Notas Musicais

Crítica do filme 'A Casa dos Mortos'

Bons filmes de terror de volta nos cinemas

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de fevereiro de 2015 20:28h

James Wan foi o responsável por criar dois dos filmes de terror de maior sucesso dos últimos anos: Jogos Mortais, que rendeu uma franquia com mais seis filmes, e Invocação do Mal, que ganhou um derivado (Annabelle) e já teve anunciada uma continuação. Em A Casa dos Mortos (Demonic, 2014), terror com argumento de Wan, ele não consegue repetir o feito. Com atuações medianas e uma história fraca, o filme é mais um na lista daqueles em que o trailer assusta mais que a produção final.

Na trama, após um massacre em que estudantes foram brutalmente assassinados dentro de uma casa abandonada, o detetive Mark Lewis (Frank Grillo) e uma psicóloga, a Dra. Elizabeth Klein (Maria Bello), ambos céticos, interrogam John (Dustin Milligan), o único sobrevivente aparente, que insiste que seus amigos foram mortos por uma força sobrenatural, intrigando as autoridades.

O longa mistura ficção com a fórmula das "cenas encontradas", intercalando a investigação da polícia com as imagens gravadas pelos jovens enquanto investigavam a casa que diziam ser mal-assombrada. Nos momentos em que presenciamos o que realmente aconteceu com os jovens, a história chega a prender o espectador, com as imagens vistas pela visão noturna das câmeras sendo bem utilizadas pelo diretor Will Canon. Mas as justificativas sem nexo e o clima predominando mais para o suspense do que para o terror, logo trazem o sentimento de mais do mesmo que alguns filmes recentes do gênero entregam para o público.

Fosse a trama sobrenatural melhor desenvolvida (ou apresentasse mais sustos), o produto final talvez fosse diferente. Invocação do Mal, por exemplo, também explora possessão e uma casa assombrada por uma entidade, mas o seu grande diferencial é a tensão causada no público pela forma em que passeamos e conhecemos a propriedade. Se o roteiro não entrega nenhuma novidade (afinal, jovens visitando um local onde ocorreram mortes nunca dá certo), Canon deveria criar formas de aumentar o medo. A Casa dos Mortos está mais para atração das extintas Noites de Terror do Playcenter do que um regular filme do gênero.


Crítica do filme com mais indicações ao Oscar 2015

Birdman (Ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

Notas Musicais Thiago Lustosa 07 de fevereiro de 2015 17:16h

O subtítulo de Birdman Ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) é curiosamente aplicável ao volume de elogios rasgados que o filme tem recebido. É surpreendente que tantos estejam tão surpresos com um filme que enfeita sua visão de mundo datada com truques e firulas técnicas.

O mexicano Alejandro González Iñárritu, dos igualmente supervalorizados 21 Gramas e Babel, realiza no drama de humor negro uma colagem de referências que vão de Godard a Hitchcock e Sokurov. A montagem, como em Festim Diabólico  (1948), engata longos planos-sequência com cortes em momentos-chave pouco perceptíveis, simulando um filme totalmente sem montagem, como o verdadeiramente linear Arca Russa (2002).

Supersaturado, com a câmera eternamente flutuando ao redor dos protagonistas e pelos corredores do teatro onde a maior parte da trama acontece, Birdman é, sim, lindo. Um desfile de domínio técnico em que os valores de produção falam mais alto que aquilo que o roteiro tem a dizer.


O cineasta cerca-se de excelente elenco. Todavia a trama depende demais de referências do "mundo real" para funcionar. Michael Keaton, o Batman de Tim Burton, é o protagonista Riggan Thomson, ator que viveu o super-herói alado Birdman no cinema em uma trilogia de sucesso e agora tenta provar nos palcos sua capacidade para atuação. A fusão do que está dentro e fora das telas, o conhecimento prévio do público do passado de Keaton, outrora o "astro da vez" - aqui em busca de seu primeiro Oscar - é imprescindível para o funcionamento do filme. Sem metalinguagem à la Godard, não haveria Birdman.

Keaton, claro, entrega-se à oportunidade, como bem deveria. A estatueta dourada da Academia, registro físico supremo da qualidade de ator para a indústria, nunca esteve tão próxima. Entre volteios de câmera e ângulos desejosos de atenção, o Batman/Birdman realmente faz o trabalho mais interessante de sua carreira "séria". O elenco de apoio, com Edward Norton (também fazendo uma versão dele mesmo) e Emma Stone, ajuda-o na jornada, conseguindo desviar a testa da câmera de Iñárritu.

Birdman é, assim, um exercício de estilo opressivo, devidamente abraçado pelo elenco. Um filme cujo discurso promete questões profundas, mas entrega apenas convenções datadas. As discussões sobre celebridade - algo que Andy Warhol  já promovia há décadas - são tratadas aqui com soberba de programa de jantar de domingo. Olhar de velho que acaba de entender o que é um "microblog da rede mundial de computadores" e está achando "um absurdo essa juventude". Pior ainda é o questionamento do tal "papel do crítico"(saudades, Ratatouille). Iñárritu parte da ideia de que críticos ainda têm (ou acreditam ter) qualquer poder sobre obras culturais, decidindo o que presta e o que não presta, afundando e alçando ao Olimpo atrás de seus teclados qualquer produção. A noção entra em confronto direto com questão da "celebridade digital" que ele mesmo elabora.

Ao fingir que entende o mundo de hoje, o diretor prova mesmo é que parou no tempo. Mas ao menos o fez com estilo.

