Notas Musicais

Final de ano tem novo disco de Nando Reis

Gravado ao vivo no Rio

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de novembro de 2015 20:24h

O cantor, músico e compositor Nando Reis está com um novo disco pronto, que recebeu o nome de "Voz e Violão - No Recreio, Volume 1". E duas das faixas do repertório foram liberadas: "All Star" e "Lamento Realengo".

O repertório é composto de 14 canções gravadas ao vivo, no formato voz e violão. Há sucessos e lados B do artista. "Lamento Realengo", por exemplo, é um lado B do disco "Sei", de 2012. Ela ganhou novos arranjos para o formato. Já "All Star", ficou conhecida na voz de Cássia Eller e agora tem interpretação de Reis, além da nova roupagem.

O disco, que tem lançamento digital marcado para o dia 27 e novembro, teve produção do próprio artista e foi mixado Jack Endino e masterizado por Chris Hanzsek - ambos norte-americanos.

Ridley Scott divulga informações sobre Prometheus 2

Sequencia esta programada para 2017

Notas Musicais Thiago Lustosa 16 de novembro de 2015 20:14h

Prometheus 2, a sequência do longa-metragem lançado em 2012 por Ridley Scott, ganhou um novo título: Alien: Convenant. O filme vinha sendo tratado pelo cineasta como Alien: Paradise Lost, no entanto, em recente fala no American Film Institute, Scott revelou um novo o título para a produção.

O nome, no entanto, desmente uma afirmação dada pelo cineasta em 2012, que dizia que as duas franquias não tinham relação entre os enredos. “Para todos os efeitos, Prometheus é uma vaga antecipação dos eventos que se passam na saga Alien”, disse o diretor.

A continuação de Prometheus fez com que o filme Distrito 9, de Neill Blomkamp, fosse colocado em espera, já que Scott também está relacionado com a produção. O possível atraso, contudo, permitiria que Blomkamp disponibilizasse tempo e recursos para a parte visual do longa. Além disso, a mudança no calendário seria positiva para a atriz Sigourney Weaver, já que ela, escalada também para o elenco do próximo filme da saga Avatar, não teria de lidar com as filmagens simultâneas.

Recentemente, Scott já havia declarado as intenções dele de rodar Prometheus 2 (agora intitulado Alien: Convenant) em fevereiro de 2016, fazendo com que o filme chegue às telonas em 2017.


Djavan e seu novo trabalho lançado este mês

Um dos maiores nomes da mpb

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de novembro de 2015 20:52h

O músico, cantor e compositor Djavan está com o novo álbum lannçado. "Vidas pra Contar" chegou às lojas em 6 de novembro e é o 23º álbum na carreira do artista.

"É um disco que tem uma aura de felicidade. É um disco pra cima", afirmou o alagoano ao anunciar o álbum. Primeira música divulgada no mês passado se chama "Não É um Bolero".

Vale comentar que Djavan recebe este ano, na próxima edição do Grammy Latino, o Prêmio à Excelência Musical por seu legado na cultura e música latina. A cerimônia de premiação acontece no dia 18 de novembro, no KÀ Theatre do MGM Grand Hotel & Casino, em Las Vegas, Estados Unidos.

"É uma alegria imensa receber esse prêmio que contempla a minha obra e toda a minha carreira. Eu quero agradecer à Academia por esse e por outros prêmios que já ganhei, pois eles representam grande motivação para o meu trabalho", agradeceu o músico em nota.

A música celebra o anúncio da volta de Phil Collins

Depois de 10 anos fastado dos palcos e estúdios

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de novembro de 2015 21:03h

O baterista e vocalista Phil Collins, conhecido por sucessos como "Land of Confusion" (com o Genesis) e "Take a Look at me Now" e "Another Day in Paradise" (carreira solo), anuncia volta à ativa depois de uma década de aposentadoria de sua carreira musical - ainda que tenha feito participações e aparições nesse período.

Foi durante uma entrevista à revista Rolling Stone norte-americana, para uma seção chamada "My Life in 15 Songs", que Phil Collins deu a notícia: "Não estou mais aposentado". Ainda de acordo com essa entrevista, Collins pretende começar a gravar material novo muito em breve.

Em maio deste ano, o músico já havia animado os fãs com a notícia de um contrato com a Warner Music Group para remasterizar seus discos solo e lançar material que estava em arquivo e que nunca tinha ganhou uma versão oficial. O lançamento com essas gravações inéditas - demos, versões ao vivo e remixagens - é "Face Value", cuja capa é a imagem baixo e que tem lançamento marcado para janeiro de 2016.

Motivação X saúde

Trabalhar nesse material foi uma das coisas que animou o músico a voltar à ativa: "Eu me envolvi muito nessas reedições. Nós inclusive refizemos as capas dos discos, o que foi uma ideia minha. Se as pessoas redescobrirem o material antigo e demonstrarem interesse, seria ingenuidade minha não fazer mais música".

Phil Collins iniciou sua carreira artística no início da década de 1960 como ator mirim. A música passou a fazer parte da sua vida ainda no final desta década. Em 1970 o músico entrou para o Genesis, grupo que o projetou mundialmente. Nessa década, Collins tocou e gravou com diversos artistas - incluindo Brian Eno.

Nos anos 90 o músico saiu do Genesis mas deu continuidade à carreira solo, iniciada na década anterior. Em 2000, Phil Collins anunciou que estava perdendo a audição. Em 2009, uma cirurgia na coluna o impediu de continuar tocando bateria até que se recuperasse.

No ano seguinte, o músico revelou que estava deprimido e que havia pensado em suicídio, mas desistiu por causa dos filhos. A saúde e a prioridade que a família se tornou para o músico acabaram culminando em sua decisão de se aposentar.


