Notas Musicais

R.I.P BB King

Sua Obra Fica Para Sempre

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de maio de 2015 20:40h

BB King 

Depois de 15 temporadas é anunciado final de CSI Las Vegas

Uma das melhores séries policial de todos os tempos

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de maio de 2015 18:33h

Essa semana, CSI foi cancelada  após sua 15ª temporada e rumores sobre o programa ser finalizado com um telefilme foram confirmados.

A CBS  anunciou a produção de um episódio duplo especial para encerrar o programa que contará com o retorno de parte do elenco original, incluindo William Petersen e Marg Helgenberger.

O capítulo vai ao ar em 27 de setembro e terá duas horas de duração. Ainda não foram divulgadas mais informações sobre trama.

CSI  estreou em 2000 como uma das séries mais assistidas da TV à época, atingindo cerca de 20 milhões de espectadores ao final de sua primeira temporada. O programa também gerou três séries derivadas: CSI: Miami , CSI: NY e, mais recentemente, CSI: Cyber .

O episódio final da 15ª temporada de CSI foi ao ar nos EUA em 15 de fevereiro sob o título "The End Game". No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.


Jimi Hendrix no cinema

O maior guitarrista de todos os tempos

Notas Musicais Thiago Lustosa 14 de maio de 2015 18:15h

Os fãs do rock and roll podem em breve ganhar um filme definitivo sobre a história do maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix. E o site Deadline afirma que Paul Greengrass (A Supremacia Bourne e Capitão Phillips) negocia para dirigir o longa-metragem.

A obra seria autorizada por Janie Hendrix, irmã do artista e presidente da Experience Hendrix, e contaria, portanto, com clássicos como “Purple Haze”, “Foxy Lady” e “Voodoo Child” como parte da trilha sonora.

Em 2013, uma obra sobre Jimi Hendrix, All Is by My Side, foi lançada, sem o aval do espólio da lenda. Neste trabalho, André Benjamin, além de ator, cantor do grupo Outkast, assumiu o papel do protagonista.

Scott Silver, de 8 Mile: Rua das Ilusões, deve escrever o roteiro deste novo filme e Janie Hendrix seria uma das produtoras. Nenhum detalhe sobre o hipotético elenco foi informado, mas Anthony Mackie (Guerra ao Terror) é cotado para interpretar o gênio morto em 1970, aos 27 anos.


Marina Lima grava novo Dvd acústico

Show bem intimista de uma das mulheres mais marcantes do rock brasileiro

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de maio de 2015 21:07h

No palco do Sesc Belenzinho, na noite deste sábado, 2, em São Paulo, quando gravou um CD e DVD ao vivo, a cantora e compositora Marina Lima criou um clima intimista para o show No Osso. Ela colocou tudo o que precisa em cena para ser feliz. São objetos pessoais: livros, fotos de cachorros, peças, violões e uma guitarra. Instrumentos que fazem parte da história de 19 discos lançados por ela. “A apresentação foi concebida como se fosse o meu quarto. Só falta a minha cama, mas aí já seria demais. E vocês estão no pé da cama me ouvindo”, explica a cantora.

Na mesinha, ao lado da poltrona, uma vela foi queimada perto de uma taça com água, único líquido da noite. Um livro chama atenção: a antologia dos Beatles. Mas Marina se inspira em outra leitura. É o Livro do Desassossego do escritor português Fernando Pessoa. “Esse show é baseado nas canções que eu fiz basicamente no violão. Então, o violão e eu já basta. Não precisa de mais nada. Por isso que se chama No Osso. É um raio-x da minha vida, da minha alma, das minhas canções”, explica.

A cantora carioca, que vive há alguns anos na capital paulista, entrou no palco com uma roupa preta brilhante e com uma jaqueta de couro. Como sempre Marina está elegante. O casaco é colocado no cabide que está pendurado em um biombo de madeira. Marina tira os sapatos, senta descalça na poltrona e cruza as pernas. Ela ainda não está com a voz perfeita. A fala é mansa e baixa. Algumas palavras são difíceis de compreender. A cantora recebe apoio de efeitos eletrônicos nos vocais. Mesmo assim, ela toca a alma e com estilo.

Foram quase duas horas de show com vinte e duas músicas apresentadas. Algumas delas repetidas para melhorar a gravação. Marina Lima é muito detalhista. “Sou virginiana. Sou perfeccionista” disse sorrindo no palco. Na gravação do CD e DVD, ao vivo, o show foi aberto com a canção “Partiu”. Logo no começo ela errou, interrompeu e começou de novo: “Estou muito à vontade”. Marina também gosta de falar. Contar histórias. O bom humor acompanha essa nova fase da cantora. Em muitos momentos fez o público gargalhar. “Eu estou felicíssima, excitada e emocionada”, disse.


No repertório, ela incluiu alguns sucessos como “It’s Not Enough”, “O Chamado” e “Virgem” para alegria do fiel público. Resgatou parcerias com o irmão e poeta Antônio Cícero com quem voltou a trabalhar depois de um tempo distante. “Eu fiz a primeira música com ele, musiquei o poema do meu irmão. Eu senti que queria fazer isso de novo e fizemos ‘O solo da paixão’”. Outros parceiros também foram reverenciados. É o caso de Lobão e Cazuza. “São duas pessoas com quem convivi muito e fico pensando o que estariam fazendo hoje. O Lobão eu já sei”, ironizou e arrancou gargalhadas da plateia. “De Lobão é só o nome, porque ele é um Chapeuzinho Vermelho de bom.” Durante a apresentação de “Carente Profissional”, Marina errou o final da música e repetiu o solo de violão. Em seguida, olhou para o alto e falou com uma voz bem humorada em tom de bronca “Cajuuuuu”. Uma menção ao apelido de Cazuza.

Entre as várias histórias contadas por Marina durante a apresentação, uma envolve os músicos Lobão, Léo Jaime e Tavinho Paes. A cantora convidou a turma para pescar na “careta” cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, onde moravam os pais dela. No meio do caminho, uma blitz policial quase estragou a viagem. “Os três ficaram em pânico. Para nossa sorte, os caras não encontraram nada e ficamos livres, leves e soltos. Eu fiquei tão feliz que naquele mesmo dia fiz uma música com o Tavinho Paes.”


