa da série completa três décadas.


Boy George e Culture Club estão de volta em 2014

Uma das melhores bandas dos anos 80'

Notas Musicais Thiago Lustosa 13 de agosto de 2014 20:54h

Boy George e a formação original do Culture Club vão se reunir pela primeira vez em 14 anos para uma turnê pelos Estados Unidos - e também para o lançamento de um disco de inéditas, que deve chegar às lojas no começo de 2015. O famoso frontman da banda também fará uma participação no programa de televisão Late Night with Seth Meyers que vai ao ar nesta quinta-feira, 14.

O Culture Club, grupo pop de imenso sucesso na década de 1980, vai começar a turnê com um show no dia 15 de novembro, no Agua Caliente Casino Resort Spa, em Rancho Mirage, na Califórnia. O último show acontece em 28 de novembro, no Etess Arena, em Atlantic City, em Nova Jersey. Após a pequena excursão pela América do Norte, a banda também fará uma apresentação no Reino Unido.

O anúncio sobre o novo disco do Culture Club foi feito em maio deste ano, após os rumores sobre shows na Inglaterra. A banda está trabalhando no EP com o produtor Youth, baixista da banda Killing Joke e também produtor de nomes como The Verve, The Cult e Primal Scream. Em uma entrevista para a Rolling Stone EUA em março deste ano, Boy George — que acaba de lançar seu disco solo desde 1995 — disse que a banda tinha tentado compor algo há alguns anos, mas admitiu que na época "meu 'mojo' não estava bem no ritmo".

Além de Boy George, o line-up original do Culture Club contava com Mikey Craig (baixo), Roy Hay (guitarras e teclados) e Jon Moss (bateria e percussão). O grupo chegou ao fim após lançar o álbum de 1986 From Luxury to Heartache. As tensões internar e o abuso de drogas de Boy George foram os principais motivos. Eles colocaram as diferenças de lado e se reuniram em 1998, lançando Don't Mind if I Do no ano seguinte.


Veja neste fim de semana e divirta-se

A Menina Que Roubava Livros

Notas Musicais Thiago Lustosa 08 de agosto de 2014 20:25h

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Crítica do filme Guardiões da Galáxia

Nos cinemas do mundo todo

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de agosto de 2014 18:58h

Uma equipe espacial criada em 1969, recriada algumas vezes ao longo das décadas e que nunca desfrutou de prestígio sequer próximo de Quarteto Fantástico, Vingadores, X-Men... os Guardiões da Galáxia entraram no radar da Marvel novamente há pouco mais de cinco anos, em 2008, com uma nova formação nos quadrinhos. Reunindo personagens quase esquecidos - um deles, Groot, é mais antigo que o próprio Homem-Aranha e foi visto um par de vezes em 45 anos -, a chamada Casa das Ideias conseguiu que a dinâmica divertida, que lembra a de uma família disfuncional, conquistasse novos leitores. O sucesso em sagas espaciais rendeu não apenas uma, mas duas séries regulares (a segunda ainda em pleno vapor) e agora uma adaptação ao cinema, colocando alguns dos heróis mais improváveis da Marvel ao lado de pesos-pesados como Hulk, Capitão América e Thor.

Curiosamente, foi também em 2008 que o Homem de Ferro, herói de segunda classe da Marvel na época, ganhou seu primeiro filme, explodindo em popularidade e alavancando a chamada Fase 1 do Marvel Studios no cinema. Não é, portanto, coincidência alguma que a empresa como um todo esteja flexionando músculos adormecidos, explorando possibilidades novas de lucros nas telonas, já que seus outrora principais heróis (Homem-Aranha, Wolverine, Quarteto...) estão nas mãos de outros estúdios. A aposta era arriscada, dependendo inicialmente do marketing de uma marca nova e o logo da Marvel no topo. Porém, graças à inspirada contratação do diretorJames Gunn (do bom Seres Rastejantes), que corroteirizou o filme ao lado de Nicole Perlman (a primeira mulher a escrever um filme da Marvel), e ao direcionamento do presidente Kevin Feige o longa saiu não apenas à altura das produções anteriores do estúdio, mas superou boa parte delas.

Com uma relação com o universo cinematográfico Marvel apenas superficial (por enquanto), Os Guardiões da Galáxia tem mais coisas em comum com duas criações de George Lucas, Indiana Jones e Star Wars. Do primeiro, repete quase integralmente a sequência de abertura. Do épico espacial, divide especialmente características de personagens: há o grandalhão forte e ininteligível pelo público (Groot/Chewbacca, voz de Vin Diesel), a princesa durona (Leia/Gamora, Zoë Saldana), o diminuto ser cheio de recursos (R2D2/Rocket Raccoon, voz de Bradley Cooper) e o anti-herói cheio de charme, uma nave bacana e humor fora de hora (Han Solo/Peter Quill, Chris Pratt). Drax (Dave Bautista), por sua vez, é o arquetípico "músculos", sem o qual equipe nenhuma sobreviveu nos quadrinhos. Todos eles, no entanto, vão muito além da imitação, encarnando individualmente vários tipos de comédia (o físico, o autodepreciativo, o de bordões...). A mistura não poderia ter dado mais certo. Cada um encanta à sua maneira - em uma história que, se não reinventa a roda e se apressa em alguns momentos, ao menos é redonda quase à perfeição.