E o Genesis?

Mas agora que seus filhos tem 10 e 14 anos querem "ver o que o pai faz", disse na entrevista acima citada. Há planos de realizar também uma turnê solo. Mas o músico prefere não falar em uma reunião do Genesis: "Vamos começar com a carreira solo. Eu amos aqueles caras. Só que prefiro fazer isso antes. Por enquanto, vamos ver como as coisas ficam".


Jota Quest mostra capa do novo disco que sai dia 20

Novo dico com parceira de Arnaldo Antunes

Notas Musicais Thiago Lustosa 04 de novembro de 2015 20:51h

O Jota Quest lançará um novo disco de estúdio no próximo dia 20 de novembro. Ainda sem título, o oitavo álbum da carreira dos mineiros tem a capa estampada por um grafite da dupla brasileira OsGemeos, feito no ateliê deles, em São Paulo, e fotografado para o lançamento do Jota Quest.

O desenho criado de maneira exclusiva pelos artistas traz dois personagens nas laterais, fazendo referência à black e funk music e aos sons das pistas de dança. O nome do Jota Quest aparece no centro, em destaque, estilizado em uma fonte personalizada, criada por OsGemeos.

O sucessor de Funky Funky Boom Boom (2013) terá – novamente – uma parceria do Jota Quest com o compositor Arnaldo Antunes. O ex-Titãs é o autor da letra da faixa “A Vida Não Tá Fácil Pra Ninguém”, que abre o álbum. Eles voltam a compor em parceria mais de 13 anos depois do lançamento de “Tanto Faz”, do disco Discotecagem Pop Variada (2002).

Além do cantor e compositor paulista, o grupo mineiro fez “Mares do Sul” em colaboração – na composição e produção – com o britânico Stuart Zender, baixista e produtor dos primeiros álbuns do Jamiroquai. Gravado no estúdio Minério de Ferro, em Belo Horizonte, o oitavo álbum do Jota Quest terá 13 faixas, com produção do norte-americano Jerry Barnes.


Capitão América: Guerra Civil , mais informações antes de primeiro trailer

Demora no lançamento de trailer deixa fans ansiosos

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de outubro de 2015 18:48h

Segundo as informações, o Visão (Paul Bettany) deixará de apoiar o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e irá para o time do Capitão América (Chris Evans). O rumor diz ainda que o personagem irá para o espaço no final do filme, por motivos desconhecidos - o que coincide com boatos que já circulam há meses, de que o Visão iria ao espaço para entender mais sobre si e sobre a vida. 

Frank Grillo (Ossos Cruzados), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Anthony Mackie (Falcão), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), Emily VanCamp (Agente 13), Don Cheadle (Jim Rhodes/Máquina de Combate), Paul Rudd (Homem-Formiga), William Hurt (General Ross) e Martin Freeman  também estão no elenco de Capitão América: Guerra Civil.

Anthony e Joe Russo dirigem o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely. Capitão América: Guerra Civil estreia em 5 de maio de 2016 - anote a data de todos os filmes da Fase 3 da Marvel.


Filme 11 Homens e um segredo pode ter quarto filme

Provável sequencia foi divulgada recentemente

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de outubro de 2015 18:38h

Segundo o site The Playlist, uma nova versão de 11 Homens e Um Segredo, dessa vez com um elenco feminino, estaria em desenvolvimento.

A publicação diz que Sandra Bullock estrelaria o filme, dirigido por Gary Ross (Jogos Vorazes) com roteiro de Olivia Milch (Rainha e País).

Não foram revelados mais detalhes sobre a possível trama ou outros envolvidos no longa, assim como se haveria qualquer tipo de conexão com os longas de Steven Soderbergh, 11 Homens e Um Segredo (2001), 12 Homens e Outro Segredo (2004) e 13 Homens e Um Novo Segredo (2007) - mas George Clooney pode fazer uma participação especial como Danny Ocean.

Mais informações devem sair em breve.


Anunciado finalmente novo disco de Adele

Cantora divulgou além de data de lançamento a capa no novo álbum

Notas Musicais Thiago Lustosa 22 de outubro de 2015 20:16h

A cantora Adele divulgou nesta quinta, 22, a capa, a lista de canções e a data de lançamento de 25, primeiro álbum de inéditas da britânica em quatro anos. A foto do rosto da artista vai estampar o registro, que chegará às lojas em 20 de novembro.

Na quarta, 21, Adele confirmou que o próximo álbum dela, sucessor do aclamado 21 (2011), será um disco sobre “reconciliação” intitulado 25, idade da cantora quando gravou o registro. Em uma carta aberta publicada no Twitter, Adele, hoje aos 27 anos, pediu desculpas pelo hiato entre os trabalhos. “Desculpem-me pela demora, vocês sabem, a vida aconteceu”, escreveu a artista.

“Meu último disco foi um álbum sobre separação e, se tivesse de rotular 25, diria que é um registro de conciliação”, explicou Adele. “Conciliação pelo tempo perdido, por tudo que fiz e pelas coisas que deixei de fazer”, continuou. A artista ainda falou sobre o impacto que a maternidade teve em sua vida: “Essa idade foi determinante pra mim. Foi a transição de se tornar uma adulta em pleno direito”.

Apesar de confirmar o título do álbum, ela não revelou na carta nenhuma outra informação sobre o lançamento. O terceiro trabalho de Adele dará sequência a 19, lançado em 2008, e ao sucesso absoluto 21, de 2011. Com o mais recente disco, a cantora colecionou hits como “Rolling in the Deep”, “Someone Like You”, “Set Fire to the Rain”, entre outros.