A canção “Acho Que Dá” também estava no show. Marina arriscou um samba com jeitão de bossa. Segundo ela, “Gávea” foi composta para “ganhar uns pontinhos” com quem é do meio. O ponto alto do show é a lembrança de Renato Russo “dos que se foram é o que mais penso”. Marina se emocionou ao falar do líder da Legião Urbana. Revelou que tem sentido muita vontade de tocar nos últimos meses a música “Ainda é Cedo”. A cantora aproveitou o momento e fez uma declaração de amor inspirada na canção: “Eu queria cantar para lembrar de todas as meninas que foram importantíssimas pra mim e espero que a atual seja a última.” Marina cantou a música acompanhada de instrumentos eletrônicos com uma energia incrível.

A cantora mostrou muito pique no palco. O show acústico com violão e voz ganhou duas canções com guitarra e uma aula de como se criar músicas eletrônicas ao vivo. Marina se apaixonou por esse estilo em 1998, quando fez um curso de “midi” em São Paulo. “Isso mudou a minha vida. Eu comecei a compor de outra maneira. E eu quero mostrar como é isso para vocês.” Marina, então, narrou na introdução de “Não Me Venha Mais Com Amor” e “Keepwalking” como produziu sozinha as músicas. “Eu começo com um looping de bateria eletrônica (entra a bateria). Depois coloco o baixo (som do baixo) e logo em seguida o teclado com ambiência. E por último a guitarra e voz.” 

O bis da noite levantou o público no Sesc Belenzinho. “Criança” e “Eu Te Amo Você” foram cantadas por todos aos pés de Marina. Uma noite para fãs dormirem felizes. Os problemas técnicos de microfonia, erros e algumas desafinadas da cantora não atrapalharam a festa. O importante é que a alma da Marina foi revelada e isso é o que mais interessa.

por CARLOS HENRIQUE SARTORI

Anunciado hoje pela DC Comics sequencia de HQ Cavaleiro das Trevas

Volume três trás a arte de Frank Miller

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de abril de 2015 18:54h

A DC Comics oficializou nesta sexta-feira o terceiro volume de O Cavaleiro das Trevas , com a volta de Frank Miller no roteiro e na arte. Até o ano passado o projeto era mantido em sigilo pela editora e especulava-se que outros artistas, como Scott Snyder , assumiriam a minissérie como homenagem a Miller.

The Dark Knight III: The Master Race é o título da minissérie, que sairá em oito edições, quinzenalmente, a partir do final do ano. A minissérie termina em 2016, para celebrar os 30 anos da publicação de O Cavaleiro das Trevas. O escritor Brian Azzarello colaborará com Miller na minissérie.

Além de Miller, outros desenhistas serão anunciados em breve, segundo a editora. No ano passado, informações davam conta de um envolvimento de Sean Gordon Murphy e Rafael Albuquerque . Veja a primeira arte:


"Batman continua sendo meu herói de quadrinhos favorito e fazer uma continuação de Cavaleiro das Trevas é assustador, mas daremos o nosso melhor", diz Miller no anúncio oficial. "Tem sido uma experiência incrível colaborar com Frank nesses últimos seis meses. Acredito que temos uma história épica que esses personagem de verdade merecem", emenda Azzarello.

"A história que ele [Miller] e Brian criaram é uma conclusão triunfante e impactante para essa obra seminal que influenciou e definiu gerações de leitores e criadores", dizem no anúncio os publishers Jim Lee e Dan DiDio.

A  Cavaleiro das Trevas original, de Frank Miller e  Klaus Janson , publicada em 1986, é uma das obras mais célebres da história dos quadrinhos e conta a volta de Batman depois da aposentadoria. A sequência, também escrita e desenhada por Miller, foi publicada em três partes entre 2001 e 2002

Por Marcelo Hessel

Tony Bellotto fala sobre novo Dvd dos Titãs que vem por aí

Gravação acontece nesta sexta [24/04]

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de abril de 2015 18:42h

Nesta sexta-feira, 24, o Titãs sobe ao palco do Audio, em São Paulo, para gravar o DVD de Nheengatu, registro ao vivo do mais recente disco da banda, lançado em 2014. Antes de subir ao palco, Tony Bellotto conversou com o site da Rolling Stone e falou sobre o novo trabalho e sobre como o álbum dialoga com o atual cenário político do Brasil.

Intenso do início ao fim, Nheengatu trouxe aos fãs uma sonoridade próxima à versão mais celebrada da banda, da década de 1980, quando Cabeça de Dinossauro chegou às lojas, em 1986. “A gente se surpreendeu com a recepção que o disco teve, os fãs abraçaram a proposta. Acertamos!”, comemora Bellotto. Seguro do repertório, o grupo, inclusive, baniu os sucessos de Cabeça de Dinossauro do novo show. “É uma provocação, gostamos das músicas e sabemos a importância delas para a nossa história, mas é uma maneira interessante de brincar com nosso repertório”.

Apesar de aclamado, o caráter político de Nheengatu afastou o Titãs dos grandes veículos. “Nós entendemos os motivos, mas é uma sensação paradoxal. A aceitação foi tremenda, mas ninguém quer tocar as músicas”. Entre os temas abordados por Nheengatu estão questões de delicadeza latente, como a violência policial, pedofilia e estupro, fator que, para Bellotto, distanciou o álbum de rádios e emissoras de televisão. “Nosso cenário político é absolutamente histérico. É importante que as pessoas se posicionem, mas não há a menor intenção de debater os problemas”.

Propositalmente conflituoso, Nheengatu é tido pelos integrantes do Titãs como um momento muito importante na longa carreira da banda. “A vontade de registrar a turnê foi nossa. Achamos que as performances tem uma carga visual muito forte e que dialoga de maneira muito interessante com as letras. Queremos registrar isso”.

Contemporâneo, mas capaz de relembrar os melhores momentos do grupo, o show de Nheengatu, segundo o guitarrista, possibilitou uma revisão de toda a trajetória do Titãs. “Fizemos questão de encontrar faixas que pudessem dialogar com o álbum, coisas que não tocávamos há muito tempo, como ‘Desordem’ e ‘Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas’”. Claramente seguro, Bellotto ainda protesta sobre a despolitização da música, “não é saudosismo, mas já houve um maior espaço para o debate político na música, isso se tornou uma exclusividade do rap, enquanto os outros gêneros se distanciaram dessa proposta. Acho que conseguimos dar nossa contribuição nesse novo álbum”.