No filme, a equipe reúne-se inadvertidamente. Um precisa do outro pelos motivos mais mesquinhos possíveis. Mas não demora para que essa coleção de indivíduos comece a operar como um time, especialmente quando percebem que a segurança de seu pedaço no universo está ameaçada por um vilão terrível, Ronan - O Acusador (Lee Pace), que deseja devastar o planeta Xandar, lar da força espacial da Tropa Nova. Note como também nos vilões há paralelos com Star Wars: existe um mestre poderoso (que passa parte do filme dando ordens como uma holografia) e seu atormentado assecla vestido com uma armadura exótica, que lidera um exército contra uma armada oponente.

Ronan funciona como um antagonista típico, conhecido, o que só exalta ainda mais as ações descontroladas da equipe, que atua completamente à parte das expectativas do público. Espectadores estes que, entre nomes esquisitos e peles coloridas alienígenas, têm na figura de Peter Quill, o único humano em tela, seu ponto de apoio. É ele quem canta e dança hits dos anos 80 e cita filmes de 20 anos atrás, época em que foi abduzido e levado ao espaço. Em contrapartida, os fãs dos quadrinhos - ainda que tenham que aceitar mudanças expressivas nas origens de personagens como Quill, por exemplo - têm um sem-fim de referências escondidas e escancaradas pra buscar. A ligação com o universo estabelecido nos cinemas pode ser tangencial, mas existe. E deve ser muito aprofundada a seguir.

Graças às excelentes piadas (uma delas, a de Jackson Pollock, em especial é histericamente pesada) que entram a cada cena com tempo preciso, este é o filme mais divertido da Marvel até hoje. Mesmo nas sequências mais frenéticas de ação, cujo 3D funciona a contento, há sempre espaço para a comédia.

Confiante, antes mesmo do lançamento, o estúdio, que vive uma verdadeira Era de Ouro nas telas - já tendo colocado seis filmes entre as 100 maiores bilheterias de todos os tempos -, já até anunciou uma continuação, prova de que não está receoso em apostar alto. O sucesso deGuardiões da Galáxia deve abrir as portas agora para personagens ainda mais curiosos, explorando recônditos ainda mais escondidos desse universo, e também para uma maior integração desses personagens com os já conhecidos do grande público. Resta saber como algo tão cômico vai integrar-se com os normalmente mais convencionais e equilibrados filmes de ação do estúdio.


Piratas do Caribe 5 vem aí

Data de estréia já divulgada

Notas Musicais Thiago Lustosa 23 de julho de 2014 18:58h

Piratas do Caribe 5 será lançado em 7 de julho de 2017, de acordo com a Walt Disney Pictures.

Especula-se que a trama, assim como nos filmes anteriores, envolverá dois jovens personagens em um envolvimento amoroso, ambos saídos de famílias de fazendeiros que se veem no meio da confusão. O filme abriria com uma cena de casamento e terminaria com um embate no mítico Triângulo das Bermudas. Christoph Waltz teria sido cotado para viver o principal vilão. O nome do personagem seria Capitão Brand e atuaria como principal inimigo de Jack Sparrow (Johnny Depp). As informações não foram confirmadas pela Disney.

O novo filme será dirigido pela dupla norueguesa Joachim Rønning e Espen Sandberg, do indicado ao Oscar Kon-Tiki. Jeff Nathanson, de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e Prenda-me Se For Capaz, assina o roteiro.


Pôster do terceiro e último filme da trilogia O Hobbit

Um dos mais esperados

Notas Musicais Thiago Lustosa 23 de julho de 2014 18:53h

O capítulo final da trilogia Hobbit chegará aos cinemas em 11 de dezembro.

Novo filme sobre Exodus traz Christian Bale como Moisés

Filme estréia ainda em 2014

Notas Musicais Thiago Lustosa 10 de julho de 2014 21:21h

A rivalidade entre dois meios-irmãos criados juntos, Moisés e Ramsés, retratada no “Velho Testamento” da Bíblia, ganhou contornos épicos através das lentes do diretor Ridley Scott. Christian Bale interpretará o profeta que liderou a fuga dos judeus do Egito, então comandado por Ramsés (Joel Edgerton, de O Grande Gatsby). 

O primeiro trailer mostra como a relação deles se deteriora enquanto os interesses passam a ficar ainda mais distantes. Algumas das pragas retratadas na Bíblia também ganham destaque, assim como o Mar Morto aberto por Moisés. 

Exodus: Gods and Kings, novo longa épico do diretor de Gladiador e Prometheus, chega aos cinemas no dia 25 de dezembro.


Jornal inglês diz que disco de Adele sai ainda em 2014

Aguardado novo disco da Diva

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de junho de 2014 20:48h

Adele pode lançar seu novo álbum sem aviso prévio. É o que garante o jornal britânico Daily Star. Segundo a publicação, a cantora deve seguir o exemplo de Beyoncé, que botou no rua seu trabalho mais recente em dezembro do ano passado e pegou todo mundo desprevenido.

De acordo com o jornalista James Ingham, o aguardado terceiro álbum de Adele se chamará "25", seguindo é lógica dos álbuns anteriores, "19" e "21", com as respectivas idades da cantora na ocasião de cada lançamento.

"A tática de choque funcionou maravilhosamente bem com Beyoncé, e a sensação é de que o novo álbum de Adele é tão esperado que ele não precisa ser promovido longamente", revelou a fonte do jornalista.

Novo do Skank vem aí

Banda promete um disco envolvente em 2014

Notas Musicais Thiago Lustosa 06 de junho de 2014 21:23h

Longe do estúdio há seis anos, o Skank retorna agora com um disco de inéditas no meio do furacão de Copa do Mundo e dos protestos Brasil afora. As duas primeiras canções de "Velocia", que será lançado oficialmente na próxima terça-feira (10), a dois dias do início do Mundial, abordam os dois mundos.