Por Erico Borgo

Criolo e Ivete juntos por Tim Maia

Artistas farão apresentações juntos pelo país para homenagear Tim

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de fevereiro de 2015 20:36h

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 4, em São Paulo, a marca Nivea anunciou as atrações da edição 2015 do projeto Nivea Viva. Uma turnê especial homenageará Tim Maia com shows gratuitos em sete capitais brasileiras. Os artistas incumbidos de reproduzir a obra do músico, morto em 1998, são o rapper Criolo e a cantora baiana Ivete Sangalo.

Responsável pela direção musical do projeto, Daniel Ganjaman valorizou a possibilidade da mistura de ritmos presente nas canções de Tim e afirmou que o repertório pretende revisitar os sucessos de toda a carreira do cantor. “A obra de Tim Maia é extensa e complexa. De certa forma, isso é positivo. Poderemos explorar diversos ritmos e referências. Os ensaios já começaram, estou muito animado com o que está sendo produzido”, afirmou o produtor.

O rapper paulistano Criolo falou sobre a importância de Tim Maia na formação musical dele: “Acho que as músicas do Tim fazem parte da vida de todo mundo. No meu bairro rolava muito a cultura do vinil, então eu cresci ouvindo coisas dele. Me lembro também de cantar com a minha mãe enquanto lavava louça e curtir as músicas nos bailes”.

Criolo ainda afirmou que as canções de Tim Maia fazem parte da história de vida dos brasileiros: "Quem disser que não gosta das músicas do Tim está mentindo. Muita gente deu o primeiro beijo ou comemorou a vitória do time com uma canção dele”.

Como nas últimas três edições, a turnê começará em Porto Alegre, no dia 12 de abril, na Praça do Pôr do Sol. Em seguida, no dia 26, o projeto segue para Recife. No mês de maio, o show acontece no dia 24 em Salvador e no dia 31 em Fortaleza. Em junho será a vez do público de Brasília curtir os sucessos de Tim Maia no dia 14. O Rio de Janeiro recebe a turnê em 21 de junho. A excursão acaba com o show em São Paulo, no Parque da Juventude, em 28 de junho.

Com direção geral de Monique Gardenberg, as apresentações seguem o mesmo formato dos anos anteriores. Em 2012, o projeto homenageou Elis Regira através da voz de Maria Rita. No ano seguinte Vanessa da Mata interpretou os clássicos de Tom Jobim. Em 2014, um encontro de gerações com Martinho da Vila, Alcione, Roberta Sá e Diogo Nogueira ressaltou a importância do samba para a cultura popular brasileira.


Por Thiago Neves

Primeiro disco da Legião Urbana completa 30 anos

Vários episódios inesperados aconteceram durante as gravações do primeiro LP

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de janeiro de 2015 18:45h

Há 30 anos, chegava às lojas o álbum de estreia de uma banda de Brasília que gostava de ser chamada de punk, soava como Joy Division e tinha letras politizadas. A capa branca, com uma foto em preto-e-branco dos integrantes ao centro, era apenas uma janela para toda a ingenuidade, raiva e confusão de quatro adolescentes brasilienses: Renato Russo, Marcelo Bonfá, Dado Villa Lobos e Renato Rocha.

Lançado na primeira semana de janeiro de 1985, o primeiro álbum da Legião Urbana foi a pedra fundamental de uma nova fase no rock BR, mais poético e político, e o começo do fenômeno em que a banda se tornou. As sessões de gravação, no Rio de Janeiro, entre outubro a dezembro de 1984, no entanto, foram repletas de intempéries, com momentos tensos no estúdio, troca de produtores e Renato Russo cortando os pulsos.

"O primeiro disco era para ser gravado com o Renato como baixista. A Legião começou com essa cozinha, eu na bateria e o Renato no baixo. A gente se identificava muito bem", relembra o baterista Marcelo Bonfá, em entrevista ao UOL. Completava a formação Dado Villa Lobos, na guitarra. "Mas, nesse momento, o Renato cortou os pulsos dias antes de entrar no estúdio." 

Amigo próximo de Renato, Bonfá não acredita que houvesse uma razão pessoal e mais profunda para a tentativa de suicídio. "Eu posso especular. Ele tocava baixo e queria ficar mais solto. Ele queria ficar só cantando. Ele conseguia enxergar o cenário se formando, posso imaginar. Deu um nó na cabeça dele. Pode ter acontecido algo mais pessoal, mas estávamos muito juntos na época e não me lembro de um motivo a mais."


O susto apenas forçou a entrada de mais um componente na banda, o baixista Renato Rocha, que Bonfá conheceu em uma das festas de rock na cidade-satélite. A conversa foi direta. "'Vamos tocar, velho?'. 'Vamos'. 'Semana que vem?'. 'Vamos'. Ele era uma figura louca, um cara gente fina", lembra o baterista.

A gravadora EMI estava ansiosa para contratar a banda, após ver a Legião em ação no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Havia, naquele momento, um burburinho em torno do rock de Brasília. Os Paralamas do Sucesso haviam acabado de gravar "Química", composição de Renato, no álbum de estreia da banda, "Cinema Mudo" (1983). Com a versão, Herbert Vianna pediu atenção para a cena que surgia na capital do país, distante da alegria e do colorido de bandas cariocas como Kid Abelha e Blitz, que tomavam as paradas.