Por Tiago Neves

Comentário de quem já viu vingadores 2

Um dos mais aguardados do ano

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de abril de 2015 20:30h

Consciência é a palavra que guia os personagens de Vingadores: Era de Ultron. Ser capaz de perceber a relação entre si e o ambiente é um dos fatores que estabelecem essa condição, a de ser consciente, algo com o que Tony Stark (Robert Downey Jr.) vive em eterno conflito.

Outrora um fabricante de armas, o Homem de Ferro continua sendo obrigado a encarar o resultado de seus atos passados. Tornar-se um super-herói foi parte do processo de lidar com essa consciência. Agora, virar um defensor global é ensejo ainda mais poderoso nesse sentido, já que sua busca por redenção passa pela criação de uma legião de robôs, comandados por Jarvis (voz de Paul Bettany), que patrulham o mundo e pretendem torná-lo algo "melhor".

O tormento velado de consciência motiva o desejo por uma inteligência artificial de verdade, a criação de um ser imune ao erro. Afinal, Jarvis é limitado, um sistema operacional inteligente, mas incapaz de tomar decisões que fujam de sua programação. Faz todo sentido dentro dessa premissa, então, que outro personagem assombrado pelos seus atos, Bruce Banner (Mark Ruffalo), partilhe desse ideal e ajude Stark a concretizá-lo, quando ambos recuperam o poderoso cetro de Loki, fonte inesgotável de energia e de controle psíquico.

É essa dança de mentes perturbadas que desperta o transtornado Ultron (James Spader). O androide antagonista do filme não poderia ter melhor intérprete. Spader, que atuou presencialmente e foi substituído por computação gráfica de captura de movimentos (estudados ao lado do mestre na técnica Andy Serkis, que aqui vive o vilão Ulysses Klaw), dá um show. Ameaça, ironiza, desafina, seduz, faz piada e mata por pura e fria lógica, do tipo que dita que para resolver um problema você deve eliminar sua fonte: os Vingadores e a humanidade. Cartilha tradicional da boa ficção científica de robôs superinteligentes, mas não efetivamente conscientes.

Essa jornada histriônica do ser artificial, que passa pela busca do corpo perfeito, é retrato deturpado da própria jornada de seu criador, ele também um fazedor de corpos perfeitos, sedutor, ególatra e dono de um humor todo particular. Nessa dualidade da criação e criatura reside o melhor de Vingadores: Era de Ultron.


O tema é mais complexo que as questões de poder e a relação familiar imediatamente relacionáveis do primeiro Os Vingadores. Talvez por isso tanto tenha se falado sobre o tom "mais sombrio" do filme. Mas essa carga potencialmente dramática é quebrada incessantemente com ação e humor, o que tira daí qualquer impressão mais duradoura de foco mais adulto ou realista, de perigo real, que o filme poderia passar. Felizmente, é uma produção do Marvel Studios, afinal.

Estofando a conversa filosófica estão, em nível pirotécnico imediatamente acessível, as bastante longas sequências de combates, que dão tom superlativo ao filme. Nessa superfície, Vingadores: Era de Ultron exagera em alguns momentos, como ao usar cenas superposadas emulando capa de gibi, com resultado um tanto constrangedor. Montanhas são derrubadas, prédios são obliterados, robôs - muitos robôs - são desmembrados, gerando um verdadeiro descontrole cinético (ainda que não ultrapasse registros recordistas na escala Michael Bay de devastação).

Com sequências que começam grandiloquentes e ficam maiores e maiores, é curioso que um dos bons respiros seja justamente uma cena de ação clássica, a parada de um trem desgovernado. Superman e Homem-Aranha já salvaram os seus - e chegou a hora dos Vingadores. Falta ao filme essa qualidade de heroísmo clássico e algumas variações sem tantos excessos, certos momentos que preparem a próxima grande cena, usando melhor heróis e habilidades específicas, algo que o primeiro Vingadores soube fazer melhor.

O respiro, quando acontece, vem em momentos de diálogos intimistas, quando todos os Vingadores estão equilibrados em seus trajes civis. Ao menos nessas cenas de tranquilidade, a aventura aproveita para explorar personagens que não têm seus próprios filmes para serem aprofundados. É o caso do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que tem participação mais longa - ainda que um tanto deslocada do tema central - e da interessante relação entre a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Banner/Hulk.


Do lado oposto, os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson) operam por conta própria, guiados por um desejo de vingança. Enquanto ele não tem o que fazer e os fãs do personagem (que, encaremos, nunca foi grande coisa nem nas HQs) amargam uma atuação apática do Kick-Ass, ela vai ao encontro do tema central com intensidade. A heroína tinha mesmo que estar presente, especialmente pelo seus poderes de manipulação da realidade - e da percepção. De novo, a mente é o foco, e a representação que o filme faz dessas habilidades é ao mesmo tempo estranha e plasticamente bonita.

Com sua própria consciência, egressa de tempos mais simples, Steve Rogers (Chris Evans) é mostrado em vislumbres de choque com Tony Stark. O Sentinela da Liberdade é o oposto perfeito para a ideia, que flerta com o totalitarismo, de uma força de paz corporativa, atuando em solo estrangeiro, do Homem de Ferro. Esse é um ponto igualmente interessante no filme - e no discurso de Ultron -, com os Vingadores literalmente invadindo nações soberanas, "protegendo o mundo, mas não querendo que ele mude". O palco está montado para o filme vindouro da Guerra Civil, com a cisão dos heróis.

Não seria um filme da Casa das Ideias, afinal, se não fossem preparados os próximos capítulos da saga desse universo compartilhado Marvel no cinema. Mas nesse sentido, Vingadores: Era de Ultron é surpreendentemente econômico. Falava-se em heróis secretos, em possíveis ganchos do tipo que alucinam os fãs, mas a aventura centra-se (por mais que meu lado fanático refute em dizer isso) corretamente em seus personagens principais, na situação em questão, deixando o futuro em aberto, com muitas possibilidades mas poucas certezas, sem grandes acontecimentos castradores da criatividade dos cineastas que seguirão esse legado.