Enquanto "Alexia" analisa, com poesia, o balé nos gramados, "Multidão" dá voz aos descontentes na rua. Em um papo regado a água e pão de queijo, a banda mineira se posicionou sobre a polarização. Afinal, vai ter Copa ou não vai? "Vai ter Copa e vai ter manifestação", disse o vocalista, Samuel Rosa, em conversa em um estúdio na Bela Vista, em São Paulo.

Impactada pelas cenas das manifestações que pipocaram nas ruas do Brasil em junho passado, "Multidão" foi a primeira canção escrita da nova safra, há um ano. O "povo" aparece na letra de Samuel com Nando Reis (em versos como: "A multidão não quer papel de bobo / E o jogo vai virar / Ninguém aqui é bobo / Nós vamos engatar esse trem / Vamos embarcar nesse trem") e há um dragão no rap feito por B. Negão, que completa a música ("E pede aos céus e a Oxalá coragem pra vencer / Vencer esse dragão / Dragão gigante da pura maldade e opressão").

A preocupação da banda não é estar ao lado do "povo" e contra o "dragão": "Nós relutamos em cair em um discurso populista de 'não vai ter Copa'. Na minha cabeça, dá para fazer tudo, hospital, escola e estádio", pondera Samuel.

Divulgação

Capa do disco "Velocia"


Com a fama de bons moços do pop rock nacional, os mineiros guardam suas críticas ao evento. "A própria subserviência com a Fifa também tem incomodado muito. A arrogância dos caras. Esse que vem aqui com carinha de blasé [secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke], está sempre com o Ronaldo, chega aqui e diz que vai chutar a bunda do pessoal. A coisa começa errada daí. Não poderia ter essa subserviência toda, a gente não vai fazer uma Copa nos moldes da Alemanha e ponto final", defende.

O baterista Haroldo Ferretti diz que não anda animado com o Mundial, mas mantém a visão positiva, após visitar a África do Sul, nas últimas viagens da banda ao país depois de 2010. "Eles também tiveram gastos exorbitantes em construções de estádios que são usados hoje para culto religioso. A gente viu e ouviu de sul-africano a palavra 'legado' para coisas básicas depois da Copa, um aeroporto decente, um trem que liga o aeroporto ao centro da cidade".

Para Samuel, o legado por essas bandas já chegou. "Pela primeira vez eu vi no semblante dos prepotentes e arrogantes políticos brasileiros certo medo. Já é um legado da Copa", acredita. "Os políticos estavam aí, no limite da impunidade. Eu acho que é uma curva de aprendizado que vem acontecendo desde o ano passado", continua o tecladista Henrique Portugal.


Chega ao Brasil biografia do grupo ABBA

Conta os motivos da separação de um dos maiores ícones do pop mundial

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de junho de 2014 21:28h

Acaba de chegar ao Brasil a biografia de uma dos grupos de música pop mais famosos do mundo: o ABBA  Escrita por Carl Magnus Palm, que pesquisa a história do grupo há 15 anos, além de ser um grande fã, "Abba - A Biografia" conta, em 452 páginas, a história de vida de Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (mais conhecida como Frida) e a busca desses quatro artistas pelo sucesso no mundo da música.

O relato se estende até os dias atuais e conta, com entrevistas dos próprios integrantes, as razões por que eles, segundo a opinião do autor, jamais voltarão a se reunir novamente. "O Abba começou como um grupo formado por dois casais apaixonados, e quando o amor se foi, grande parte da energia do Abba desapareceu."

As separações de Benny e Frida e de Björn e Agnetha, assim como o amor e a alegria de estarem juntos, sempre foram temas de suas canções. O livro conta em detalhes as histórias por trás dessas produções, mas também retrata o Abba como um marco na transição da música sueca, da tradicional e folclórica ao pop, que atravessou as fronteiras escandinavas e conquistou países como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Brasil e que abriu os ouvidos do mundo para artistas da região que vieram depois deles, como A-Ha, Roxette, Ace of Base, Björk, The Cardigans, entre outros.

Em entrevista Palm conta por que ainda hoje os integrantes do Abba protegem tanto seu patrimônio musical (o grupo só liberou "samples" de suas músicas duas vezes) e qual o motivo de eles terem recusado, no início dos anos 2000, uma proposta para uma turnê mundial no valor de US$ 1 bilhão: "Eles acharam que seria uma trabalho muito duro, e eles não precisam de dinheiro.

Breve comentário sobre 9ª Temporada de Sobrenatural

Uma das melhores séries de suspense

Notas Musicais Thiago Lustosa 28 de maio de 2014 20:26h

Quando uma série passa de um certo número de temporadas, nada mais normal do que encontrar pelo caminho fãs que a defendem com unhas e dentes, além daqueles que simplesmente deixam de acompanhá-la. Com Supernatural não poderia ser diferente. Uma série que conseguiu levar cinco temporadas com um roteiro cheio de tramas e o melhor da ação e suspense, perdeu alguns espectadores entre o sexto e oitavo ano, sob alegações de que estava em um ritmo estranho e enrolado. Neste último ano, porém, a série parece ter recuperado o antigo fôlego graças a nomes como Greg Berlanti e Marc Guggenheim, que voltaram a assumir o roteiro.