A referência da Legião sempre fora outra, mais cinza, como a cidade de concreto de onde ela vinha. As novidades da música chegavam por lá por meio dos filhos de figurões, diplomatas e políticos que voltavam de viagem do exterior com a mala cheia de discos de grupos punks como Sex Pistols, The Clash e The Stooges.

"Nossa música era muito visceral, energética e tinha tudo a ver com o que estávamos passando ali. Entramos no estúdio com isso em mente. Eu queria que o disco fosse cru e pesado", relembra Bonfá.


A petulância que só a juventude traz rendeu embates no estúdio e dança da cadeira entre os produtores. Nomes como Rick Ferreira e Marcelo Sussekind chegaram a produzir o álbum, mas acabaram sendo substituídos. "Eles queriam algo mais country, e não era o que queríamos fazer. A gente teve problema também com o [crítico musical e diretor de produção do álbum] José Emilio Rondeau. Não tinha muita conversa, não dávamos nem a chance. Queríamos tirar um som grosseiro, e o técnico de som, por melhor que ele fosse, não estava acostumado com aquela sonoridade. Falávamos: 'Você quer isso que a gente tem? Então deixa com a gente'. Éramos muito jovens."

A última cartada da gravadora foi a chegada de Mayrton Bahia, que havia produzido discos de Elis Regina e 14 Bis. Diplomático, Bahia conseguiu a confiança dos músicos em conversas intermináveis na madrugada. Era o cara que tentava conciliar o desejo da Legião com o propósito da gravadora. Chegou-se, então, a um denominador comum. 

"Para as pessoas entenderem nosso som, precisava da mão de alguém da gravadora. Não adiantava chutar o balde. Ainda bem que não estava só eu, senão seria um barulho só. Eu achava que tinha ser gravado ao vivo no estúdio, todo o mundo tocando junto", reconhece hoje Bonfá.  Mayrton Bahia acabaria se tornando um produtor fixo da banda até "O Descobrimento do Brasil" (1993).


"É direto isso aqui, não?"

Recheado de composições políticas, sem firulas, "Legião Urbana" é um registro da juventude entre o fim da ditadura militar e a lenta e difícil reabertura da democracia. Havia ali canções sobre relacionamentos, que se tornariam o foco da banda no futuro, como "Ainda É Cedo" e "Por Enquanto" –última música a entrar no álbum--, mas a temática do disco era ressoar o grito jovem das ruas. "Soldados", "Geração Coca-Cola", "O Reggae" e "Petróleo do Futuro" traduziam esse clima. Conta a lenda que Gonzaguinha estava na EMI quando mostraram a letra de "Geração Coca-Cola", da banda recém-contratada. "É direto isso aqui, não? Nada cifrado", teria comentado.

"Estava rolando uma oportunidade para isso. Lembro que um dia que eu estava na casa do Renato, estávamos na janela conversando, quando vimos um cara com a bandeira do Brasil correndo, e o camburão o seguindo. Desceram a porrada e colocaram o cara lá dentro. Até hoje você vê esse abuso de autoridade da polícia. Há um resquício ainda da ditadura. É muito louco", observa o baterista.

Muitas das canções do primeiro álbum ganharam um significado especial para Bonfá anos depois. Entre elas, o o primeiro grande hit, "Será" –música emblemática que abre o álbum, direta, contagiante e de forte imagem poética. "Eu fui muito admirador do Renato, como pessoa e como letrista. Ele era um cara que conseguiu uma sensibilidade que não me bateu na época, até porque eu nem estava focado nisso." E analisa: "É preciso mudar em você o que você quer mudar no outro. Não é isso que todo o mundo diz?".

Por Tiago Dias

Amanhã nos cinemas documentário de Cássia

Fala sobre importância de Cássia na luta pelos direitos dos homossexuais

Notas Musicais Thiago Lustosa 28 de janeiro de 2015 20:34h

Com os olhos marejados e perceptivelmente nervosa, Cássia Eller olha para a câmera, faz sinal de positivo e sorri. Conhecida por uma postura explosiva no palco, a cantora, naquele momento, aguardava para dar à luz Francisco Eller, o Chicão, único filho dela.

A cena, íntima e tocante, faz parte do documentário Cássia, do diretor Paulo Henrique Fontenelle, que chega aos cinemas nesta quinta, 29. Intercalando fotos, vídeos inéditos e entrevistas com artistas, amigos e familiares, a obra é uma viagem profunda ao universo da cantora, morta em 2001, aos 39 anos.

“A Cássia é uma figura emblemática para a música brasileira, mas o público só conheceu o lado explosivo dela. Fora dos palcos, ela era uma pessoa doce, tímida e simples”, conta Fontenelle, experiente em obras biográficas após dirigir Loki: Arnaldo Baptista (2008) e Dossiê Jango (2013).

O relato sobre o integrante d’Os Mutantes foi o passaporte do cineasta para conseguir o apoio da família da cantora na realização do filme. “Quando enviei o projeto à Maria Eugênia, ela me disse que o Chicão havia visto o documentário sobre o Arnaldo e gostado muito”, conta. “Por isso, eles se interessaram pela minha proposta.”

Fontenelle também faz questão de ressaltar que a viúva de Cássia pediu que a intérprete fosse retratada de maneira fiel: “Uma mulher de temperamento forte, mas com uma alma doce”, esclarece o diretor antes de acrescentar: “Combinamos que não deixaríamos nenhum tema polêmico de fora”. Entre eles estão: a identidade do pai de Chicão, a sexualidade de Cássia, o relacionamento amoroso que ela mantinha com a percussionista Lan Lan e o vício dela em drogas.