Um dos novos heróis a serem trabalhados é o sintetizoide dos quadrinhos, Visão (também Paul Bettany). Uma adaptação perfeita do personagem nas páginas, a criatura surge simplificando todos os seus conceitos das HQs, mas ao mesmo tempo mantendo-os intactos. Enquanto nas aventuras impressas o Visão era cria de Ultron, usando as memórias de um companheiro caído dos Vingadores, aqui ele é um fruto de inadvertido esforço coletivo, algo extremamente bem pensado dentro da lógica do filme. É chamado de "inocente" logo nos primeiros momentos de vida, mas é alguém movido por uma consciência poderosa - a de alguém único e capaz de fazer a diferença no futuro da espécie, seja lá qual for. Todas as suas aparições roubam a cena no filme, em especial uma luta ao lado de Thor (Chris Hemsworth), que tem pouco o que fazer na história, mas algumas das melhores sequências de batalha. Etéreo, poderoso e sutil como deve ser, o Visão é a representação pura da ideia que guia o filme.

Ao final, Vingadores: Era de Ultron é a Era da Mente, um filme cujo cerne é brilhante, mas acaba diminuído pela necessidade, essa inércia de indústria, de ser maior e mais épico, o que acaba gerando um certo descontrole em relação ao certeiro primeiro longa. A Marvel não deveria ficar competindo em escala com outros blockbusters, mas evidenciar para o público e a indústria seus valores históricos, que tornam seus quadrinhos tão valiosos para gerações inteiras de fãs. Nivelar-se em excessos prejudica o equilíbrio que deve ser o legado da editora.


Por ÉRICO BORGO


Crítica Velozes e Furiosos 7

Filme já é um sucesso nas bilheterias de todo mundo

Notas Musicais Thiago Lustosa 15 de abril de 2015 20:14h

Desde que se assumiu como uma franquia de exageros, desenvergonhada e inverossímil, Velozes e Furiosos conquistou um público que antes torcia o nariz para os personagens marrentos dos primeiros filmes. Se antes as corridas de rua e a cultura do "tunning" eram o foco, com muitas caras de mau envolvidas, hoje o humor e a ação alternam-se em cenas cada vez mais estapafúrdias, tendo os carros como mero pano-de-fundo. Velozes e Furiosos 7 é prova incontestável dessa guinada em tom.

O malaio James Wan, o quarto diretor a assumir a série, sai aqui de sua zona de conforto para mostrar que o terror - que revitalizou com filmes como Jogos Mortais, Invocação do Mal e Sobrenatural - não é o único gênero que domina. O cineasta cria recursos visuais para registrar os balés dos carros e das lutas, abusando de ângulos e movimentos, sempre acompanhando a ação de muito perto e valorizando o 3D com sequências de puro entretenimento.

Cada sequência de Velozes e Furiosos 7 é pensada para explorar uma estética distinta. Há cenas no deserto, fechadas em interiores, em florestas, no topo de precipícios, no ar, essencialmente urbanas... cada uma com uma qualidade distinta. Em todas, o hiperbólico é a regra. Carros desafiam as leis da física, assim como os humanos as da biologia. Vin Diesel e seus companheiros saem ilesos de provações que transformariam em pasta qualquer pessoa. Nem uma gotinha de sangue escorre pelo nariz dos truculentos, garantindo a abrangência da classificação indicativa baixa e amplificando a diversão, feito um esquete de Os Trapalhões com cadeirada nas costas. As gargalhadas são garantidas, com sequências tão inventivas quanto ridiculamente irreais, banhadas a frases de efeito sem qualquer receio da breguice (Dwayne Johnson, um campeão do humor sarcástico).

A pancadaria é igualmente saborosa. Em determinado momento, Diesel e o vilão do filme, Ian Shaw (Jason Statham), encaram-se prestes a ter um de seus (vários) embates no filme. Os estilos são diametralmente opostos e o segundo questiona "você achou que teríamos uma briga de rua?" Statham, elegante, inglês, equipado - um ex-espião da Rainha... o James Bond perfeito. Diesel, desleixado, inchado, suado - o representante das ruas. É a maneira que o roteirista Chris Morgan encontrou de antagonizar o velho e o novo, o exagero inocente do passado dos filmes de 007 à nova geração.

Se Bond lutava pelo seu país, porém, Toretto nunca mudou seu objetivo: manter sua família à salvo. Com os anos o elenco ficou menos enjoado e encontrou diversão na marra e no carão, mas o núcleo familiar nunca mudou. Os Toretto & Cia. sempre foram centrais à trama - e Vin Diesel o patriarca, ou "macho alfa", como é chamado neste Velozes e Furiosos 7, fez questão de garantir esse sentimento em todos os filmes em que participou. Daí o tocante final do sétimo capítulo, que homenageia o amigo Paul Walker, falecido em um irônico acidente de carro. A família do cinema, para Diesel, que tanto deve à franquia, estendeu-se para fora das telas e a conclusão tem grande dignidade nesse sentido. Entre exageros e esse sentimento honesto, Velozes e Furiosos 7 destaca-se como o melhor da série até aqui.

Por: omelete.com

Novo pôster de Mad Max: Estrada da Fúria

Um dos mais aguardados do ano estreia próximo mês

Notas Musicais Thiago Lustosa 06 de abril de 2015 18:53h

Mad Max: Estrada da Fúria ganhou um novo cartaz, que mostra Tom Hardy e uma Charlize Theron careca unidos

O roteiro escrito por Brendan McCarthy, Nico Lathouris e o diretor  George Miller  coloca "Mad" Max Rockatansky ( Tom Hardy  assumindo o papel de  Mel Gibson ) no meio de um grupo que atravessa um deserto pós-apocalíptico a bordo do veículo de guerra da Imperatriz Furiosa ( Charlize Theron ).  Nicholas Hoult , Hugh Keays-Byrne, Zoe Kravitz, Nathan Jones e Rosie Huntington-Whiteley também estão no elenco.

O quarto filme da série será convertido para o formato 3D na pós-produção e chegará aos cinemas brasileiros em 14 de maio.


Um papo com Eddie Van Halen sobre disco ao vivo e músicas novas

Líder da banda Van Halen comenta sobre os projetos futuros da banda

Notas Musicais Thiago Lustosa 06 de abril de 2015 18:48h

O Van Halen lançou nesta semana o disco Tokyo Dome Live in Concert, a primeira coleção ao vivo da banda com David Lee Roth no microfone. Em entrevista ao Washington Times, Eddie Van Halen revelou por que o grupo finalmente decidiu tomar esse passo, falou do atual relacionamento com Roth e ainda dos planos do Van Halen de entrar em estúdio para gravar o sucessor de A Different Kind of Truth, de 2012.