O nono ano começa com os irmãos Winchester sofrendo as consequências das ações que executaram do final de temporada anterior - ou seja, Dean (Jensen Ackles) tendo que salvar a vida de Sam (Jared Padalecki) a qualquer custo por conta das provações que o corpo do mais novo sofreu ao mandar definitivamente todos os demônios para o inferno. Por outro lado, suas ações resultaram na expulsão de todos os anjos do paraíso, seguindo o plano de Metatron (Curtis Armstrong), que usou Dean, Sam e Castiel (Misha Collins) para que ele pudesse reinar no céu. A temática da temporada foi justamente essa: os anjos caídos tendo que levar vidas humanas e, ao mesmo tempo, tentando achar uma forma de voltar ao paraíso. Ainda com o foco nos segredos e mentiras entre Dean e Sam, este foi um ano em que os irmãos mais brigaram do que trabalharam juntos - um dramalhão digno de novela mexicana. Para salvar o irmão da morte, Dean até permitiu que um anjo incorporasse o corpo de Sam secretamente.

A trama principal envolvia um curioso quarteto - ​Dean, Sam, o anjo Castiel e o Rei dos Demônios Crowley (Mark Sheppard) ​- trabalhando para evitar que a nova comandante das trevas, Abaddon (Alaina Huffman), liberasse a saída de todos os demônios do inferno. O time também buscava pistas sobre o paradeiro de Metatron para devolver os anjos ao céu (criaturas celestiais que você não gostaria de ter como seus anjos da guarda). Paralelamente, a série exibia os seus já característicos episódios isolados. Um ponto alto, além das clássicas histórias envolvendo lendas urbanas, assassinatos e muitos mistérios que só os irmãos Winchester poderiam resolver, foi o retorno dos Ghostfacers, mostrando a maturidade do grupo de adolescentes que filmava casos sobrenaturais ao melhor estilo Bruxa de Blair. Outro destaque foi o episódio que fez referência ao Mágico de Oz, com mais uma participação de Felicia Day.

Voltando à trama principal, na segunda metade do nono ano vimos Castiel novamente como um verdadeiro membro do elenco regular. As tramas centradas no personagem criaram outro objetivo para os protagonistas. Os anjos se dividiram entre os apoiadores de Castiel e Metaron; Dean, com marca de Cain se tornou o único humano capaz de controlar a arma chamada de "primeira lâmina". Ou seja, somente ela seria capaz de matar Abaddon, Metatron e qualquer outra criatura sobrenatural de alto escalão. Esse chamariz remete ao drama do vício de Sam em sangue de demônio: os limites entre o bem e o mal. Foi justamente o que Dean sofreu na reta final. O mais velho dos Winchester já tinha tendências a anti​-herói, mas após obter marca de Cain, não sabíamos mais se Dean estava agindo como herói ou vilão. Essa estratégia dos roteiristas ajudou a desenvolver outros lados do personagem e criou algo a mais para o próximo ano. Supernatural sempre soube deixar um gancho forte para segurar os fãs para a próxima temporada e este episódio final não foi diferente: com uma suposta morte, a explicação de Crowley para os principais fatos ocorridos na trama e a mudança de um dos protagonistas para o lado negro da força.

A nona temporada de Supernatural (que garantiu uma renovação por volta do décimo episódio e quase ganhou uma série derivada), evoluiu muito em relação a anterior. A oitava temporada construiu um caminho para que o desenvolvimento da trama ganhasse o clímax na atual. O corre­corre de Sam e Dean em busca das tábuas do céu e do inferno ganhou um sentido maior nesta temporada, porque só agora descobrimos que era a tábua angelical que garantia a vitória de Metatron (que pretendia ocupar o lugar de Deus no Paraíso). Alguns fãs podem torcer o nariz a cada vez que a série é renovada por medo dos roteiristas não terem mais o que fazer. Porém, como um programa que seguiu na insistência por tanto tempo, Supernatural merece ser elogiada por suas tramas bem construídas, boas referências à cultura pop, diálogos engraçados, muita ação e monstros explodindo pelas mãos de Sam e Dean.


Warner revela nome e logo do filme Batman Vs Superman

Muito esperado

Notas Musicais Thiago Lustosa 21 de maio de 2014 18:51h

O filme provisoriamente chamado de "Batman Vs. Superman" teve o seu nome final revelado nesta quarta-feira (21). O longa do encontro dos dois icônicos super-heróis da DC Comics se chamará "Batman V Superman: Dawn of Justice", informou a revista Variety. 

O longa ainda não tem título em português, mas em tradução livre seria "Batman V Superman: O Alvorecer da Justiça". As gravações também começaram nesta quarta-feira em Detroit, nos Estados Unidos.

Continuação de "O Homem de Aço" (2013), em que o ator Henry Cavill dá vida ao Super Homem, o novo filme será dirigido por Zack Snyder e terá Amy Adams (Lois Lane), Gal Gadot (Mulher Maravilha), Diane Lane (Martha Kent) e Laurence Fishburne (Perry White). O longa deve chegar aos cinemas em 2016.