1. "Hello"
2. "Send My Love (To Your New Lover)"
3. "I Miss You"
4. "When We Were Young"
5. "Remedy"
6. "Water Under the Bridge"
7. "River Lea"
8. "Love in the Dark"
9. "Million Years Ago"
10. "All I Ask"
11. "Sweetest Devotion"

Últimos meses de vida de Michael Jackson vai virar série de Tv

Canal warner já estaria produzindo a série

Notas Musicais Thiago Lustosa 17 de outubro de 2015 17:29h

Os últimos quatro meses de vida de Michael Jackson serão o tema de uma série televisiva produzida pela Warner Bros., publicou o site Deadline nesta sexta-feira, 16. O roteiro do projeto será assinado por Tavis Smiley (Stand), que também é o autor de The Triumph and Tragedy of Michael Jackson's Last Days, livro que narra as derradeiras dezesseis semanas da vida do Rei do Pop. A obra literária tem previsão de chegar às prateleiras em junho de 2016.

A série televisiva, que ainda não tem nome ou data de estreia definidos, promete mostrar a busca de Michael Jackson por privacidade e as fragilidades, tanto psicológicas quanto físicas, que ele enfrentou antes de morrer. A Warner Bros. detalhou em comunicado enviado à imprensa que a produção televisiva assinada por Smiley, que apresenta um programa na rede "PBS", passará pelos "piores momentos" de Jackson, morto em 25 de junho de 2009, na cidade de Los Angeles, após sofrer uma overdose de remédios.

Recentemente, o Paul McCartney divulgou um novo clipe e um remix para “Say Say Say”, canção que foi originalmente gravada em parceria com Michael Jackson e lançada no álbum Pipes of Peace, de 1983. Ryan Huffington dirigiu e fez as coreografias para o vídeo . Ele acompanha um jovem que sai andando e dançando pela vizinhança na batida da faixa, um clássico indelével do pop. O dançarino se junta a adolescentes igualmente habilidosos antes de ficar sozinho, passando por cima de carros e observando outros grupos de dançarinos.

O remix de “Say Say Say” de 2015 aparece no disco bônus do relançamento de Pipes of Peace, que chegou às lojas no começo de outubro, junto à versão de luxo com CD/DVD de Tug of War, álbum de McCartney de 1982. Estes dois novos relançamentos são os últimos da série Paul McCartney Archive Collection, com a qual o beatle fez versões atualizados da obra dele solo e com o Wings ao longo do último século.

A história do Reggae nacional em novo Dvd da banda Natiruts

Novo registro vem com várias participações especiais

Notas Musicais Thiago Lustosa 17 de outubro de 2015 17:09h

O grupo Natiruts decidiu contar a história do reggae no país em um DVD batizado como Natiruts Reggae Brasil. O registro, gravado em Salvador no mês de janeiro, chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira, 16. A lista de convidados é bastante extensa e conta com nomes de peso como Gilberto Gil, Edson Gomes, Ivete Sangalo, Toni Garrido (Cidade Negra), Saulo, Armandinho, Marcelo Mira (Alma Djem), Zeider Pires (Planta & Raiz), Hélio Bentes (Ponto de Equilíbrio), Tati Portella e Sander Fróis (Chimarruts), Duda Diamba, Marceleza (Maskavo), Edu Ribeiro e Sine Calmon.

Com a intenção de inovar esteticamente, a produtora ZeroNeutro convidou os VJs do coletivo Embolex e os artistas plásticos da Galeria A7MA para a criação e concepção das artes de um poderoso cenário de LED. “Me chamaram para vir estar junto, e eu vim. Sou uma espécie de tio mais velho da turma”, afirmou Gilberto Gil sobre a participação dela na apresentação, que reuniu cerca de 30 mil pessoas.

No repertório estão canções como "Presente de Um Beija-Flor", "Desenho de Deus", de Armandinho, "Um Anjo do Céu" e "Vamos Fugir", de Gilberto Gil. O intuito deste registro é a preservação legítima da memória das grandes composições brasileiras, os hits de um passado recente que servem como uma constante reverência poética para o público e para a história de muitas bandas. Natiruts Reggae Brasil também chegará às lojas e plataformas digitais no formado CD.

Bryan Adams lança novo disco ainda este mês

13º disco da carreira

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de outubro de 2015 20:30h

Bryan Adams está de volta com "Get Up", o seu 13.º álbum de estúdio, produzido por Jeff Lynne, o célebre vocalista dos ELO (Electric Light Orchestra) e co-escrito com Jim Vallance, colaborador de longa data de Bryan Adams.


O disco chegará ao mercado a 16 de Outubro, mas já se encontra disponível em pré-venda no iTunes.
Na encomenda do álbum, recebe-se imediatamente o tema "You Belong to Me" e seguir-se-ão "Brand New Day" e "Don't Even Ty".

O primeiro single, "Brand New Day", está disponível desde 07 de Setembro, sendo que o teledisco foi realizado pelo próprio músico.
A actriz Helena Bonham Carter e o cantor Theo Hutchcraft (da dupla Hurts) são os protagonistas deste novo vídeo.


Com 13 faixas , nove canções originais e quatro versões acústicas de "Get Up" conta-se com um conjunto muito sólido de temas rock, desde as faixas mais uptempo como o single "Brand New Day", "You Belong to Me" ou "Thunderbolt", até ao requinte de baladas como "Dont Even Try" ou "We Did It All".
Já as versões acústicas alternativas, produzidas pelo próprio Bryan Adams, dão destaque à voz e profundidade do músico canadiano.