“Estávamos tentando descobrir o que fazer já que não tínhamos tempo pra realizar gravações em estúdio”, Eddie diz sobre o trabalho ao vivo. Por um breve período, o guitarrista considerou remixar o original do demo de 25 músicas do Van Halen, mas as fitas sumiram e tentativas de remasterizar antigas gravações alternativas sugaram toda a energia. “Então, nós decidimos, ‘por que não um disco ao vivo?”


“Antigamente, para fazer um ao vivo você precisava ter um caminhão te seguindo para todo lado e toda a encheção de saco que vem junto com isso. Sem falar do dinheiro que isso custa. Hoje em dia, temos o programa Pro Tools equipado por um console e simplesmente deixamos ele rodando a noite toda.”

“Quando surgiu a ideia de fazer um álbum ao vivo, nenhum de nós queria sentar e ouvir 200 shows para escolher o melhor. Então, deixamos isso com David e ele disse, ‘O que vocês acham de Tokyo Dome?’. Falamos que estava ok. O bônus daquela apresentação é que não tinha uma cerimônia de abertura. Então, tocamos muito mais. É um show de umas duas horas”.

Devido à tumultuada história de Eddie Van Halen com Roth, o estado do relacionamento deles sempre irá ditar quanto essa união vai durar. Por enquanto, os fãs podem respirar tranquilos.

“Ele está sempre fora fazendo as coisas dele. O relacionamento sempre foi o mesmo, de verdade. Só porque ele saiu em 1985 para seguir em carreira solo, a imprensa eu acho que fez um escarcéu sobre a deterioração da nossa relação mais do que nós mesmos fizemos, entende? Quando Wolfgang (filho de Eddie) se juntou à banda, ele foi responsável por chamar Dave e trazê-lo de volta”.

As coisas estão indo tão bem que, após a atual turnê, o Van Halen vai “provavelmente se enfurnar e fazer um disco de estúdio”. “Nós certamente temos material suficiente. Essa é a única forma como isso pode ser feito”, Eddie diz, apesar de expressar certa frustração pelos fãs não estarem tão interessados em ouvir as novas canções quanto para ouvir “Panama”.

“Nós lançamos [A Different Kind of Truth ] em 2012. Mas aí você vai para o palco, toca aquelas música e a plateia te olha meio, ‘O que é isso?’ Eles querem mesmo é ouvir os clássicos. É uma faca de dois gumes...Talvez daqui a dez anos as coisas de A Different Kind of Truth sejam consideradas clássicas e as pessoas queiram ouvi-las”. 


The Walking Dead, comentário da quinta temporada

Uma das melhores séries na atualidade

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de maro de 2015 20:59h

Há uma diferença fundamental na tentativa de erguer uma sociedade e no ingresso em uma que já está em funcionamento. Na terceira temporada de The Walking Dead , Rick Grimes (Andrew Lincoln) e seus aliados buscaram segurança atrás dos muros de uma prisão, com as cercas invertendo seus papeis e uma nação vizinha e seu Governador como oponentes pela nova ordem pós-apocalíptica. Sonhos devastados no ano quatro, sobrou ao grupo o retorno à estrada, agora com a esperança de um novo lugar seguro, Terminus. O paraíso, porém, virou pesadelo e recolocou a "Familia Grimes" em movimento, sonhando novamente com uma cura para a aflição dos mortos-vivos, que ao final não passava de ilusão covarde.

Os sobreviventes seguem, assim, temporada após temporada buscando um oásis, um local para descansar e no qual talvez não tenham que lutar por suas vidas no dia seguinte, escorando portas frágeis das hordas de desmortos. A segunda metade do ano cinco foi marcada justamente por esse tema recorrente, o retorno à civilização, à ordem, à barba feita, aos biscoitos no forno e o cheiro de limpeza. O Hospital já representava tudo isso - e efetivamente tinha quase tudo - mas trazia também dilemas sobre como manter essa ordem em um mundo sem lei.

Esses dilemas ganharam expressão ainda maior em Alexandria, a comunidade quase inocente, ilhada do mundo selvagem lá fora e, diferente do ditatorial Hospital, comandada por um conselho. Ao cruzarem seus portões, Rick, Michonne, Daryl, Sasha e os outros precisam deixar pra trás a grossa camada de sujeira das batalhas travadas. Nesse momento, The Walking Dead mergulha de cabeça em uma investigação do estresse pós-traumático nesses tempos de completa insegurança, em que o mais dócil dos aliados pode ser um canibal e cada canto escuro pode ocultar carne morta... e faminta.

Empregando um tom mais monótono, contemplativo e marcado por ritmo bem mais lento do que o das temporadas anterioras, os produtores da série foram extremamente bem-sucedidos em usar o quinto ano para desenvolver personagens e situações. Basicamente, cada encontro, cada sugestão de porto seguro serviu para enlouquecer o grupo. Conforme ficaram mais letais com suas armas, perderam a razão. Sasha (Sonequa Martin-Green) é o exemplo mais claro, ao lado do eternamente atormentado pela responsabilidade da liderança, o moralmente deturpado Rick, seguindo em seu despreparo para lidar com o poder quando a fumaça se dissipa. Inversões também aconteceram, com a favorita dos fãs Michonne (Danai Gurira) surgindo como uma voz da razão - com direito a flashbacks de quem se tornou -. e Carol (Melissa McBride) tornando-se uma mestra maquiavélica da manipulação.

"Nós não seguimos as regras deles", explicou o desequilibrado Rick no penúltimo episódio da temporada. "Mas nós somos eles, Rick", argumentou Glenn (Steven Yeun), em um dos diálogos mais emblemáticos do ano. A incapacidade de funcionar em sociedade do líder dos sobreviventes, que começou até a caminhar trôpego como um morto-vivo em sua transformação em tudo o que detestava antes de despertar nessa nova realidade, foi o ponto focal da quinta temporada de The Walking Dead. A série juntou-se assim a produções que exploram relações de poder e teorias de identidade social, como A Experiência e O Senhor das Moscas, mas entregando entretenimento de massa de qualidade, abusando de gênero e banhada em glorioso gore, digno de George A. Romero (RIP cavalo castanho, RIP Noah), no processo.