Traje do Batman

primeira imagem de Ben Affleck como Batman foi divulgada no dia 13 pelo diretor Zack Snyder. A foto mostrou que o novo traje deve ficar bem diferente do que Christopher Nolan deu a Christian Bale em "O Cavaleiro das Trevas". Rapidamente a imagem repercutiu nas redes sociais e diversas montagens começaram a circular, o que resultou no tumblr "Why so sad, Batman?" ("Por que tão triste, Batman?"), numa alusão ao bordão do Coringa em "O Cavaleiro das Trevas".


volta da banda Ira! já faz agenda de 40 shows

Uma das melhores do rock nacional

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de maio de 2014 21:28h

Os fãs do Ira! já podem planejar o reencontro com a banda. Nasi e Edgard Scandurra, únicos membros originais da formação atual, divulgaram 40 datas confirmadas de shows. A excursão começa no dia 17 deste mês, na Virada Cultural de São Paulo, e segue pelo sudeste, centro-oeste, nordeste e sul do país.

Além de Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra), o Ira! conta atualmente com Daniel Rocha (baixo), Evaristo Pádua (bateria) e Johnny Boy (teclados). Confira as datas e cidades abaixo:

17 de maio – São Paulo (SP) - Virada Cultural
24 de maio - Campinas (SP)
31 de maio – Bauru (SP)
1 de junho – Santa Bárbara de Oeste (SP)
5 de junho - Araraquara (SP)
6 de junho – Brasília (DF)
7 de junho – Goiânia (GO)
13 de junho – Maringá (PR)
14 de junho – Curitiba (PR)
15 de junho – São Paulo (SP)
20 de junho – Pelotas (RS)
21 de junho – Jundiaí (SP)
27 de junho – Cascavel (PR)
28 de junho – Toledo (PR)
4 de julho – São Paulo (SP)
5 de julho – São Paulo (SP)
6 de julho – São Paulo (SP)
12 de julho – Itaguara (MG)
16 de julho – Piracicaba (SP)
17 de julho – Taubaté (SP)
19 de julho – Volta Redonda (RJ)
20 de julho – Ilhabela (SP)
23 de julho – São Carlos (SP)
24 de julho – Andradas (MG)
26 de julho – Formiga (MG)
8 de agosto – São José do Rio Preto (SP)
9 de agosto – Rio de Janeiro (RJ)
14 de agosto – Natal (RN)
15 de agosto – Recife (PE)
16 de agosto – Porto Alegre (RS)
17 de agosto – Novo Hamburgo (RS)
22 de agosto – Joinvile (SC)
30 de agosto – São José dos Campos (SP)
4 de setembro – Santa Maria (RS)
5 de setembro – Passo Fundo (RS)
6 de setembro – Caxias do Sul (RS)
13 de setembro – Fortaleza (CE)
19 de setembro – Juiz de Fora (MG)
20 de setembro – Lavras (MG)
27 de setembro - São Paulo (SP)

Adriana Calcanhotto volta a tocar seu violão com DVD novo

Velhas canções em uma nova versão

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de maio de 2014 20:39h

Em seu novo DVD, "Olhos de Onda", Adriana Calcanhotto faz a plateia cantar canções onipresentes de sua carreira, como 'Esquadros' e 'Vambora', mas o público que sabe de cor a letra nem imagina que a própria cantora havia esquecido como tocá-las. "Eu tive que me encontrar com elas de novo, reaprender a tocar", ela conta, ao UOL. Não foi um lapso de memória, mas sim uma lesão na mão direita que a obrigou a ficar afastada do violão por quase dois anos. "Só me apeguei à parte boa que era não carregar um violão. Nesse esforço todo meu cérebro esqueceu as canções".

Seu novo trabalho, gravado ao vivo no Rio de Janeiro em fevereiro deste ano, é o reencontro de Adriana com seu instrumento definitivo. Ela se despiu da produção grandiosa da sua alter-ego infantil, Partimpim (que a propósito ela ainda não sabe se vai voltar) e aparece no palco sozinha, apenas com o companheiro de seis cordas. Como cenário apenas um piercing no dente, brincos cintilantes e um vestido verde-água. A simplicidade é motivo de graça: "Vamos tocar em qualquer lugar que tenha elevador".

Além das canções novas, como 'Maldito Rádio', composta especialmente para a novela "Cheias de Charme", e o tino em gravar versões que caem no gosto do público ('Black to Black', de Amy Winehouse, é a bola da vez), os clássicos chegam com outra intensidade. 
"[A volta ao violão] me fez pensar sobre minha relação longa, entre tapas e beijos, com o violão. Eu abandono o violão ou ele me abandona (...) Como ele representa a música pra mim, quando o abandono eu estou um pouco me desligando da música, pensando se eu quero mesmo continuar".

Na política, ela tem certeza que não quer continuar a fazer o que sempre fez. Eleitora de Marina Silva na corrida presidencial em 2010, a cantora chegou a compor um tema para a ex-ministra, mas agora, assim como em um samba, só sobrou desilusão: "Se fosse mais alienada eu seria mais feliz"


10 anos sem o seriado Friends

Nesta Terça 10 anos que último episódio foi ao ar

Notas Musicais Thiago Lustosa 07 de maio de 2014 18:59h

A série norte-americana Friends voltou a ser um dos assuntos mais comentados por internautas brasileiros, nesta terça-feira (6). Isso porque o último episódio da produção foi exibido há exatamente 10 anos. “The Last One”, como foi chamado, durou cerca de uma hora e bateu recordes de audiência. Só nos Estados Unidos, foi visto por 52,5 milhões de pessoas.

Na cena final do seriado, os amigos Phoebe Buffay, Rachel Green, Chandler Bing, Joey Tribbiani, Monica Geller e Ross Geller são vistos indo até ao Central Perk, a cafeteria apresentada ainda nos primeiros episódios, para tomar uma última xícara de café. Eles saem do apartamento e as imagens terminam com a câmera focada na moldura atrás da famosa porta roxa.