"[O álbum] surgiu de uma forma muito orgânica", refere Adams. "Ao longo dos últimos anos fui trabalhando canção a canção com o Jeff, sempre que ele tinha tempo. Foi uma parceria incrível e que me deu muito tempo para compor as canções, a maioria em colaboração com Jim Vallance. Todos nós fomos trabalhando nisto a partir do Canadá, da Europa e de Los Angeles, enviando demos e partes de canções uns aos outros pela internet até que elas ficassem bem", acrescenta.

"Get Up" será editado também numa versão deluxe de alta qualidade que inclui uma entrevista exclusiva com Bryan Adams e uma selecção de fotografias inéditas. Os fãs e coleccionadores de vinil também terão este "Get Up" em LP.


Por Zita Ferreira 

Filme Máquina Mortífera pode virar série de TV

Mel Gibson e Danny Glover estrelaram o clássico do fim dos anos 80'

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de outubro de 2015 20:18h

Famosa nas décadas de 1980 1990, a franquia Máquina Mortífera, protagonizada originalmente por Mel Gibson e Danny Glover, ganhará um seriado de televisão produzido pelo canal FOX, segundo informou a revista norte-americana The Hollywood Reporter. O veículo ainda disse que a emissora está trabalhando no episódio piloto do projeto.

De acordo com a publicação, a trama vai girar em torno do ex-fuzileiro naval e agora policial Martin Riggs, originalmente interpretado por Gibson. Após perder a esposa e o filho, ele se muda para Los Angeles em uma tentativa de recomeçar a vida.

Na Califórnia, Riggs conhece seu novo parceiro, o detetive Roger Murtaugh, que nos filmes é interpretado por Danny Glover. Por causa de um recente ataque cardíaco, Murtaugh tem de evitar situações de estresse no cotidiano.

Com roteiro de Matt Miller, que trabalhou em seriados como Forever e Chuck, a série não tem relação com os estúdios responsáveis pelos filmes. O projeto, no entanto, foi aprovado por eles.

O primeiro filme da franquia foi lançado em 1987, com direção de Richard Donner, que ainda comandou os três longas em sequência, que chegaram às telonas em 1989, 1992 e 1998, respectivamente.



Crítica de documentário Amy

Documentário sobre cantora inglesa

Notas Musicais Thiago Lustosa 25 de setembro de 2015 13:56h

“Eu não quero ser famosa. Tenho certeza de que não aguentaria a pressão”, prevê a jovem Amy Jade Winehouse, no auge de seus 20 anos, enquanto faz uma jogada digna de um profissional em uma mesa de bilhar. O autor das imagens é Nick Shymansky, à época empresário e amigo de Amy. Ele registrou de forma bem humorada a primeira turnê da jovem artista, que em pouco tempo se tornaria um dos nomes mais importantes da música mundial.

Os vídeos caseiros de Shymansky permeiam de ponta a ponta o documentário Amy, que tem direção de Asif Kapadia – o mesmo que comandou Senna -, e chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira, 24, com duas exibições gratuitas no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Entre materiais (realmente) inéditos e depoimentos de amigos e familiares, o que mais salta aos olhos durante o longa são as declarações da própria artista a respeito de seus medos e demônios.

O filme não se prende aos detalhes sobre a infância de Amy. A obra começa com imagens da estrela aos 14 anos de idade se divertindo em uma festa de aniversário com as amigas Juliette Ashby e Lauren Gilbert. Ao lado de Shymansky, a dupla é figura central na narrativa que propõe desvendar como Amy Winehouse foi do posto de nova sensação da música ao fundo do poço em pouquíssimo tempo. As opiniões dos amigos mais íntimos dão ao filme uma nova visão a respeito da família Winehouse, do casamento com Blake Fielder-Civil e decretam uma triste verdade: Amy Winehouse teve pouquíssimas pessoas em quem confiar.

O documentário Amy elucida – algumas vezes de maneira chocante – as questões que insistem em visitar a cabeça de todos nós: por qual motivo não houve uma intervenção? Amy recusava qualquer tipo de tratamento? Partindo do pressuposto de que ela estava fora de controle e correndo risco de morte, Amy não poderia ter sido internada contra a própria vontade? Quem eram os responsáveis por colocá-la embriagada no palco diante de uma multidão? A quem interessava tamanha exposição das mazelas de uma dependente química? 

As respostas estão nas entrelinhas amarradas com maestria por Kapadia. Em um dos momentos mais emocionantes do longa, Juliette Ashby conta aos prantos um episódio no qual roubou o passaporte da amiga para que ela não saísse em turnê. “Era o auge de Back To Black e Amy estava afundada nas drogas e no álcool. Ela teve uma overdose e foi se recuperar em um hotel. Em uma de nossas muitas conversas ela me disse que estava perdida e que não poderia sair em turnê pela América do Norte. Amy não queria fazer aquilo. Eu conversei com Mitch, mas ele não aceitou e me disse que ela iria de qualquer forma. Eu tentei roubar o passaporte dela para que não a obrigassem a fazer aquilo, mas não deu certo. Amy não queria mais fazer shows”, explica.

Durante uma viagem de Mitch à ilha de Santa Lúcia, no Caribe, para visitar a filha, que tentava se livrar do vício em cocaína, heroína e crack, ele aparece com uma enorme equipe de vídeo que registra cada passo ao lado de Amy: do momento em que ele chegar ao hotel até uma discussão causada pela falta de privacidade. "Você quer dinheiro, pai? Eu te dou", afirma Amy, antes de acrescentar: "Todas as vezes em que nós nos encontramos você aparece com essa equipe. Qual o intuito disso? Eu estava com saudades e queria apenas a sua presença. Você quer me transformar em um produto". Naquele momento fica evidente que Mitch tentava tirar vantagens da fama da filha a qualquer custo.

As cenas que mostram a cantora ao lado seu então marido, Blake Fielder-Civil, também reforçam a ideia de que Amy estava apaixonada por alguém que não correspondia ao amor de forma tão sincera. Enquanto ela dá uma entrevista à uma jornalista da Rolling Stone EUA em um restaurante de Nova Iorque, horas após o casamento deles, Fielder-Civil é filmado por um amigo fazendo piadas nada elogiosas sobre a sua mulher, pedindo uma garrafa de Dom Pérignon e afirmando de forma sarcástica: “É ela quem vai pagar a conta”.

“É óbvio que ele estava se aproveitando do estado de saúde dela para não perder a mamata”, conta uma das muitas médicas que tentaram levar Amy à reabilitação. Em outro momento, também em uma gravação caseira feita em uma clínica, Fielder-Civil diz: “Amy, como é mesmo a letra do seu maior hit? Diz-me o que é que nós estamos fazendo aqui?”. A passagem do casal pela reabilitação durou menos de 24 horas.

Enquanto o espectador acompanha inconformado tais registros, surgem novas questões: Amy Winehouse sofria de bulimia desde a adolescência. “Um belo dia ela me disse o seguinte: ‘Mãe, estou fazendo uma dieta. Eu como o que quero e depois boto tudo para fora’. Eu achei que isso passaria um dia, mas não foi bem assim”, conta Janis, em um dos poucos momentos em que aparece no documentário.

A medida em que o filme vai caminhando para o triste desfecho há a sensação de que ele é dividido em dois momentos: antes e depois do vício. A primeira parte, mais leve, contém inúmeros vídeos de uma estrela em ascensão, jovem e talentosa, que não quer ser conhecida por sua aparência, mas lembrada por sua voz e composições. Em um segundo plano há uma personalidade igualmente talentosa, mas completamente autodestrutiva. Uma pessoa sozinha, desorientada e perdida. Sem saber lidar com a fama, com os vícios, com o dinheiro e, principalmente, com o principal combustível de sua obra: o amor.

Entre os traumas psicológicos herdados após a separação dos pais na infância e a pressão dos fotógrafos que registravam cada passo da vida da artista, Amy reforça a ideia de que o descaso da família e os abusos do marido são alguns dos motivos pelos quais perdemos de forma previsível um dos maiores talentos da nossa geração. Outro fator determinante é o público, que consumiu de forma voraz cada vídeo de Amy drogada brigando com os paparazzi ou vagando praticamente inconsciente pelas ruas de Camden, em Londres. Os culpados de Kapadia somos todos nós. Que pressionamos por um novo disco e por apresentações ao vivo. Todos queríamos um pedaço de Amy Winehouse, mas ela nunca esteve preparada para isso.

por LUCIANA RABASSALLO

10 motivos para ver Sense 8 a nova série da Netflix

Uma série moderna e intrigante

Notas Musicais Thiago Lustosa 08 de setembro de 2015 12:48h

No dia 5 de junho, a Netflix lançou sua nova série original chamada Sense8. Apesar do lançamento da terceira temporada da queridinha Orange is The New Black ter abafado um pouco a novidade, saiba que essa série merece sua atenção.

Sense8 narra a história de oito estranhos, os chamados sensates, que de repente começam a "compartilhar um cérebro coletivo" (ou quase isso). Basicamente, eles compartilham sensações, pensamentos e experiências uns dos outros. O elenco tem a presença de algumas figuras conhecidas, como Naveen Andrews, o Sayid da série Lost; e Joe Pantoliano, o Cypher de Matrix.

Essa é a primeira aposta da Netflix no mundo da ficção científica, mas não é “só” isso. Embora a história geral seja a respeito da evolução das capacidades humanas, as pequenas divisões na trama vão além e giram em torno da condição humana, abordando questões sociais, psicológicas e existenciais. 

Se você busca riqueza de detalhes, profundidade e densidade, Sense8 foi feita para você. Mas nós listamos mais alguns motivos que podem despertar o seu interesse pela série.

1. Irmãos Wachowski

A série foi dirigida, escrita e produzida pelos irmãos Wachowskis e por J. Michael Straczynski. Se você não consegue associar os nomes às obras, vamos refrescar sua memória. 

Andy e Lana Wachowski são os dois grandes nomes por trás da saga Matrix e de filmes como Cloud Atlas e O Destino de Júpiter, todas produções visual e mentalmente impressionantes. Já o roteirista J. Michael Straczynski é o criador da série de TV Babylon 5 e um nome altamente envolvido com a indústria de quadrinhos.

Os três possuem uma boa base no campo da ficção científica, mas também têm algo a dizer sobre o mundo moderno. Em Sense8, eles trabalharam em um roteiro sólido e com uma narrativa que começa a divagar nos primeiros episódios, mas ao longo da trama começam a deixar escapar as grandes revelações. Basicamente, você não sabe exatamente o que está acontecendo até o final.

2. Você vai ficar confuso 

E isso pode ser muito bom. É bem provável que após assistir o primeiro episódio de Sense8 você fique com a sensação de "o que diabos aconteceu aqui?". A ideia inicial é mostrar o panorama geral da história, sem muitas explicações, e com o passar do tempo se aprofundar em cada personagem e suas ligações. Mas a grande sacada é que Sense8 faz você pensar em vez de contar detalhadamente o que vai acontecer.

3. Enredo original

Vamos combinar que ultimamente é difícil encontrar uma produção de alto nível que tenha um enredo realmente original. A maioria das séries, filmes e até mesmo games parece ser uma sequência de algo já visto, ou um remake incrementado. Sense8 traz uma trama original; mesmo que alguns elementos nos façam lembrar Heroes (sem superpoderes) ou Jumper, a sensação que temos é de ver algo totalmente inédito. 

Esse elo físico e mental abriu portas para infinitas possibilidades visuais – que foram muito bem exploradas na série. Isso sem contar os dramas pessoais que prendem a atenção do espectador e dão um toque diferenciado à trama. 

4. Diversidade e respeito 

Uma hacker transexual lésbica, um ator mexicano gay que tem medo de sair do armário, uma empresária coreana badass que luta vale tudo escondida e uma DJ que vive relacionamentos abusivos: esses são apenas metade dos oito protagonistas de Sense8. Como você pode imaginar, não é uma série para qualquer um.

A diversidade de sexualidades, etnias, culturas e lugares são pontos marcantes da série, que bate forte na tecla da igualdade de direitos. Mas, mais que isso, ela mostra o quão é importante pensar no próximo e respeitar as diferenças. 


5. Trabalho em equipe

São oito pessoas completamente diferentes tendo que dividir o que têm de melhor e pior e ajudar uns aos outros em situações difíceis. Basicamente, eles precisam conviver com as diferenças, mas, acima de tudo, precisam saber lidar com elas para trabalhar em equipe e saírem vivos no final da história.

6. Pessoas comuns são incríveis

A todo momento encontramos mensagens do tipo “seja você mesmo” nos episódios da série. Além disso, Sense8 reúne oito pessoas comuns, cheias de problemas, defeitos e qualidades, mas que mesmo sem ter nada “especial” conseguem fazer coisas sensacionais. No final das contas, podemos ver que todo mundo é capaz de realizar feitos impressionantes.

7. Locações

Entre belas cidades e paisagens incríveis, você pode viajar e conhecer o mundo pelos olhos da série. Sense8 mostra diversos lugares do planeta: Alemanha, Coreia do Sul, México, Estados Unidos, Índia, Quênia, Islândia e Inglaterra. E o mais interessante é que as cenas se passam em locais reais, com o elenco principal viajando para todas as locações pelas quais a série passa.

8. Ação

Seria realmente decepcionante não ver algumas cenas de luta em uma série dos irmãos Watchowski, portanto Sense8 traz ótimas sequências de ação. Além dos impressionantes combates "mano a mano" e cenas com armas, o fato dos protagonistas conseguirem transferir suas habilidades físicas uns para os outros torna tudo ainda mais envolvente.

9. Conspiração do governo

Conspirações são sempre um tempero interessante para uma trama e Sense8 não deixou essa pitada de fora. É claro que um grupo com habilidades sensoriais não iria ficar fora da mira de pessoas (mais precisamente, organizações ligadas ao governo) que não querem esse tipo de evolução solta por aí, certo? Certo. Esse elemento também ajuda a alavancar cenas de ação e de união entre os oito sensates, que precisam lutar para sobreviver.

10. Turbilhão de emoções

Apesar de envolver drogas, violência, drama e uma série de outros conflitos, Sense8 também tem seus momentos de humor para dar uma aliviava na tensão. Mas é tudo muito intenso. 

Agora você pode soltar uma risada com uma sacada de um personagem, mas dez minutos depois pode estar roendo as unhas com outra cena. O fato dos sensates sentirem as emoções uns dos outros faz com que os sentimentos e memórias compartilhados se misturem e levem você junto nessa viagem.

Por Joyce Macedo

Em entrevista ator fala sobre possível HellBoy 3

Sequencia agradaria muitos fãs

Notas Musicais Thiago Lustosa 08 de setembro de 2015 12:31h

Em entrevista para a Empire, o ator Ron Perlman deu alguns novos detalhes sobre Hellboy III, longa que está nos planos do diretor Guillermo Del Toro, mas ainda não foi confirmado.

Apesar de entender que já havia finalizado seu personagem, Pelman disse que as ideias de Del Toro o convenceram do terceiro capítulo. "Não tenho nenhum desejo ardente de colocar aquilo de volta. Mas Guillermo [Del Toro] me disse que a finalização da trilogia seria algo como, em escalas maiores, uma incrível ideia cinematogáfica e teatral, então achei essencial que fizéssemos. Os filmes foram criados para ser uma trilogia, com um começo, meio e fim. Só fizemos dois terços disso, então sinto que não teremos realmente terminado até fazer este".

O ator também revelou um pouco da história imaginada por Del Toro para o longa. "Puta merda, ele é a besta do Apocalipse. Ele precisa derrubar a civilização. Ele precisa. Não é algo negociável. Essa é a base dessa história, por isso acho que seria uma vergonha não fazer dessa forma."

Para finalizar, Perlman falou sobre o final de Hellboy II: Exército Dourado, quando ele descobre que Liz Sherman (Selma Blair) está grávida. "Vou te falar apenas isso. Os gêmeos: um vai ser parecido com a mãe e outro com o pai. Um deles será completamente corrupto, e o outro extremamente angelical. Quem será quem? Apenas Guillermo poderia fazer o de pior aparência ser o anjo. Então isso acrescenta para a saga".

Por enquanto, Hellboy III não foi oficializado. Anteriormente, o diretor Guillermo Del Toro já havia comentado sobre as dificuldades em fazer o filme.

Hellboy II: O Exército Dourado foi lançado nos cinemas em 2008.


Anunciada turne de despedida do Black Sabbath

Tony Iommi fala sobre desgaste devido seu quadro clínico

Notas Musicais Thiago Lustosa 08 de setembro de 2015 12:18h

Três dias após o Black Sabbath anunciar a turnê The End, a derradeira excursão mundial da lendária banda de heavy metal, o guitarrista Tony Iommi admitiu em nova entrevista que não há possibilidades de retorno da banda aos palcos após está temporada do grupo na estrada. Segundo ele, o rigor exigido nas turnês é o motivo da decisão: “Eu realmente não posso mais fazer isso. Meu corpo não já não aguenta mais”.

O músico, que foi diagnosticado com um linfoma em 2012, também explicou que a exaustão causada pelas viagens com a banda pode ter resultado na recorrência da doença. “Não quero ficar me rastejando por aí. Todas as viagens envolvendo o Sabbath exigem muito de mim”, disse Iommi. “É por isso que estamos partindo em uma última turnê e vamos dizer adeus aos palcos. Será realmente o fim”, disse o músico, que foi recentemente hospitalizado por problemas nas costas e precisa monitorar o linfoma com exames de sangue continuos.

“Eu adoro fazer shows mas as viagens e a exaustão necessárias para que eles sejam possíveis acabam comigo. Essas coisas surtem um efeito muito impactante na minha saúde”, explicou o músico. “Nós voamos em primeira classe, nos hospedamos nos melhores hotéis, andamos em limusines, mas há um impacto físico em viajar constantemente”, disse Iommi.

Em vídeo divulgado no YouTube recentemente, a legendária banda de heavy metal revelou que a série de shows começará em 20 de janeiro de 2016, nos Estados Unidos. A agenda, que inclui compromissos até março, contempla apenas América do Norte, Austrália e Oceania. Mas o Brasil, local no qual os veteranos passaram em 2013, ainda pode entrar no radar: mais datas serão confirmadas em outubro deste ano.

Da formação original dos "gigantes" ingleses do rock, a turnê incluirá o vocalista Ozzy Osbourne, o guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler. O baterista Bill Ward segue fora. Ward envolveu-se em discussões públicas com Ozzy nos últimos meses.

O vocalista do Sabbath esteve no país para apresentações solo em abril deste ano, durante o Monsters of Rock em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Ozzy participou em janeiro de 2013 da gravação do primeiro álbum dele com o Sabbath desde 1978, intitulado 13.


David Gilmour no Brasil, uma notícia cada vez mais real

Ex vocalista do Pink Floyd traria turnê de disco a ser lançado em setembro

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de agosto de 2015 20:58h

A vinda de David Gilmour (Pink Floyd) ao Brasil começa a ganhar evidências concretas. O saxofonista brasileiro João de Macedo Mello, integrante da banda do guitarrista inglês, confirmou à Guitar Player que a turnê do astro passará pelo país em dezembro. Sites não oficiais indicam shows em São Paulo/SP (12/12, Allianz Parque), Curitiba/PR (14/12, Pedreira Paulo Leminski) e Porto Alegre/RS (16/12, Arena do Grêmio). Ainda não há informações sobre a venda de ingressos. 

O que esperar da nova série da HBO, O Hipnotizador

Estréia neste domingo 23/08

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de agosto de 2015 18:56h

O Hipnotizador, nova produção original e a primeira bilíngue da HBO, conta com vários atrativos para chamar a atenção do público. Trama interessante, elenco internacional e um assunto intrigante: a hipnose. Baseada na história em quadrinhos cult argentina homônima de Pablo De Santis, a série começa com uma história promissora, mas que se torna cansativa ao longo de todo o primeiro episódio.

O ator argentino Leonardo Sbaraglia vive o protagonista Natalio Arenas, um hipnotizador com um passado enigmático e aterrorizado por seus demônios internos. Ele usa seu poder para resolver problemas das pessoas ao seu redor, mas carrega consigo uma maldição: Arenas não consegue mais dormir, condenado a ficar acordado eternamente por seu maior rival, o também hipnotizador Darek, vivido pelo brasileiro Chico Diaz. Sbaraglia é a principal atração do piloto. Com uma atuação convincente, o ator consegue prender a atenção do espectador com seu jeito sombrio e misterioso, principalmente na hora de utilizar os poderes do personagem. Sua performance é ajudada pela ótima maquiagem, que transmite com sucesso o sofrimento no rosto de Arenas pela impossibilidade de dormir.

Preocupado em explicar ao público o tamanho dos poderes do protagonista ao mesmo tempo em que necessita apresentar os personagens secundários, o piloto fica perdido em certas ocasiões. O primeiro caso a ser resolvido por Arenas, da garota assombrada por um sonho de criança, chega a ser monótono. Quando a história centra apenas na relação entre o protagonista e seu rival, opostos em todos os aspectos, a trama fica mais interessante. Natalio mostra ser um homem em busca da cura para seu problema e utiliza seu dom para ajuda o próximo, enquanto Darek abusa da hipnose para chegar ao poder e se manter no topo.


Outra ótima característica apresentada na nova série é o fato do local onde se passa a história não ter tempo e espaço definido. Logo no início, o espectador descobre estar cruzando a fronteira de algum território sem ser denominado, o que explica a presença de tantos idiomas e sotaques presentes no elenco. A ousada decisão de usar atores de diferentes países é concluída com perfeição, e o público vai esquecendo as diferenças ao longo do episódio.

cismo em torno do programa. A hipnose e outros elementos sobrenaturais, objetos de estudo há anos da humanidade, tendem a ser a principal característica deste mundo fantástico criado pelos diretores Alex Gabassi e José Eduardo Belmonte.

O elenco brasileiro ainda conta com Bianca Companato, Juliana Didone, Miguel Lunardi e Marisol Ribeiro; do lado internacional, a série apresenta os argentinos Marilú Marini e Chico Darín, entre outros.

