Notas Musicais

Crítica sobre Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Filme estréia no Brasil nesta quinta 24

Notas Musicais Thiago Lustosa 22 de maro de 2016 20:23h

No universo cinematográfico que adapta as histórias dos heróis das HQs, a Marvel vem dominando nos últimos anos. Os filmes individuais de personagens como Capitão América e Homem de Ferro batem recordes de bilheteria e o fenômeno se repete quando eles e outros estão todos juntos em Os Vingadores. A concorrente DC Comics, pretendendo recuperar o tempo perdido, anunciou que iria juntar em um mesmo longa seus dois maiores super-heróis. Depois de intensa especulação, a existência de Batman vs Superman: A Origem da Justiça virou uma realidade, mas também uma temeridade – muitos achavam que o resultado final não iria corresponder à tamanha expectativa. A produção estreia nesta quinta, 24, no Brasil, mas é bom comprar o ingresso antecipadamente: o filme dirigido por Zack Snyder é realmente um evento imperdível.

O ponto de partida está situado tempos depois do confronto entre o Superman (Henry Cavill) e o vilão Zod (Michael Shannon) em O Homem de Aço (2013). No embate, boa parte da cidade de Metropolis foi arrasada. A trágica perda de vidas deixou muita gente indignada, começando a achar que o Superman não passava de um encrenqueiro poderoso que brincava de agir como Deus. Dentre eles está o bilionário Bruce Wayne (Ben Affleck), que coloca o Homem de Aço na mira de seu alter ego Batman. Depois de mais um incidente em que Superman é tido como o principal causador de várias mortes, a cabeça dele começa a ser cobiçada pelas autoridades e pela sociedade. Agora, quem por trás da movimentação é Lex Luthor (Jesse Eisenberg), um jovem bilionário filantropo com tendências psicóticas. Ele tem questões para resolver com o Superman e, de quebra, também quer levar a humanidade para o abismo. No meio de muitas reviravoltas, revelações e surpresas, heróis, antagonistas e vilões partem para um confronto final.

Um das perguntas que todo fã de quadrinhos faz é: quem seria mais poderoso, Batman ou o Superman? O filme finalmente responde a esta pergunta, colocando lado a lado (ou melhor, frente a frente) todas as habilidades e vulnerabilidades de cada um. A épica luta entre os dois é de perder o fôlego. O longa também joga habilmente com as dualidades existentes entre os personagens. O Superman, sempre vindo dos céus, é a luz, o incompreendido salvador abnegado. Já o justiceiro Batman, sempre espreitando nas trevas, pode ter causas nobres, mas para cumpri-las não hesita em ser sádico ou violento.

O filme começa relativamente lento e com pouca ação, servindo para a introdução dos personagens e de seus motivos pessoais e psicológicos. O tom segue sombrio, mas tudo vai crescendo e os embates finais, explosivos e frenéticos, fazem valer o ingresso. A entrada espetacular da Mulher Maravilha (Gal Gadot) em meio à ação é de aplaudir em pé. Henry Cavill se mostra cada vez mais à vontade como Superman. Ben Affleck, muito criticado quando foi escalado para viver Batman, pode mandar os críticos passearem. Como Batman/Bruce Wayne, ele tem toda a presença e implacabilidade que o personagem pede. O elenco de apoio também é de primeira, incluindo os veteranos Holly Hunter, Jeremy Irons (como Alfred, o faz-tudo de Batman) e, principalmente, Laurence Fishburn vivendo o sarcástico Perry White, editor-chefe do jornal Planeta Diário, onde trabalha Clark Kent/Superman.

O mais importante é que Batman vs Superman: A Origem da Justiça deve fazer sucesso merecidamente. O final deixa claro algo que já foi anunciado, que várias sequências ainda virão pela frente, trazendo outros personagens da DC como o Aquaman e o Cyborg. Mesmo sendo espetacular do começo ao fim, Batman vs Superman: A Origem da Justiça é um mero aperitivo. A Liga da Justiça começa a tomar forma com este filme.