No início deste ano, quando Friends completou 20 anos desde sua primeira exibição, fãs da série foram surpreendidos com a notícia de que a produção poderia voltar a ser exibida.

De acordo com a revista “Ok!”, a atriz Courteney Cox, que deu vida a Monica Geller, seria uma das mais interessadas no projeto. Amiga íntima de Jennifer Aniston, ela estaria tentando convencer a loira e os demais atores a voltarem para uma nova montagem do seriado. No entanto, a publicação afirma que há certa dificuldade em trabalhar com o elenco original que contava ainda com Lisa Kudrow, Matthew Perry, David Schwimmer e Matt LeBlanc.

“Courteney disse a Jennifer que ela e Matthew Perry ainda possuem aquela incrível química no set depois que ele fez algumas cenas no seriado protagonizado por ela na Sony, Cougar Town. É como se o tempo não tivesse passado”, informou uma fonte da publicação.

A produção do canal NBC também já demonstrou interesse na exibição de uma nova temporada de Friends. Vale lembrar que a série é considerada uma das atrações de maior sucesso dos Estados Unidos.


Crítica do filme O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

Filme estreou ontem 01 de Maio

Notas Musicais Thiago Lustosa 02 de maio de 2014 20:47h

Tantas vezes Nova York já foi destruída no cinema, é sempre aquela correria, e em O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro deve ser a primeira vez que os novaiorquinos param para assistir. Nos duelos entre Aranha e Electro ou entre Aranha e Rino, já tem até as grades na calçada prontas para separar a plateia da ação.

É evidente que tudo se volta para o espetáculo num filme desses - o próprio nome já diz - mas a tendência dos roteiros de Alex Kurtzman e Roberto Orci é sempre lidar com o espetaculoso e não necessariamente com o espetacular. A dupla pensa a trama, a ação, as viradas do roteiro por seu potencial de impacto e de retenção da atenção do espectador, e não seu potencial narrativo; é assim nos roteiros de Alé, Além da Escuridão - Star Trek, Transformers e neste novo Homem-Aranha também.

Impacto não falta em O Espetacular Homem-Aranha 2, na forma de revelações (segredos do passado, do presente) e de expectativas (em torno do destino de alguns personagens, em torno da formação do Sexteto Sinistro). Vilões fazem fila para manter a ação em marcha, um de cada vez, enquanto crises e tragédias são dispostas ao longo da trama de forma mecanizada (o adeus aos pais, o vilão prestes a morrer, a donzela na iminência do perigo). Tudo parece grave e urgente nos filmes de Orci e Kurtzman, mas só na superfície e só por um instante: urgências se resolvem num passo, para dar lugar a urgências novas.

Aqui, o que temos é um produto com visível vocação para o descompromisso (o visual colorido em computação gráfica e a trilha de Hans Zimmer lembram desenho animado, e o ator Andrew Garfield foi certeiro ao comparar a ação deste filme a um desenho doPernalonga) e para espelhar a geração dos millennials (o perfil hipster de Garfield, os diálogos irônicos e autorreferentes entre Peter e Gwen). Então quando Orci e Kurtzman tentam injetar gravidade no espaço curto entre uma cena descompromissada e um diálogo irônico, tudo acaba soando mais artificial, mais posado.

Essa incapacidade de encontrar um tom para o filme vem acompanhada de omissão no trato do herói. O Peter Parker dos quadrinhos é uma clássica figura da Jornada do Herói organizada porJoseph Campbell, capaz de aprender com seus erros, levantar-se de novo e tornar-se um herói melhor; neste filme, o erro só acontece perto do desfecho e não leva à lição, e sim a uma fuga. O Peter dos dois O Espetacular Homem-Aranha vive de luto mas não parece crescer com a perda.

Justiça seja feita aos dois roteiristas, desde o filme anterior - cuja trama de conspiração envolvendo os pais de Peter é elucidada na continuação - já tínhamos um herói tratado com mimos, sob falsos dilemas. Esse é um legado de paternalismo deixado por Harry Potter no cinema de fantasia e aventura: protagonistas protegidos por um heroísmo hereditário (aqui Richard Parker literalmente diz ao filho que ele é "especial"), com coadjuvantes funcionais que resolvem boa parte das buchas (a tia e o pai que explicam a charada, a secretária da Oscorp que sabe mais que o filho do dono).

A certa altura, uma personagem diz que só ela é capaz de resetar um sistema, e por esse motivo, ela, a personagem, seria de fundamental importância na cena. Mas daí surge na tela a alavanca escrita "Master Reset", e o espectador pode acordar para a realidade: qualquer pessoa é capaz de ver e acionar a maldita alavanca! Essa cena sintetiza o falso senso de gravidade em que Orci e Kurtzman envolvem seus personagens, sempre fadados a pensar, diante da torcida, que são astros de um grande espetáculo.


Homem-Aranha se difere dos outros nas HQ's

Breve comentário sobre mudança nos gibis do Herói

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de abril de 2014 21:18h

Quem consome histórias de super-heróis já está acostumado a ver seus personagens preferidos tratados como produtos. Quando a Marvel decide, no final de 2012, encerrar a revista Amazing Spider-Man e iniciarSuperior Spider-Man - com o Dr. Octopus assumindo o lugar do Homem-Aranha - já o faz pensando no retorno triunfante do verdadeiro herói às vésperas de seu novo longa-metragem. Isso trará, na expectativa da editora , novos espectadores-leitores-consumidores para a revistaAmazing Spider-Man, que, agora com o fim da faseSuperior, volta com numeração zerada neste mês, nos EUA.