Se ao longo da primeira temporada O Hipnotizador esquecer um pouco as tramas procedurais e souber desenvolver os mistérios envolvendo o passado e os poderes de Arenas, a série tem armas o bastante para ser uma das grandes sensações do canal no segundo semestre.

O Hipnotizador estreia na HBO no dia 23 de agosto e terá oito episódios em sua primeira temporada.


Diretores da série Gotham prometem uma segunda temporada melhor

Série antecede a Batman e fala das origens de vários vilões do homem morcego

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de agosto de 2015 18:40h

Em entrevista à EW, Ben McKenzie, o Jim Gordon de Gotham, falou sobre a segunda temporada e como eles vão corrigir os erros apresentados na primeira.

"Acho que nós cometemos um erro ao introduzir um vilão por episódio e tentar lidar com ele até o final do mesmo. Era capturar, mandar para Arkham e acabou. Isso foi um erro, nós nunca deveríamos ter feito isso", disse.

O ator ainda justificou a queda de audiência da série após o retorno do hiato no ano novo. "Foram pedidos 16 episódios. Nós teríamos uma pausa e então retornaríamos para concluir a história, mas depois eles pediram mais seis episódios. Tivemos uma outra pausa para depois voltarmos novamente. É difícil para a audiência acompanhar tantas mudanças na série com ela entrando e saindo do ar tantas vezes. E ainda há muita competição com outras séries por aí".

Para concluir, McKenzie disse estar otimista com o rumo que o programa terá no segundo ano. "O público quer entender quem são esses personagens, viver com eles, sentar com eles e curti-los. Não importa que sejam bons ou maus, eles são divertidos. É o caminho que vamos seguir na segunda temporada. Acho que é exatamente o que os fãs querem ver".

A série retorna com episódios inéditos em 21 de setembro nos EUA. No Brasil, o canal pago Warner fica a cargo da transmissão da série.


O Novo Disco do Repper Emicida

Músico apresenta músicas com um toque diferente dos primeiros

Notas Musicais Thiago Lustosa 11 de agosto de 2015 20:10h

No mês de março, Emicida embarcou em uma aventura africana para desbravar as quebradas de Angola e Cabo Verde. O intuito era fazer o caminho contrário ao percorrido pelos escravos trazidos à força ao Brasil Colônia. O resultado pode ser ouvido nas 14 faixas de Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa, segundo disco de estúdio do rapper paulistano, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 7.

Graças à Black Messiah, de D’Angelo, e a To Pimp a Butterfly, de Kendrick Lamar, 2015 será lembrado como o ano em que a política negra e a música negra ressurgiram para se unir ao pop mainstream. No Brasil, os Racionais MC's divulgaram Cores & Valores no finalzinho de 2014, registro que discute com profundidade o peso que a posição social, o sobrenome, o dinheiro e a cor da pele têm nas estruturas sociais do país. Agora é a vez de Emicida retratar o preconceito racial velado e cruel, típico do Brasil, além de exaltar a cultura negra em um registro totalmente dedicado ao tema.

Durante a presença na África, o músico colheu experiências sonoras que transformou em faixas como “Mufete”, gravada no estúdio angolano Letras e Sons. Os versos citam Rangel, Viana, Golfo e Cazenga, locais por onde passou, e a melodia é ritmada pelo baixo marcante de Mayó Bass. Em “Casa”, o Emicida tenta fazer com que os negros tirados à revelia da terra na qual nasceram se sintam à vontade no local em que vivem – seja no Jardim Fontalis, bairro da zona norte de São Paulo onde ele cresceu, seja em Kilamba Kiaxi, periferia de Luanda. Um coro infantil formado pelos alunos da escola Penta Grana contrasta com os beats mais pesados do disco.

O triste interlúdio “Sodade”, no qual a líder das Batucadeiras do Terreiro dos Órgãos, Neusa Semedo, lamenta a saudade de casa em crioulo cabo-verdiano, segunda língua mais falada no país, é floreado pela percussão que reproduz o som da água do mar batendo no casco de um navio. O single “Boa Esperança”, por sua vez, debate o racismo velado e a intolerância religiosa no Brasil através de rimas como “Favela ainda é senzala, jão/ Bomba-relógio prestes a estourar”. Os beats fortes e diretos do produtor Nave casam perfeitamente com o tom desafiador da faixa.

O formato narrado da elogiada parceria com a atriz e poetisa Elisa Lucinda, que permeou O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013), disco de estreia de Emicida, se repete em “Trabalhadores do Brasil”, desta vez com texto e voz do pernambucano Marcelino Freire. Ainda há outras duas pontes de ligação com o já citado registro. Estela, filha de Emicida, é novamente lembrada em “Amora”, enquanto dona Jacira, mãe do rapper, que anteriormente contou os detalhes sobre a morte do marido, agora descreve o nascimento de Leandro Roque de Oliveira na emocionante “Mãe”.

Também há espaço para canções que se aproximam do pop, como “Baiana”, uma balada que tem participação de Caetano Veloso, “Madagascar”, que traz um romance embalado pelo céu azul e pelo mar verde do país insular, e “Passarinhos”, uma parceria com Vanessa da Mata.

Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa é, sobretudo, um disco pop, mas, nem por isso, abandona a mais importante premissa do hip-hop: contestação. O registro traz, embalados em uma roupagem sonora de fácil digestão, temas pouco discutidos no Brasil – como, por exemplo, a escravidão e o ranço que esse período tenebroso deixou nas relações sociais do país. O racismo velado que assola a população a população negra, os preconceitos enfrentados pelos praticantes de religiões afro-brasileiras e as dificuldades enfrentadas diariamente pelos trabalhadores brasileiros.


Por Luciana Rabassallo