O assunto de maior importância, contudo, é a disputa judicial que envolveu a guarda de Chicão. Mesmo que sem intenção, o documentário registra um dos maiores avanços na questão dos direitos civis para famílias brasileiras formadas por casais do mesmo sexo. Após a morte da filha e à revelia do resto da família, o pai de Cássia, Altair Eller, tentou obter a guarda do neto na Justiça.

Ao pé da letra da lei, Altair seria, à época, o tutor legal do garoto. Pelo Código Civil e mesmo pelo Estatuto da Criança e do Adolescente a guarda de órfãos (o pai de Chicão, o músico Tavinho Fialho morreu antes de o menino nascer) costuma ser repassada aos avós maternos. Aos olhos da Justiça, portanto, avô teria preferência na decisão.

Mesmo com todos os pontos desfavoráveis e o fato de a união homossexual não ser reconhecida em lei, o juiz Leonardo Castro Gomes, da 1ª Vara da Infância e Juventude, do Rio de Janeiro, decidiu que Chicão deve ser criado por Eugênia. Essa foi a primeira vez na história da Justiça brasileira em que a tutela de uma criança foi concedida a companheira da mãe.

Apesar de não carregar bandeiras ou fazer discursos sobre homofobia, Cássia Eller, à maneira dela, teve um papel fundamental no avanço das questões que envolvem os homossexuais no país. A decisão da Justiça em deixar a guarda de Chicão com a mulher que esteve ao lado dela durante 14 anos não foi importante apenas do ponto de vista jurídico, mas também despertou debates sobre o tema no Brasil.

“Ela provocou muitos pensamentos, muitos discursos e muitas reflexões. É uma utilidade que vai além da música. De repente aquela mulher, que era chamada ‘macho’, que coçava o saco e mostrava os peitos, aparece grávida. Isso mexeu muito com a cabeça das pessoas e induziu reflexões”, relembra Zélia Duncan, em um trecho do documentário.

Infelizmente, ainda hoje, Cássia Eller é normalmente lembrada pelos boatos acerca da morte dela. “Uma revista de grande circulação nacional divulgar uma capa como aquela é um crime”, afirma Eugênia em um trecho do documentário. A publicação em questão é da revista Veja que, mesmo antes de ter um laudo pericial do Instituto Médico Legal, estampou a seguinte manchete: “Drogas, mais uma vítima”.

O documentário Cássia esclarece a causa da morte: quatro paradas cardiorrespiratórias em razão de um enfarto do miocárdio. “Ela estava em abstinência de drogas e bebida”, relembra Lan Lan, uma das últimas pessoas a ver a cantora com vida. “Cássia me ligou naquele dia e estava chorando muito. Nós [Lan Lan e Thamyma Brasil, que também fazia parte da banda de Cássia] a levamos para tomar água de coco e fomos acalmando-a. Como ela sentia dor de cabeça e enjoo, paramos em uma clínica perto de casa. Fui fazer a ficha dela e quando voltei, ela já tinha sido levada”, conta.

Além de falar relembrar fatos de extrema importância, o filme contempla os fãs com um rico material, recuperando imagens da infância de Cássia e cenas das primeiras apresentações, em Brasília (cidade na qual ela foi morar aos 18 anos), registros caseiros, que mostram a cantora ao lado do filho e da mulher, Maria Eugênia.

Cássia faz jus ao legado da cantora. É fascinante ver cenas cotidianas, registros pessoais e depoimentos de amigos. Constatar o quanto a timidez de Cássia sempre fez um contraponto com a presença furiosa dela nos palcos. Quando o filme acaba, fica a triste sensação de que Cássia Eller faz uma grande falta – não só para a música brasileira, mas também para todos os fãs que acompanharam de perto a carreira meteórica dela. 



Por Luciana Rabassallo

Morre cantor Grego Demis Roussos

Umas das vozes mais marcantes da música

Notas Musicais Thiago Lustosa 26 de janeiro de 2015 19:01h

Demis Roussos morreu no domingo, aos 68 anos. O cantor grego estava internado em Atenas, e não teve as causas da morte reveladas. Ele iniciou a carreira nos anos 1960, com a banda Aphrodite’s Child. O músico fez grande sucesso no Brasil, principalmente nos anos 1970 e 1980, com a sua carreira solo. Ao todo, vendeu mais de 40 milhões de discos.

X-Men pode virar série de TV em breve

Projeto já bem encaminhado

Notas Musicais Thiago Lustosa 26 de janeiro de 2015 18:56h

Os X-Men vão mesmo ganhar uma série de TV. O Hollywood Reporter confirmou os planos de levar os mutantes para a telinha com os produtores de 24 Horas Evan Katz e Manny Coto e os roteiristas Star Trek 3 Patrick McKay e JD Payne. Os quatro dividirão os créditos de criação da série, enquanto Katz e Coto serão os produtores principais.

Para que o projeto saia do papel, porém, o estúdio ainda precisa fechar um acordo com a Marvel. O executivo da Fox Gary Newman, porém, contou ao TV Insider que os envolvidos estão "cuidadosamente otimistas" depois de uma boa reunião com a Casa das Ideias. O projeto, no entanto, deve demorar para sair do papel, já que, de acordo com Newman, não será feito às pressas.