O principal diferencial de Superior Spider-Man em relação aos sazonais eventos caça-níqueis de Marvel e DC Comics é que justamente essa ideia de franquia está no centro da História desenvolvida pelo roteirista Dan Slott  ao longo de 30 edições. Quando Otto Octavius - aqui tão inventor quanto industrialista - toma para si o corpo de Peter Parker, é num cenário mercadológico de heróis e vilões que ele assume não só a identidade do Homem-Aranha mas principalmente a marca Homem-Aranha.

Para o fã pode ser atraente ver, no traço anguloso, cuidadoso do desenhista Humberto Ramos, situações clássicas como a impregnação do simbionte se moldar visualmente ao Dr. Octopus. O que torna essa fase interessante de fato, porém, é o tratamento moderno dado a outros vilões - sejam de terceira categoria, que, por um senso de oportunidade, encontram um nicho de mercado para atuar (como Polichinelo e Croma, que jogam para a geração YouTube), sejam de vilões de primeiríssima categoria, como o Rei do Crime, que representam o "dinheiro velho" e são derrotados por acreditar num ultrapassado senso físico e territorial do capitalismo.

O que passa a valer nas histórias do Homem-Aranha Superior são elementos relacionados ao marketing, como a abertura de franquias que pode fortalecer marcas (na participação interessante do "empresário" Duende Macabro), o gerenciamento publicitário de crises (na chachina planejada por Massacre) e a manipulação da opinião pública (na forma midiática como Otto lida com a população). Para lidar com essas situações, o Aranha se mostra superior não naquilo que o torna um herói, e sim naquilo que faz dele um excelente produto: certificado científico (a busca pelo doutorado), alcance e presença de mercado (os bots-aranha e o exército-aranha) e apoio institucional (a chantagem com J. Jonah Jameson, a Ilha-Aranha II e as Indústrias Parker).

Não deixa de ser irônico que, no clímax dessa fase, a partir da edição 27, quem assume papel de protagonismo e desarma a eficiência de Octopus seja justamente um ex-magnata industrial: Norman Osborn, o Duende Verde, numa versão "marketing de guerrilha" - com direito a pixações anárquicas espalhadas por Nova York. Se o desfecho com a edição 31 soa anticlimático - com aquelas resoluções apressadas tipo final de novela - ao menos Slott conseguiu criar, ao longo das edições anteriores, esses antagonismos todos para dar substância à fase Superior.

E nenhum antagonismo é maior, evidentemente, do que Peter Parker versus Otto Octavius. Sempre se discutiu, dentro e fora das histórias, o que torna o Homem-Aranha um super-herói singular, e aqui isso fica claro: o senso de sacrifício pessoal e de improviso que sempre foram centrais à personalidade de Parker são o avesso da imagem de frieza, eficiência e estratégia que o Aranha de Octopus criou para si.

Chega a ser irritante como a HQ martela durante meses essa oposição, na figura do "fantasminha" de Peter que assombra Otto - em suas séries blockbusters a Marvel às vezes se rende excessivamente a essa exposição óbvia nos roteiros - mas Superior Spider-Man mostrou ser, apesar dos didatismos, um evento digno de acompanhar


Novo disco de Lenny Kravitz em Setembro

Dividindo a careira entre shows e filmagens

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de abril de 2014 20:59h

Lenny Kravitz anunciou nesta quinta (24) que o seu décimo álbum de estúdio, "Strut", será lançado em 23 de setembro deste ano, segundo o site da revista "Billboard" americana. 

O cantor e guitarrista assinou um contrato global com o selo Kobalt Label Services para lançar e promover o disco. Uma turnê do músico deve ser anunciada nas próximas semanas. 

Vencedor de quatro prêmios Grammy, Kravitz já vendeu mais de 38 milhões de discos em todo o mundo. Além da música, ele tem investido na carreira de ator, com trabalhos nos filmes "Preciosa", "Jogos Vorazes" e "O Mordomo da Casa Branca", entre outros. Também lançou, em 2003, a empresa de design Kravitz Design Inc., que oferece serviços de design comercial e residencial, de produtos e de marcas. 


Capitão America 2: O Soldado Invernal, crítica sobre filme

Estréia foi na quinta dia 10

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de abril de 2014 20:19h

Fãs de histórias em quadrinhos têm precisado poupar o dinheiro para financiar a frequente ida aos cinemas para ver os super-heróis nas telonas, em carne e osso, em trabalhos cada vez mais primorosos. De fato, o cinema de HQs vem vivendo uma fase de ouro, principalmente após a reconstrução de Batman por Christopher Nolan, na trilogia sombria de O Cavaleiro das Trevas, e no bilionário e gigantesco Os Vingadores.Capitão América 2: O Soldado Invernal chega nesta quinta-feira, 10, sem o famoso Ctrl+C e Ctrl+V e falta de criatividade. Tudo tem um frescor ainda inédito na indústria de Hollywood.

Os irmãos Russo, Anthony e Joe, dirigem esta continuação sem precisar se preocupar com a quadradice que é o primeiro filme de um super-herói. Ou seja, sem precisar recontar, pela enésima vez, a origem do personagem e seus medos e angústias. Eles, de fato, receberam de bandeja um personagem recriado por Joe Johnston em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), ainda vazio e pronto para ser preenchido por camadas mais profundas de personalidade.