Ao final, porém, fica a certeza de que no mundo de The Walking Dead não há espaço para o debate sobre moralidade. O que importa é a capacidade de permanecer vivo e fazer o necessário, por mais questionável que seja, nesse sentido. Ao contar com os loucos, o que Alexandria representava afundou em uma poça de sangue, mas a cidade ao menos está estruturalmente à salvo.

Até que o lobos se acerquem ao portão, atraídos pelo cheiro, pelo menos.


Bruce Lee de volta aos cinemas ! Como assim ???

Mestre das artes marciais vai aparecer em filme sob efeitos especiais

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de maro de 2015 21:03h

O Grande Mestre 3 (IP Man 3) terá a participação especial de Bruce Lee. Segundo o Hollywood Reporter, o falecido ator será criado por efeitos especiais para fazer sua aparição no filme.

Vale lembrar que em O Grande Mestre 2, Lee apareceu como uma criança, para interpretar o jovem aprendiz de seu mestre na vida real, interpretado no longa por Donnie Yen. A terceira parte da franquia deve explorar o treinamento e a vida de Lee. Mike Tyson  também estará no elenco como um produtor imobiliário que também é um lutador de boxe de rua.

O Grande Mestre 3  deve ser lançado na China no segundo semestre de 2016.


Elis faria 70 anos hoje

Uma das maiores vozes da música brasileira

Notas Musicais Thiago Lustosa 17 de maro de 2015 18:29h

Se estivesse viva, Elis Regina completaria 70 anos no dia 17 de março. A eterna Pimentinha aproveitou de maneira tão intensa e imprevisível os 36 anos que passou neste planeta que, hoje, não seria possível projetar que rumos a trajetória artística dela teria tomado. 

Em um país que se notabilizou por ser um celeiro de potentes cantoras, Elis foi simplesmente a maior delas. Além disso, mais do que qualquer outro artista, ela sintetizou o momento crucial em que a bossa nova ganhou ares mais contemporâneos e virou MPB. Sempre mantendo a voz tecnicamente impecável, sem sequer uma nota fora do tom, Elis ia da leveza à indignação em segundos: ela jamais assumiu uma atitude blasé, mesmo quando cantava boleros ou algo mais romântico. A artista, inclusive, se manteve como uma das representantes da música mais presentes nos anos de chumbo, enquanto lançava inúmeros compositores que mais tarde fariam parte do primeiro escalão. 



Por Paulo Cavalcant

Sniper Americano já bate recordes de bilheteria

Ultrapassou o clássico 'Resgate do Soldado Ryan'

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de maro de 2015 20:39h

O filme Sniper Americano, que retrata a história real de um soldado que se tornou herói por acumular vítimas na Guerra do Iraque, é o longa-metragem do gênero com maior arrecadação na história.

A obra do diretor Clint Eastwood (Menina de Ouro ) foi além da marca de US$ 500 milhões de bilheteria (mais de R$ 1,5 bilhão) e superou O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg, vencedor de cinco prêmios Oscar, em 1999, e até então o recordista dentre tramas de guerra.

Ator e diretor juntos na imagem acima.

Sniper Americano venceu apenas um Oscar de uma categoria técnica, Melhor Edição de Som, e dividiu opiniões nos Estados Unidos, sendo para muitos uma exaltação a um período nebuloso e sangrento da história do país. Outros acreditam que a arte de Eastwood e a boa atuação do protagonista Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida) se sobrepõem à discussão política.

O fato é que o filme arrecadou US$ 337,2 milhões somente nos Estados Unidos, tornando-se o campeão de 2014 por lá, à frente de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1.


Novo Game Dragon Ball : Xenoverse

Comentário sobre novo jogo

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de maro de 2015 20:33h

Dragon Ball: Xenoverse  é bonito, cheio de cores e nostalgia. Nenhum outro jogo baseado no anime de Akira Toriyama ficou tão belo quanto esse. Em outros aspectos, o novo título da Bandai Namco, feito em parceria com a Dimps, repete a fórmula de controles, batalhas e interação entre os personagens vista em outros jogos da franquia. O ambiente online renova os ares, mas não torna Xenoverse um jogo definitivo para os fãs de Dragon Ball .

A parcela de nostalgia começa na abertura com os primeiros acordes de uma reestilizada “Cha la Head Cha La“, e continua com nos traços e colorização dos lutadores - mais vivos e fluidos do que nunca. Apesar dos ambientes serem tão simplórios quanto os games lançados na geração passada, é inegável a diferença na movimentação e expressão facial dos bonecos; às vezes melhor do que o próprio anime. O problema, que se repete em boa parte dos trabalhos da Bandai, é não existir uma localização completa, pois a dublagem faz falta em alguns momentos.

À parte o lado estético, Xenoverse evolui pouco nos controles. A Dimps, responsável pela famosa série Budokai, repete a simplicidade dos combos, golpes especiais, esquivas e teletransportes. Os combates são tão fáceis quanto repetitivos, algo que torna o jogo dispensável em muitos momentos, pois as batalhas parecem sempre funcionar de um jeito parecido - o que muda é a carcaça e o número de personagens na tela. Por outro lado, é inegável a melhoria no momento de controlar os bonecos. Apesar de não existir muita diferença entre os personagens criados, é leve e divertido voar e distribuir raios de energia pelas missões. Como uma experiência sem ousadia ou compromisso algum para o gênero, o jogo cumpre seu papel.

A inovação de Xenoverse deveria estar na personalização dos avatares, assim como no ambiente online proposto. E nesse aspecto, o título é apenas um esboço de uma ideia interessante. O ponto central, Toki Toki City, é dividido em três áreas com pouco mais de quatro objetivos para se explorar: missões de história, missões paralelas (on e offline), combates online, itens e treinamento. O modo principal é a unica atração diferente dos demais games de Dragon Ball, pois permite “mudar” a história do anime original. No meio de batalhas icônicas como as contra Freeza, Cell e Majin Boo, o jogador pode impedir a vitória dos vilões e ajudar Goku e Cia. Apesar de parecer interessante no papel, a ideia é um floreio para os combates tradicionais da Dimps - ou seja, sem surpresas novamente.

A customização do seu guerreiro Z é outro arranhão na superfície da proposta MMO da Bandai Namco. Existem algumas dezenas de olhos, raças, cores, cabelos e roupas; o suficiente para saciar a sede de alguns admiradores mais ardorosos. É pouco, porém, para tornar a experiência realmente pessoal, principalmente por não deixar que a customização chegue a níveis mais altos com o decorrer da aventura. Existem objetos para melhorar a performance, mas nada que deixe o jogador preso na composição visual do avatar, por exemplo.

É óbvio que Dragon Ball: Xenoverse é um serviço para fãs. O problema não está aí, pois não há nada de errado em entregar nostalgia e referências a pessoas apaixonadas por uma série. Por outro lado, até quando quem gosta do anime terá que se contentar com combates simplórios, boas ideias e execuções medíocres? Com o poder dos novos consoles e anos de história, a obra de Toriyama merecia algo maior do que foi visto nas últimas gerações e uma experiência que possa se equivaler à importância dela em outras mídias.

Dragon Ball: Xenoverse está disponível para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3,  Xbox 360 e PC

Por Thiago Romariz

Diretor Steven Spielberg e atriz Jennifer Lawrence juntos em possível filme

uma adaptação do livro It’s What I Do: A Photographer’s Life of Love and War

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de maro de 2015 20:38h

A vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2013 por O Lado Bom da Vida, Jennifer Lawrence, e o multipremiado diretor Steven Spielberg, três vezes ganhador do Oscar, trabalharão juntos na adaptação do livro It’s What I Do: A Photographer’s Life of Love and War para o cinema. As informações são do site Deadline.

Segundo a publicação, a Warner Bros. teria convidado a jovem atriz de 24 anos para viver a fotojornalista de guerra Lynsey Addario e encenar as experiências dela em países como Afeganistão, Iraque e Líbia, onde chegou a ser presa. Lynsey venceu o prêmio Pulitzer de 2009 ao lado da equipe do The New York Times por uma matéria sobre a região do Waziristão.

Spielberg está atualmente ocupado com a pós-produção de um filme sobre a Guerra Fria com a DreamWorks-Disney. A produção tem Tom Hanks na pele do político James Donovan. A previsão de lançamento, nos Estados Unidos, é 16 de outubro.

O Melhor Diretor do Oscar de 1993 por A Lista de Schindler (que também ganhou como Melhor Filme) e de 1998 por O Resgate do Soldado Ryan ainda deve ser incumbido de adaptar para o cinema o livro infantil The BFG, de Roald Dahl, até o meio de 2016.


Já Jennifer tem participado das gravações de Joy, de David O. Russell (com quem já trabalhou emO Lado Bom da Vida e Trapaça), que chega às telonas no final deste ano. Ela ainda estará no enceramento da saga Jogos VorazesJogos Vorazes: A Esperança – Parte 2, também esperado para 2015.


Hora de Aventura vai virar Filme

Desenho animado que se tornou sucesso entre os adultos

Notas Musicais Thiago Lustosa 02 de maro de 2015 20:24h

A animação Hora da Aventura vai virar filme, segundo afirmou o site Deadline. O longa-metragem baseado na série - exibida pelo canal Cartoon Network – será realizado pelos estúdios da Warner Bros. e conduzido pelos produtores de Uma Aventura Lego, Chris McKay e Roy Lee.

Pendleton Ward, criador de Hora da Aventura, também participará da adaptação e será um dos roteiristas do filme.

O desenho Hora da Aventura foi lançado em 2010 e, nesse meio tempo, se tornou um fenômeno pop. Os episódios protagonizados pela dupla Jake e Finn na Terra de Oooo mesclam referências surrealistas e enredos infantis. 


Morre Leonard Nimoy, Spock da série Clássica Jornada nas Estrelas

Ator deixa uma legião de fãs

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de fevereiro de 2015 18:51h

Leonard Nimoy, ator que interpretou o Sr. Spock na série e nos filmes da franquia "Jornada nas Estrelas" e ficou famoso pelo bordão "Vida longa e próspera!", morreu nesta sexta-feira (27), em sua casa de Los Angeles, aos 83 anos.

A morte, confirmada por sua mulher, Susan, ao jornal "The New York Times", foi provocada por uma doença pulmonar obstrutiva crônica conhecida como DPOC. No último dia 19, o ator foi internado às pressas, com fortes dores no peito, em um hospital de Los Angeles. O diagnóstico da doença havia sido revelado por Nimoy em fevereiro do ano passado.

O ator foi fumante compulsivo durante décadas, mas largou o vício há cerca de 30 anos. Crítico severo dos males provocados pelo tabaco, ele chegou a postar mensagens no Twitter alertando sobre o consumo prolongado da substância. "Fumantes, entendam por favor. Se você parar de fumar depois de ser diagnosticado com lesões no pulmão, será tarde demais. Vovô diz: aprenda com minhas lições".

O último tweet de Nimoy foi publicado na última segunda-feira. "A vida é como um jardim. Momentos perfeitos podem acontecer, mas não podem ser guardados, a não ser na memória", escreveu o ator.


Carreira

Leonard Simon Nimoy nasceu em Boston no dia 26 de março de 1931. Além de ator, ele também era poeta, pintor e fotógrafo. Seu papel mais conhecido foi o de Sr. Spock, de "Jornada nas Estrelas", mas Nimoy também atuou na clássica série "Missão: Impossível" entre 1969 e 1971.

Seu último trabalho foi novamente dando vida a Spock, no longa "Além da Escuridão: Star Trek", de 2013. Este é o segundo longa da franquia sob direção de J.J. Abrams desde a retomada com "Star Trek", em 2009, em que o ator também está no elenco.

Nimoy ainda reviveu seu mais famoso personagem em 2012, quando dublou um Spock de brinquedo que Leonard (Johnny Galecki) dá de presente a Sheldon (Jim Parsons) na série "The Big Bang Theory".

O ator chegou a lançar duas autobiografias: "I Am Not Spock", de 1977, e "I Am Spock", de 1995. Na primeira, ele escreveu: "Em Spock, eu finalmente encontrei o melhor dos dois mundos: ser amplamente aceito na visão do público e ainda ser capaz de continua a interpretar o forasteiro isolado por meio do personagem de Vulcan".

Entre seus últimos trabalhos como ator, figuram ainda a série "The Fringe", na qual interpretou o Dr. William Bell, e o filme "Transformers: O Lado Oculto da Lua", no qual deu voz a Sentinel Prime.

Também diretor, Nimoy dirigiu dois filmes da franquia "Jornada nas Estrelas", "À Procura de Spock" (1984) e "A Volta para Casa" (1986). Ele ainda foi o diretor responsável pela comédia "Três Solteirões e um Bebê" (1987).


Conheça os principais candidatos ao Oscar 2015

Maior premiação do cinema mundial acontece domingo [22]

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de fevereiro de 2015 18:43h

"Birdman": Michael Keaton interpreta um ator decadente lembrado pelo papel de um super-herói que interpretou décadas antes. Sua esperança para voltar ao sucesso é uma peça de teatro que está prestes a estrear na Broadway. Direção de Alejandro González Iñárritu

"Boyhood": O cineasta Richard Linklater mostra a trajetória de um garoto dos 6 aos 18 anos. Foi rodado ao longo de 12 anos, com filmagens anuais, sem troca de elenco. Ethan Hawke, Patricia Arquette e Ellar Coltrane estão no elenco.

"O Grande Hotel Budapeste": A história de M. Gustave (Ralph Fiennes), concierge de um luxuoso hotel na fictícia nação de Zubrowska, e sua amizade com um jovem funcionário em tempos de guerra e fascismo. A direção é de Wes Anderson.

"O Jogo da Imitação": Cinebiografia do matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch), chefe da equipe que decodificou a máquina alemã Enigma, com a qual o regime nazista se comunicava com as forças armadas. Direção de Morten Tyldum

"Selma": Ava DuVernay retrata a histórica marcha de 1965, liderada por Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) e que percorreu o Estado do Alabama. O objetivo: assegurar aos negros o direito de votar. 

"Sniper Americano": Bradley Cooper interpreta Chris Kyle, considerado o atirador mais letal do Exército americano, com ao menos 160 mortes confirmadas durante a Guerra do Iraque. A direção é de Clint Eastwood.

"A Teoria de Tudo": Um retrato da relação entre o físico téorico Stephen Hawking e sua ex-mulher, Jane Hawking, com base em um livro de memórias escrito por ela. Estrelado por Eddie Redmayne e Felicity Jones, tem direção de James Marsh.

"Whiplash": Miles Teller é Andrew Neiman, um jovem de 19 anos que entra para um prestigiado conservatório de Nova York e enfrenta o implacável professor Terence Fletcher (J.K. Simmons), que leva os alunos ao limite. Dirigido por Damien Chazelle.


Na Música brasileira ainda existe qualidade

Banda Suricato e o disco Sol_te

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de fevereiro de 2015 20:41h

Um dos destaques da primeira edição do programa Superstar, da Rede Globo, a banda carioca Suricato lançou, recentemente, seu disco de inéditas, Sol-te, pelo selo Slap. Em doze faixas, os músicos, que abusam de instrumentos nada convencionais para divulgar seu folk-pop mostram, com esse trabalho, por qual motivo foram aclamados pelo público e pela crítica do programa, formada pelos músicos Dinho Ouro Preto, Ivete Sangalo e Fábio Jr.

O álbum, conta o vocalista e compositor, Rodrigo Nogueira, é muito mais folk do que o primeiro disco do grupo, Pra sempre primavera, lançado ainda com outra formação. E essa inclinação, reconhece, tem a ver com a sua própria mudança: depois de terminar um relacionamento de dez anos e engatar outro, o músico acabou também mudando o estilo de vida, estreitando o laço com a natureza e passou a trocar a guitarra pelo violão. O resultado, conta ele, ficou impresso nas composições que estão no disco, e que tendem do folk para o blues, "naquela mistureba que brasileiro gosta", reforça.

"A audição deste Sol-te deixa claro que, incorporados todos os elementos folk, country e blues, assimiladas as influências e estradas diferentes percorridas pelos músicos, todo o "estrogonofe com feijão" (expressão que Rodrigo usa para definir a essência mistureba do brasileiro), o Suricato é uma banda com voz própria. Pronta para ser solta no mundo", conclui o jornalista Pedro Só, no material de divulgação do disco, que conta com as faixas Bom começo, Trem, Diante de qualquer nariz, Bobagens, Pra tudo acontecer, Do que não sei, Not yesterday, Eu não amo todo dia, Todo amor, Inseparáveis, Talvez e Quando você crescer.

Formada também por Gui Schwab, Raphael Romano, e Pompeo Pelosi, a banda já tinha 70% das composições que constam no álbum prontas, quando os músicos aceitaram, desconfiados, o convite para participar do programa. "Eu estava compondo muito, em uma fase próspera, com as músicas saindo com muita facilidade, quando surgiu o convite. Encaramos com dúvida e nossa reação primeira era negar. Mas o receio foi virando coragem, pois o artista tem que expressar o trabalho dele. Então comecei a lembrar dos programas do Cracrinha, o que poderia ser pior do que tocar levando bacalhau, buzinada? E resolvemos participar", recorda Rodrigo, sobre a fase produtiva e o derradeiro sim.


Irresistível estranheza

Como explica o vocalista Rodrigo Nogueira, a banda entrou na disputa do programa sabendo do poder da Rede Globo, de uma atração veiculada no domingo pela televisão, mas sem pretensão e, tampouco, imaginando o tamanho da repercussão que causaria. "Tínhamos noção do poder da televisão, mas fomos surpreendidos, pois é um alcance surreal, que beira o bizarro. De repente você está numa birosca no meio da estrada e aparece alguém dizendo que gosta da gente", compara.

Além dos méritos dos músicos enquanto compositores e instrumentistas, Rodrigo também acredita que a estranheza dos elementos que levaram à cena foi um fator que aproximou o público da proposta da banda. "Eu acho que as pessoas se identificam quando algo é de verdade, e conseguimos trazer uma música com elementos estranhos, trouxemos uma estranheza para o mundo pop que é muito bem-vinda."

O músico cita Gilberto Gil para validar a decisão pelo folk, ritmo pouco difundido no Brasil que, aos poucos, vem agregando mais admiradores. "O povo sabe o que quer, mas também quer aquilo que não sabe, diz o Gil. Não podemos subestimar a capacidade que as pessoas têm de sentir, pois a música tem que sentir, e não rotular", defende ele, que tecnicamente explica o som da banda neste recente álbum como um folk pop, e decalcado em cima dos violões. "Tivemos uma preocupação em tornar a audição agradável para as pessoas, queríamos que fosse uma experiência gostosa e tranquila. O álbum é muito sincero, são histórias vividas e não inventadas."

Por Maíra Fernandes