Em outubro, quando saíram os primeiros rumores sobre a série de TV dos X-Men, especulava-se que o programa cogitava usar Mercúrio. Como o personagem de Evan Peters integra o arco do passado em Dias de Um Futuro Esquecido, a série poderia escalar um novo ator para viver sua versão mais velha no presente. Outra possibilidade seria usar Jamie Madrox, o Homem-Múltiplo, que nos quadrinhos ganhou importância dentro do X-Factor, um dos derivados da franquia dos mutantes. Em X-Men: O Confronto Final (2006) o personagem foi vivido por Eric Dane.


Série clássica Arquivo X pode voltar com elenco original

Um dos maiores sucessos dos anos 90'

Notas Musicais Thiago Lustosa 19 de janeiro de 2015 20:44h

A famosa série de ficção científica Arquivo X pode voltar a ser transmitida em breve. Recentemente, a FOX confirmou que há conversas sobre uma possível retomada das filmagens, que incluem a participação de David Duchovny e Gillian Anderson, protagonistas da trama.

Arquivo X ficou no ar (nos Estados Unidos) entre os anos de 1993 e 2002. Além das nove temporadas, foram produzidos dois filmes relacionados ao enredo: Arquivo X: O Filme, de 1998, e Arquivo X – Eu Quero Acreditar, de 2008.

“É verdade! Há conversas sobre a volta de Arquivo X. Estamos esperançosos. Devemos chegar a um acordo em breve”, revelou Gary Newman, presidente da FOX, durante coletiva de imprensa no último sábado, 17.

Newman também confirmou que a nova temporada deve contar com a participação do icônico casal de protagonistas Fox Mulder (Duchovny) e Dana Scully (Gillian), assim como contribuições de Chris Carter, criador da série.

“Se acontecer, será com David e Gillian revivendo no elenco”, explicou Newman. "Chris está interessado, assim como David e Gillian. A agenda de ambos é muito distinta, David está participando de seriados e Gillian está trabalhando em uma produção no Reino Unido. Isso dificulta um pouco. Não sei quando retomaremos o projeto, mas estamos conversando.”

Em entrevista no início de janeiro, Gillian Anderson disse que ficaria “muito entusiasmada” se a FOX trouxesse de volta Arquivo X. Recentemente, ela atuou no seriado Hannibal, da NBC. Enquanto isso, Duchovny fará parte do elenco de Aquarius, nova série criminal sobre Charles Manson


Homem Aranha fará parte de Os Vingadores 03

Um dos maiores super heróis no grupo de elite

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de janeiro de 2015 19:00h

Lembra de todo aquele assunto do vazamento dos emails da Sony? Então, ali estava claro que Marvel Studios e Sony conversaram sobre a ida do Homem-Aranha para o universo cinemático da Marvel. Ele poderia participar de Capitão América 3: Guerra Civil, só que o acordo acabou não sendo fechado. Mas o Latino Review solta agora uma informação importante: segundo o site, está tudo certo para o Aracnídeo participar de Avengers: Infinity War – Part 1, filme que será dividido em duas partes. A primeira chega em 2018 e a segunda, em 2019. O L.R. afirma que o acordo está feito. E mais: o herói deve ser interpretado por um novo ator, ou seja, Andrew Garfield estaria fora da jogada.


E tem mais (e são spoilers): em Capitão América 3 vamos ficar sabendo que o Soldado Invernal matou o pai de Tony Stark, o que dá início a uma grande disputa entre o Capitão e o Homem de Ferro. O resultado é que Steve Rogers acabaria morto por Ossos Cruzados, enquanto que Tony iria para fora da Terra. O site conta ainda que em Thor: Ragnarok, terceiro longa do herói, muitos asgardianos morrerão e ressuscitarão e que Thor ficará confinado numa prisão no espaço. Assim, não teremos mais os três principais super-heróis em Avengers: Ininity War – Part 1, o que abre espaço para o Homem-Aranha e uma nova equipe que pode incluir Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Pantera Negra, Doutor Estranho, Homem-Formiga, Vespa, Capitã Marvel, Luke Cage, Demolidor, Punho de Ferro, Inumanos e os Guardiões da Galáxia. A ideia, claro, é que os três desaparecidos retornem na segunda parte de Infinity War, inclusive o Capitão.

Está bom para você? Vamos esperar para ver se surgem confirmações oficiais sobre isso nos próximos meses. Por enquanto, ainda é tudo rumor.

Por Edu Almeida 

Fique ligado, quinta temporada de Game of Thrones vem aí

Data de estréia já divulgada

Notas Musicais Thiago Lustosa 09 de janeiro de 2015 18:59h

Anteriormente, a data de exibição do primeiro episódio estava prevista para março. A informação é do Hollywood Reporter.

Na mesma data, também retornam Veep, para a sua quarta temporada, e Silicon Valley, para sua segunda temporada. 

Antes do retorno da série, o canal anunciou o especial "A Day in the Life", que prepara os fãs para o quinto ano. Segundo uma imagem da grade de programação da emissora, o especial vai ao ar nos EUA em 8 de fevereiro e deve mostrar detalhes sobre os novos personagens a serem introduzidos na nova temporada, além de detalhes sobre a trama e os bastidores.


Homeland, breve comentário sobre temporada 04

O que sobrou da série depois da terceira temporada

Notas Musicais Thiago Lustosa 06 de janeiro de 2015 18:57h

Quando terminou sua terceira temporada, Homeland estava dando o braço a torcer, parando de insistir em teses de longevidade que gritavam por redenção. Durante a confusa segunda temporada ficou bastante claro que os jogos de espionagem apoiados em Brody (Damian Lewis) não poderiam sustentar a série por muito tempo. Assim, no ano seguinte, foi necessário dar um passo adiante, abrir mão de apegos dramaturgicos e se preparar para assumir um risco: começar do zero.

Como todos os impulsos de Carrie (Claire Danes) naquele momento estavam voltados para sua história com Brody, assim que ele saiu da série era como se a personagem se reencontrasse. E isso foi reconhecido pelo roteiro, num momento em que Carrie insinua que teria interrompido a gravidez por perceber que sua identidade não permitia esse tipo de manifestação maternal. A morte de Brody era também a renúncia a praticamente tudo que circulava o programa desde seu começo. Ficariam as ramificações emocionais, é claro, mas em termos de pontas soltas para amarrar, não havia nenhuma. Homeland estava livre, enfim.

E então começou a parte boa de se ter uma série nas mãos... Os roteiristas poderiam lançar mão do que quisessem para seguir adiante e precisariam respeitar apenas as personalidades de seus personagens, o que é, em essência, uma regra válida para qualquer coisa que esteja começando. Ao colocarem em perspectiva as possibilidades, logo eles perceberam que o caminho mais digno para o futuro do programa era encontrar um jeito de retomar as discussões de poder entre governo americano e organizações terroristas. Essa era a decisão mais acertada, sem dúvida. O problema é como as coisas acabaram sendo desenvolvidas, com fantasmas do passado arranhando essa nova chance.

Por Henrique Haddefinir

Notas sobre Caça-Fantasmas 03

Diretor diz que filme contará uma nova história

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de dezembro de 2014 20:10h

Em entrevista à revista Empire, o diretor de Os Caça-Fantasmas 3, Paul Feig, confirmou que a trama será um recomeço à série e não uma continuação - como Feig sugeria desde que foi contratado e como os emails vazados da Sony já adiantavam.

"Eu respeito demais o original para tentar fazer uma continuação. Existe também essa sensação de que um mundo que conhece os fantasmas e já os viu em escala tão grandiosa [no primeiro filme] acaba não se impressionando mais com eles. A diversão na nossa versão é introduzir um mundo que não conhece os fantasmas ainda. Adoro histórias de origem e introduzir novos personagens", diz Feig.

O diretor diz que o roteiro não está fechado, nem a escalação do elenco.  "No momento, o grupo poderia ter umas 50 Caça-Fantasmas. Estou esperando a primeira versão do roteiro completo para pensar: 'Quem caberia nesses papéis?'. Se eu encarar a lista de pessoas que já se disseram interessadas em fazer o filme, vai ser impossível escolher. Quando você faz um filme como Caça-Fatasmas, as pessoas ficam muito interessadas."

Feig diz que sua ideia é fzer um filme mais assustador que o original, mas manter a comédia. Katie Dippold, corroteirista de As Bem Armadas ao lado de Feig, foi contratada para reescrever com ele o roteiro. Feig também produzirá, ao lado de Jessie Henderson e Ivan Reitman, diretor dos filmes originais.

Jennifer Lawrence já reconheceu publicamente que participou de reuniões para estrelar o longa.


Crítica do filme Êxodo: Deuses e Reis

Novo filme do diretor Ridley Scott

Notas Musicais Thiago Lustosa 26 de dezembro de 2014 18:17h

Desde o início, a indústria cinematográfica se apoiou na Bíblia para criar produções épicas e espetaculares. Isto seguiu por décadas, mas, nos últimos tempos, as histórias de deuses e profetas começaram a ser consideradas ultrapassadas e fora de sintonia com os ares contemporâneos. Há alguns meses, o gigantesco Noé,de Darren Aronofsky, parece ter reativado o ciclo.

Nesta quinta, 25, estreia Êxodo: Deuses e Reis, do diretor Ridley Scott, que oferece um novo olhar à conhecida saga de Moisés. No antigo Egito, o faraó Seti I (John Turturro) se divide entre os dois filhos: o guerreiro Moisés (Christian Bale), sempre leal e confiável, foi adotado quando pequeno e, assim, não pode, oficialmente, dar continuidade ao legado de Seti embora seja o preferido. Na linha imediata de sucessão está Ramsés (Joel Edgerton), filho legítimo de Seti, que é indeciso, inseguro e ineficiente no campo de batalha. Moisés vai até a cidade de Pithom para investigar a corrupção do Vice-Rei Hegep (Ben Mendelsohn). Moisés logo percebe que os escravos hebreus são submetidos a crueldade e injustiças. Lá, conhece o ancião hebreu Nun (Ben Kinsgley), que revela que Moisés, na verdade, também faz parte da linhagem de seu povo e é o líder esperado para livrá-los da tirania. De volta a Mênfis, Seti morre e Ramsés é coroado como o novo faraó.

Por meio de uma série de intrigas tramadas por Hegep, o agora Ramsés II descobre quem Moisés realmente é. O faraó bane o meio-irmão com a intenção de executá-lo em seguida. Mas Moisés escapa dos assassinos e perambula pelo deserto e conhece pastores bondosos. Depois de ser acolhido entre eles, constitui família. Aparentemente, o rejeitado fica contente em levar uma vida de pastor de ovelhas em Midian,um local distante do Egito. Mas ele é atormentado com a visão frequente de um garoto de 11 anos chamado Malak (Isaac Andrews) que, por meios oblíquos, diz ser Deus. Com a fé colocada em cheque, Moisés deixa a mulher Zípora (Maria Valverde) e o filho Gérson para trás. Resolve, então, seguir o que seria o seu destino, que é libertar 600 mil escravos e levá-los à Terra Prometida. Para isto, ele se junta a figuras da resistência como Josué (Aaron Paul). Agora, Moisés vai ter que lutar contra o meio-irmão Ramsés e, no meio do caminho, os dois lados terão que fazer muitas escolhas difíceis.

Êxodo é uma festa visual. A direção de arte e os efeitos 3D em imersão colocam o espectador no meio do Antigo Egito. Os templos e pirâmides são reconstruídos com detalhes deslumbrantes. Já as batalhas e as cenas de multidão têm proporções épicas. As Sete Pragas do Egito são mostradas de maneira gráfica e impressionam. Por outro lado, a famosa cena do Mar Vermelho se abrindo pode decepcionar alguns, mas tem a ver com a forma como o Êxodo dos hebreus é relatado. Com duas horas e meia de duração, o filme pode parecer longo, mas ainda assim não consegue contar tudo o que acontece no Livro do Êxodo.

Talvez o grande problema esteja em certas escolhas narrativas feitas por Scott e seu batalhão de roteiristas. Nem sempre fica claro se o Deus de Moisés é verdadeiro ou se ele é algo que o patriarca imagina para seguir com sua inevitável cruzada de fé. Se o Deus de Moisés realmente ordena as Sete Pragas que se abatem sobre muitos inocentes do Egito, a impressão que fica é a de que ele não passa de um garoto petulante e vingativo. Outro problema de Êxodo é que Christian Bale não oferece a maturidade e autoridade para encarnar um patriarca maior do que a vida como Moisés. Já Joel Edgerton, como o problemático Ramsés, é muito mais convincente em suas angústias existenciais. Apesar dos efeitos sensacionais e do andamento realista, mais adequado a um público moderno, Êxodo: Deuses e Reis não consegue chegar perto do clássicos Os Dez Mandamentos(1956), que ainda é a versão definitiva da saga de Moisés


Biografia de Mussum pode virar filme

Um dos melhores integrantes dos trapalhões

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de dezembro de 2014 20:23h

Mussum Forévis – Samba, Mé e Trapalhões, a biografia de Mussum escrita pelo jornalista Paulo Cursino, será adaptada ao cinema. Os direitos foram comprados pelo diretor Roberto Santucci, responsável por comédias como Até que a Sorte nos Separe e De Pernas pro Ar.

Ao Adoro Cinema, Santucci diz que já tem um ator em mente para viver o sambista e comediante, mas ainda não fez o convite oficialmente. "A gente fechou os direitos do livro e o filme é uma comédia que pode ser incrível. É um projeto audacioso, maior, filme de época... É um projeto de comédia elegante", diz.

O roteiro será adaptado por Cursino. Mussum Forévis  foi publicado neste ano pela editora LeYa.


O Hobbit - A batalha dos cinco exércitos, Crítica do filme

O que achamos do filme que encerra a saga

Notas Musicais Thiago Lustosa 12 de dezembro de 2014 20:47h

Se existia alguma dúvida do quão desnecessário era transformar O Hobbit em uma trilogia, ela some com A Batalha dos Cinco Exércitos. Em Uma Jornada Inesperada e A Desolação de Smaug  havia uma série de exageros no roteiro, mas ainda se sobressaia a mensagem do primeiro livro da franquia de J.R.R. Tolkien. Aqui, o equilíbrio entre a história de Bilbo e Thorin e a do Um Anel não é alcançado. O último capítulo da Terra-média de Peter Jackson é grandiloquente e de produção impecável, mas não consegue disfarçar que nunca houve história para três filmes.

Decidir alterar a trama escrita por Tolkien há mais de 70 anos não é o problema. Mídias diferentes merecem tratamentos distintos e necessários. A primeira trilogia de Jackson é a prova cabal disso. O problema com a última parte dessa nova trinca é que não houve habilidade o suficiente para contar bem uma história que se tratava prioritariamente a descoberta de um mundo novo e o maravilhamento com toda e qualquer novidade. O Hobbit não é sobre uma guerra massiva. O Hobbit não é O Senhor dos Anéis.


A relação primordial de todo o enredo está em Bilbo e Thorin. Quando o foco do filme é esse tudo funciona. A atuação da dupla é impecável, os diálogos fluem e até os exageros narrativos de Peter Jackson (câmeras lentas e close-ups) servem como ferramentas de impacto. Ao negligenciar a importância dos dois e incluir núcleos desinteressantes na trama, A Batalha dos Cinco Exércitos se torna o mais enfadonho capítulo da viagem pela Terra-média. Legolas, que é quase um protagonista, destila falas embaraçosas ao lado de Tauriel; uma dupla tão desinteressante quanto Alfrid, o comediante interpretado por Ryan Gage.

Existe uma constante preocupação em colocar Sauron como uma ameaça iminente, por isso toda a trama envolvendo Gandalf, Elrond, Galadriel, Saruman e Radagast. A tentativa foi bem sucedida nos primeiros capítulos da trilogia, onde existia uma sombra envolta de mistério. Era uma presença. Agora, o filme apela para ligações gratuitas, feitas apenas com o intuito de conectar O Hobbit a O Senhor dos Anéis. Uma perda de tempo, pois não há desenvolvimento de nenhum personagem ou da própria história principal, que é esquecida pelo roteiro a todo momento.

Com tantos remendos, resta à Batalha dos Cinco Exércitos um grande clipe de ação ininterrupta. Do confronto com Smaug à guerra em Erebor, Jackson exibe todo seu repertório de coreografias de lutas individuais e combate em grupo. O êxito é pontual. Funciona na união de elfos e anões, mas falha na disputa eterna entre Legolas e Bolg. Falta também a esse último capítulo uma sequência inesquecível comparável às cenas nas Minas de Moria (A Sociedade do Anel), no Abismo de Helm (As Duas Torres), na caverna dos goblins (Uma Jornada Inesperada) ou no riacho da Floresta das Trevas (A Desolação de Smaug). São 45 minutos de um confronto de pouco entusiasmo.

Não há como negar que o visual continua incrível, assim como a trilha sonora. De fato, Jackson conseguiu construir um universo transcendente. A Terra-média dos cinemas é um sonho transformado em realidade, não importa a qualidade das histórias que se encaixem ali. Quando Bilbo retorna ao Condado e o tema do local começa a tocar enquanto os hobbits conversam com seu sotaque característico, parece que a ordem foi restaurada - é como fosse possível apagar os acontecimentos passados. Cego pela doença dos roteiros e filmes extensos, porém, Peter Jackson maculou uma série que tinha poucos problemas. Agora é hora de humanos, orcs, elfos e hobbits descansarem em paz.


A-ha volta ao Rock in Rio depois de 24 anos

Banda confirmou hoje presença no festival 2015

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de dezembro de 2014 20:44h

Ao som de "Take on me", a organização do Rock in Rio anunciou nesta quinta-feira (4), no Maracanã, a participação do grupo norueguês A-ha na edição de 2015 do festival, em setembro. A banda se apresentou na segunda edição do festival, em 1991, realizada no estádio, com recorde de público: 198 mil pessoas. No ano em que o evento e a banda completam 30 anos, o trio, presente durante o anúncio, tocará no Palco Mundo na mesma noite que Katy Perry.

“Desde 1991, eu já voltei ao Brasil várias vezes, mas revisitar o país para fazer um show no Rock in Rio é uma nova experiência e uma oportunidade de revisitar essa experiência. Todo mundo mudou nesse tempo, mas o sentimento não muda nunca. O show do ano que vem estará lotado de ‘A-ha’”, afirmou o vocalista Morten Harket em sua volta ao Maracanã, ao lado dos companheiros Magne Furuholmen e Pal Waaktaar, que chegaram a anunciar o fim da banda em 2010


Sequencia de Independence Day 02 vai mesmo sair do papel

Um clássico dos anos 90'

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de novembro de 2014 20:51h

Independence Day 2 vai sair do papel: segundo o Deadline, a 20th Century Fox autorizou a produção do longa para maio de 2015, com uma data de estreia prevista para 24 de junho de 2016. Roland Emmerich vai dirigir este mais outro filme da franquia. Os dois podem se chamar Independence Day Forever: Parte II e Parte III.

O filme, que não contará mais com Will Smith no elenco, terá a volta de diversos atores do original, incluindo Bill Pullman e Jeff Goldblum. Michael B. Jordan (Poder Sem Limites, Fruitvale Station) estaria entre os novos integrantes do elenco. Carter Blanchard  será o roteirista.


Independence Day 2 chega aos cinemas de 1º de julho de 2016, no aniversário de 20 anos de lançamento do filme original. Ainda não há um cronograma de filmagem anunciado.


Banda Raimundos libera lovo disco na íntegra

Banda ainda segue como representando do rock nacionl depois da saída de Rodolfo

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de novembro de 2014 20:38h

O Raimundos liberou em sua playlist no YouTube o seu mais recente álbum, Cantigas de Garagem. O lançamento virá em CD/DVD e traz todas as músicas do último disco do grupo, Cantigas de Roda, além de sucessos de toda a carreira da banda.

Tom Cruise pode estar no próximo filme de Highlander

Tom sería o vilão que na primeira foi interpretado por Sean Connery

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de novembro de 2014 18:45h

O remake de Highlander - O Guerreiro Imortal pode ter Tom Cruise em um papel de mentor, similar ao de Sean Connery no longa original. Segundo o The Wrap, a Summit  ofereceu o personagem para o ator, mas Cruise ainda não teria entrado em negociações com o estúdio.


Não há informação sobre quem viverá o protagonista. Ryan Reynolds deixou o projeto em junho de 2013. O supervisor de efeitos especiais Cedric Nicolas-Troyan (que trabalhou em Branca de Neve e o Caçador) será o diretor.

A produção da Summit e da Neal Moritz Productions tem roteiro de Art Marcum e Matt Holloway, dois dos corroteiristas de Homem de Ferro. Justin Lin produz.


Em Janeiro tem Benicio Del Toro como Pablo Escobar no Cinema

História de traficante colombiano nos cinemas

Notas Musicais Thiago Lustosa 13 de novembro de 2014 20:26h

Escobar: Paraíso Perdido (Escobar - Paradise Lost, 2014), filme que mostra Benicio Del Toro como Pablo Escobar.

Andrea di Stefano, roteirista italiano de As Aventuras de Pi, escreveu o roteiro e estreará como diretor no longa. Na trama, um jovem surfista chamado Nick (Josh Hutcherson) visita seu irmão na Colômbia e se apaixona por uma garota local, Maria, sem suspeitar que ela é sobrinha de Pablo Escobar (Benicio Del Toro), o lendário chefão do tráfico de Medellín.

A produção da francesa Pathé foi rodada no Panamá. Escobar: Paradise Lost teve sua premiére mundial no Festival de Toronto e estreia nos EUA no dia 16 de janeiro