A versão do personagem que surgiu em Os Vingadores ainda devia em complexidade e perdia espaço diante de personagens mais carismáticos – quem ligaria para o sujeito que usa a bandeira dos Estados Unidos como uniforme e usa um escudo quando se tem um Tony Stark (Robert Downey Jr.) com sua extravagante armadura, o gigantes destruidor Hulk e até o deus nórdico Thor (Chris Hemsworth) e seu poderoso martelo.

É somente agora que o público poderá deslumbrar-se verdadeiramente pelo personagem que acumula 70 anos de história em HQs, já representou o ideal norte-americano, se rebelou contra o próprio governo quando criou uma aliança de heróis que se recusavam a expor as identidades secretas e foi morto por isso – mas, como todos sabem, ninguém fica morto por muito tempo nos quadrinhos.

Steve Rogers (Chris Evans) é um sujeito fora do seu tempo. Daquele período logo antes de ele ser congelado, pouco sobrou em 2014. É um veterano que ainda sofre com pesadelos de uma guerra que assolou a humanidade há mais de seis décadas. O nazismo não oferece perigo de dizimar a humanidade, mas a partir das tensões da Guerra Fria, tudo se tornou mais complicado.

O Capitão se torna um personagem complexo e nem mesmo a limitação de Evans estraga isso. É alguém que vive no nosso mundo, mas sem desfrutá-lo. Como uma máquina, faz aquilo que deve ser feito, o que o dever cívico de soldado lhe pede, mas foge da oportunidade de criar laços com o presente. Mantém relações frias até mesmo com Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), também conhecida como Viúva Negra, parceira das missões realizadas para a S.H.I.E.L.D., organização criada para espionar o mundo todo e, com isso, garantir a segurança da população mundial – um poder exageradamente grande para ficar nas mãos de uma só pessoa.

“Não confie em ninguém”, diz Nick Fury (Samuel L. Jackson) ao Capitão. “Nem mesmo em você?”, rebate o herói, mas sem resposta. A paranoia dos filmes de espionagem dos anos 1970 flui da tela e coloca Steve Rogers como uma espécie de James Bond mais brutamontes, embora sem as belas mulheres e os drinques dry Martini – e os gadgets tecnológicos são substituídos pelo escudo redondo e indestrutível.

Também não falta ação à nova empreitada do personagem ao cinema. Tudo ganha ares de ficção cientifica com a chegada do antagonista da trama (um deles, o mais evidente, é claro), uma lenda soviética que prova ser bem real e bastante perigosa. O oposto de Capitão América não precisa do escudo, ele tem um braço mecânico inteiro e se mostra mais habilidoso do que Rogers nas artes marciais. A identidade do personagem leva Rogers a um choque temporal, confuso entre o ontem e o hoje, vulnerável e desprotegido. E, o pior, o mundo ainda depende dele para não sucumbir diante de uma nova ditadura da vigilância.

Graças à habilidade dos irmãos Russo, Capitão América 2: O Soldado Invernal cria um subgênero de cinema de quadrinhos próprio para si, empolgante, complexo e extremamente divertido – e, definitivamente, vale poupar o dinheiro para assisti-lo na telona mais próxima.


Cazuza, se estivesse vivo completaria 56 anos hoje

Um dos maiores poetas do Rock nacional

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de abril de 2014 18:57h

Cazuza, nascido na cidade do Rio de Janeiro, RJ - Brasil, em 4 de abril de 1958 com o nome Agenor de Miranda Araújo Neto foi um cantor e compositor brasileiro que ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho.

Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada.
Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".
Cazuza tornou-se um dos ícones da música brasileira da década de 1980.
Dentre seus sucessos musicais em carreira solo, destacam-se "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte Do Meu Show", "O Tempo Não Pára" e "O Nosso Amor A Gente Inventa".
Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual.
Em 1989 declarou ser soropositivo (portador do vírus da AIDS) e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.
Também reconhecido pela sua inconfundível voz, ao lado de Raul Seixas e Renato Russo, é considerada uma das melhores vozes da música brasileira.

Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento.
Agenor, seu verdadeiro nome foi recebido por insistência da avó paterna.
Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola.
Só mais tarde, quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.
Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nome da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira.

Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção "Perto do fogo", que Rita musicou. Cazuza cresceu no bairro do Leblon e estudou no Colégio Santo Inácio até mudar para o Colégio Anglo-Americano, para evitar reprovação.
Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice.
Por volta de 1965, ele começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó.
Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros.
A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos. Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conhece as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã.

Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois.
Mais tarde começou a frequentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia.
Assim, João Araújo criou um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual ainda é presidente.
Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores.
Logo depois trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas.
No final de 1979 ele fez um curso de fotografia na Universidade de Berkeley, em São Francisco, Estados Unidos.
Lá descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira. Em 1980 ele retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador. Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez.

O cantor e compositor Léo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Comprido não aceitou, mas indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.

Em fevereiro de 1989, Cazuza declara publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e aos efeitos dela.
Cazuza comparece na cerimônia do Prêmio Sharp de cadeira de rodas, onde recebe os prêmios de melhor canção para "Brasil" e melhor álbum para Ideologia. Burguesia (1989) foi gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida.
É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia é o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias.
Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor canção com "Cobaias de Deus".

Em outubro de 1989, depois de quatro meses a base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza parte novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990 voltando assim para o Rio de Janeiro.
No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS.
No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs.
O caixão, coberto de flores e lacrado, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho.
Cazuza foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro