Notas Musicais

Ponto de Equilíbrio e os novos experimentos do disco novo

Banda de Reggae carioca inovando

Notas Musicais Thiago Lustosa 31 de maio de 2016 20:55h

Vila Isabel é conhecida por ter sido berço e ponto de encontro de gigantes do samba como Noel Rosa e Martinho da Vila. Mas nem só de pandeiro alimentam-se os ouvidos do bairro localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Foi lá também que nasceram bandas como o Ponto de Equilíbrio, nome forte do reggae nacional que, agora, no quarto álbum da carreira, busca explorar novas sonoridades, sem deixar de lado a essência que uniu o grupo há 16 anos.

Para diversificar Essa É a Nossa Música, Helio Bentes (vocal), Pedro “Pedrada” Caetano (baixo), Márcio Sampaio (guitarra), Tiago Caetano (teclado), Lucas Kastrup (bateria) e Marcelo Campos (percussão) convidaram Ivete Sangalo, Emicida e Gabriel, o Pensador, artistas conhecidos em outras searas. “A gente quis sair da mesmice e mostrar como a nossa musicalidade independe do reggae roots que vínhamos fazendo desde o princípio”, afirma Bentes. O álbum tem ainda a colaboração do produtor e multi-instrumentista italiano Alborosie, que gravou e produziu a faixa “Dome o Medo”. “Foi uma das melhores participações do álbum todo. O resultado foi muito além do valor que pagamos pra ele tocar com a gente.”


Para o vocalista, a adição de novos ritmos é importante na hora de ampliar o público. “O mundo está em constante mudança; à medida que o tempo passa as coisas vão mudando e se lapidando. Nós vamos fazer o que for possível para expandir a nossa mensagem.” É um passo e tanto para o grupo que ficou conhecido com canções como “Aonde Vai Chegar”. “Eu acredito que mais pra frente o nosso público mais ‘xiita’ vai acabar entendendo o que o álbum quer dizer.”


Jogo do Dinheiro novo filme de George Clooney

com Julia Roberts no elenco merece ser visto

Notas Musicais Thiago Lustosa 30 de maio de 2016 20:18h

À primeira vista,  Jogo do Dinheiro parece um básico suspense de sequestro - homem armado invade programa de TV em busca de vingança. É arquitetado para criar tensão, mesmo que seu final seja previsível. Nas mãos de Jodie Foster, diretora acostumada a dramas familiares, essa premissa se transforma. É a condução dos personagens, não das ações súbitas, que prende o espectador.

George Clooney encarna perfeitamente Lee Gates, o “mago das finanças” do programa Money Monster, sempre disposto a partir para a apelação por um pouco mais de audiência. Patty Fenn, uma solitária diretora de TV interpretada por Julia Roberts, é a sua consciência, a grande negociadora entre o apresentador e Kyle Budwell (Jack O'Connell), o desesperado entregador que invade o cenário com uma arma em mãos e dois coletes recheados de bombas. O verdadeiro alvo é Walt Camby (Dominic West), magnata que acaba de perder US$ 800 milhões em função de uma suposta falha nos computadores da sua empresa.

Nesse cenário, Foster trabalha o roteiro de Jamie Linden, Alan DiFiore e Jim Kouf de forma inesperada. São pequenos trechos de diálogos, a inversão de certos clichês e uma escalação certeira de elenco que tornam Jogo do Dinheiro maior do que a situação extrema que desenha o seu enredo. Quando parece seguir por um caminho, o filme opta por outro, em uma sucessão de ironias que ampliam a história e seus personagens com um bem-vindo toque de humor. Há comentários sobre grandes corporações e ganância, mas o que interessa à diretora são as pessoas que circulam por esse mundo superficial.

O longa tem a agilidade de um programa de TV ao vivo, com diferentes ângulos, cortes rápidos e uma urgência na transmissão da informação. Uma estética que serve quase como metalinguagem ao estabelecer um debate sobre a forma como o conteúdo é transmitido e absorvido pelo público. Esse poderia ser um suspense qualquer, mas Jodie Foster usa o gênero como um exercício, um estudo para ampliar a sua capacidade como cineasta.

Não é um filme perfeito, já que exige certo engajamento para que se vá além das linhas gerais de uma narrativa batida - o que grande parte da crítica não estava disposta a fazer. Suas inúmeras camadas, porém, não deveriam ser ignoradas. Há entretenimento para o espectador convencional, satisfeito em se ver familiarizado com a trama e os astros que a habitam, e há detalhes para o olhar cinéfilo, que pode se deixar intrigar pelo subtexto deixado por Foster. Uma façanha que certamente vale o dinheiro do ingresso.


Por  NATÁLIA BRIDI

X-Men: Apocalipse, crítica do filme que estreou neste mês

Saga dos heróis tem nova reviravolta na linha temporal

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de maio de 2016 20:21h

“Pelo menos concordamos que o terceiro filme é sempre o pior”, diz uma jovem Jean Grey ao sair de uma sessão de O Retorno de Jedi. A piadinha é um aceno para X-Men: O Confronto Final (2006), a conclusão da primeira trilogia dos mutantes dirigida por Brett Ratner. Em X-Men: Apocalipse, que encerra a segunda fase da franquia no cinema, Bryan Singer evita, ainda que a um certo custo, a repetição dessa sina. O diretor retorna ao universo que criou em 2000 para abraçar as possibilidades deixadas por Dias de Um Futuro Esquecido e concluir a nova jornada com muito mais dignidade para os filhos do átomo.

A cena de abertura é imponente. Apocalipse (Oscar Isaac) é revelado com pompa egípcia para situar a parte religiosa da trama em uma época em que a mutação era vista como superioridade divina, não genética. É em 1983, porém, que o filme encontra a sua grandiosidade. No contraste entre entre o mundano e o fantástico da busca dos jovens Ciclope (Tye Sheridan), Jean Grey (Sophie Turner), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Cia. para controlar suas habilidades e continuar integrados ao mundo, com direito a passeios no shopping e idas ao cinema, está o verdadeiro espírito dos X-Men. Aprende-se mais sobre os personagens pela simples interação entre alunos e professores da Escola Xavier para Jovens Superdotados, pela cumplicidade entre os mutantes na sua busca por aceitação (dos outros e de si mesmos), do que em momentos grandiloquentes.

Uma pena então que grande parte das cenas envolvendo esse cotidiano, prometidas no material de divulgação, tenha ficado de fora do filme - Jubileu (Lana Condor), por exemplo, é mais um easter egg do que uma personagem. Singer e o produtor/roteirista Simon Kimberg justificam os cortes para dar coesão à trama. A falha em desenvolver corretamente o arco de Apocalipse, porém, que começa com contornos religiosos para terminar em uma busca vazia por poder, desequilibra essa proposta. O vilão, apesar da promessa de uma narrativa complexa, está lá apenas para justificar a criação dos X-Men em um mundo que se tornou otimista demais depois das ações de Mística (Jennifer Lawrence) ao final e Dias de Um Futuro Esquecido.

Xavier (James McAvoy) vê a possibilidade de um universidade integrada para mutantes e não mutantes. Sua escola é um caminho para educação, não a formação de heróis. Para mudar essa lógica, Apocalipse desperta do seu sono milenar para mostrar que ameaças sempre existirão e é preciso estar preparado. Um longo caminho é percorrido para essa conclusão simples, o que tira o peso dos dramas de cada personagem. O sofrimento existe apenas para levar do ponto A ao ponto B, sem consequências.

A imersão na trama também é prejudicada pela forçada resistência de alguns mutantes em assumirem suas verdadeiras formas. Hank McCoy convenientemente continua a ter sucesso no uso do soro para não esconder por tanto tempo o rosto de Nicholas Hoult sob a maquiagem do Fera (sendo que grande parte da história do personagem nos quadrinhos está ligada a luta entre a sua forma bestial e o seu intelecto superior). Para deixar Jennifer Lawrence livre da maquiagem azul por boa parte do filme, Mística tem como desculpa a sua resistência a ser reconhecida como a heroína que frustrou os planos de Magneto (Michael Fassbender). Sua habilidade de mudar de forma é usada apenas pontualmente, com seu arco focado na relutância em ser uma líder para os mutantes.

A transformação de Mística em heroína até encontra justificativa dentro dessa nova trilogia dos X-Men no cinema, mas a figura de Lawrence não deveria ser maior que a personagem. Já Oscar Isaac, na pele do vilão-título, se esforça para criar vida sob quilos de maquiagem e figurino. Uma a atuação que torna mais forte o desejo de que Apocalipse não fosse retratado de forma tão ingênua. Sua condição de falso deus poderia representar questionamentos para os jovens mutantes, ou pelo menos para os seus escolhidos cavaleiros. Tanto poder os torna melhores que reles mortais? Ou esse poder os torna responsáveis pelos menos “habilidosos”? Os conceitos, entretanto, são apenas apresentados.  O desenvolvimento emocional não chega aos personagens e Singer acaba com dois filmes em mãos - a origem dos X-Men e o renascimento de Apocalipse - sem atingir verdadeiramente o potencial de nenhum.

Seria um erro fatal não fosse a certeira escolha do elenco. James McAvoy, Michael Fassbender, Oscar Isaac, e os jovens Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp (Tempestade), Ben Hardy (Anjo), Kodi Smit-McPhee e Rose Byrne (Moira Mactaggert) dão profundidade aos seus personagens, compensando as falhas na transição entre o lado leve e sombrio do filme. As únicas baixas são Psylocke, perfeitamente escalada em Olivia Munn e desperdiçada em um papel reduzido a três ou quatro palavras e muitas caras e bocas; e a alardeada participação de Wolverine (Hugh Jackman), justificada em um fan service bem construído, mas prejudicada pelo desgaste do personagem no cinema.

Além de contar com um bom elenco, Singer sabe criar momentos empolgantes, como a luta de mutantes em uma jaula no centro de um antigo teatro da Berlim Oriental, a evolução dos poderes de Magneto ou a já obrigatória cena com Mercúrio, que continua a roubar o filme para si graças a combinação da engenhosidade dos efeitos visuais com o carisma de Evan Peters. Também se destaca o conjunto visual, com figurinos e cenários aproveitando o contexto da década de 80 para se aproximar dos quadrinhos sem apelar para o cartunesco. Um filme, porém, não pode ser feito apenas de partes acima da média. É o elo entre tudo que faz a diferença.

Se não cumpre a expectativa em torno dos voo que alça, X-Men: Apocalipse ao menos tem o suficiente para cumprir seu papel como fonte de entretenimento. O filme deixa os mutantes mais próximos do seu potencial nas telas, sendo coerente com o caminho traçado desde Primeira Classe. A franquia agora precisa se agarrar a essa perspectiva positiva para cimentar seu universo no cinema. A Fox tem planos de seguir o modelo do Marvel Studios e para tanto precisa colocar os X-Men em movimento. Chega de histórias de origens (o tema de três dos seis filmes) ou correções da linha temporal.


Arlequina pode ter filme solo depois de Esquadrão Suicida

Filme do Esquadrão esperado para o segundo semestre

Notas Musicais Thiago Lustosa 16 de maio de 2016 21:06h

Esquadrão Suicida ainda nem estreou, mas a personagem Arlequina, uma das vilãs do longa, já tem um filme solo em desenvolvimento na Warner Bros. As informações foram reveladas pelo site doThe Hollywood Reporter nesta segunda, 16.

Segundo o site norte-americano, a atriz Margot Robbi – que estreará na pele da Arlequina emEsquadrão Suicida – está envolvida no filme, que não focará apenas na personagem dela (a anti-heroína da DC Comics), mas sim em diversas heroínas e vilãs dos quadrinhos (entre elas a Batgirl e o grupo Aves de Rapina).

Hollywood Reporter ainda informa que o longa está sendo mantido em segredo pelos executivos da Warner, mas o roteiro já estaria sendo escrito (a autora não teve identidade revelada, mas sabe-se que se trata de uma mulher). Além de protagonista, Margot Robbi também seria produtora do filme da Arlequina.

Com Margot, Esquadrão Suicida tem direção de David Ayer (Velozes e Furiosos) e previsão de estreia para o próximo mês de agosto. O elenco do filme ainda inclui Will Smith (que interpreta o Pistoleiro) e Jared Leto (Coringa), Cara DeLevingne como a Magia (Encantadora), Joel Kinnaman dando vida a Rick Flag, Adewale Akinnuoye-Agbaje como Crocodilo, Jay Hernandez como El Diablo e Viola Davis como Amanda Walker.

Ben Affleck, que interpreta o Batman em A Origem da Justiça, também dá vida ao personagem emEsquadrão Suicida.


Moon Shaped Pool o novo disco do Radiohead

Crítica sobre o álbum

Notas Musicais Thiago Lustosa 13 de maio de 2016 20:32h

O recado foi dado dias antes do lançamento: perfis de Facebook e Twitter “apagados”, páginas em branco, nenhuma foto, nenhuma explicação, nenhum apego. Tudo do zero. A Moon Shaped Pool chegou para confirmar que agora o Radiohead - banda que há mais de 20 anos vem nos ensinando o que é ruptura em música popular - queria recomeçar, deixar para trás o que tinha sido feito até agora. Que a banda de ontem não é mais a de hoje.

Tal recomeço é escancarado pela sonoridade de A Moon Shaped Pool: menos eletrônica, menos ruidosa, menos frenética. Ao que parece, Thom Yorke também é humano como a gente, afinal, e está disposto a analisar seu lado de dentro. Não se encontra aqui o inquieto militante de Hail To The Thief ou o crítico impiedoso da sociedade e da tecnologia de OK Computer, muito menos o alienado de Kid A ou Amnesiac.

Agora, Yorke decidiu inverter o peso de todas estas facetas em prol de questões mais individuais. E o mais interessante: quer falar sobre isso. Está mais calmo, mais questionador, mais indiferente - e isso é um elogio. A banda trocou a pressa e a angústia por uma desacelerada mais introspectiva. “Isso vai além de mim, além de você”, Yorke reflete em "Daydreaming", aceitando que nem sempre as coisas são como a gente gostaria, apenas são como são. E se isso fica claro no discurso, fica também evidente na execução: o Radiohead de agora está muito mais para "Sail To The Moon" do que para "Bodysnatchers".

Mas não nos deixemos iludir: mesmo na calmaria existem tempestades. E quando elas chegam, chegam em forma de verdadeiros tornados sonoros que arrastam você para longe, indefeso. "Burn The Witch" já abre o disco num destes momentos, com suas cordas frenéticas e incessantes. E é justamente aí que já fica clara uma mudança de abordagem: provavelmente, estas cordas não seriam cordas em discos anteriores, e sim mais batidas eletrônicas ou guitarras atacando power-chords. Poderia ser uma guitarra de heavy metal - aliás, não há nada tão heavy metal quanto invocar “Burn The Witch” - mas são violinos e violoncelos elegantes que conseguem passar a tensão sem necessariamente deixar a música pesada. Seu peso fica no psicológico, o que é muito mais eficaz.


De forma geral, os arranjos são a grande riqueza do disco. Em algumas faixas como "Glass Eyes" ou "Desert Island Disk" ou até mesmo na lindíssima "The Numbers", eles soam fazendo papéis invertidos: guitarras que parecem piano, pianos que parecem violão, e assim por diante, construindo um clima quase folk em alguns momentos.


Como em todos os discos do Radiohead, parece que você está ouvindo a trilha sonora dos seus mais intensos sonhos ou mais aterrorizantes pesadelos. Mas onde antigamente o imaginário conseguia ser palpável (como em "Airbag", por exemplo, que diz “um airbag salvou minha vida” ou em "There There", na qual é dito que “nós somos acidentes esperando para acontecer”), aqui os significados acompanham a música aérea e solta, ganhando mais liberdade também de interpretação. Em "Glass Eyes", era de se esperar que Yorke rechaçasse a sociedade fria ou egoísta dos nossos tempos, mas ele quebra a todos quando revela “hey, it’s me” sendo levado pela avalanche sonora que ouvimos ao fundo.

A calmaria ainda faz um retorno no fim do álbum, mas antes de deixar você “relaxar” com a releitura exuberante da já clássica "True Love Waits", "Tinker Tailor Soldier Sailor Rich Man Poor Man Beggar Man Thief" vem com dois pés no seu peito: é a penúltima música, cheia de reviravoltas e um murmúrio incontrolado de Yorke, transbordando aquela loucura que nos conforta e nos provoca, e faz com que a gente não se sinta tão sozinho na nossa própria.

Mais uma vez, as cordas entram rasgando a melodia e transformam totalmente o clima do que você ouve. De repente, tudo fica sombrio, dissonante, elegante, tenso, profundo, estraçalhando você ao meio com um arranjo que poderia ter sido feito pelo quinto beatle George Martin.

Falando no lendário produtor, eu nunca vou saber como foi a reação das pessoas que, lá em 1967, ouviram "Strawberry Fields Forever" pela primeira vez. Mas deve ter sido algo parecido com o que sinto agora.

A Moon Shaped Pool é triunfante.


Por FELIPE COTTA

Depois de 5 anos Red Hot divulga dico novo e música inédita

Novidade dos californianos

Notas Musicais Thiago Lustosa 05 de maio de 2016 20:10h

Conforme já estava prometido, o Red Hot Chili Peppers divulgou uma nova faixa nesta quinta, 5. A canção "Dark Necessities" veio junto ao anúncio do lançamento de um novo disco, The Getaway, previsto para 17 de junho. O trabalho é o primeiro da banda californiana desde I'm With You, de 2011.

No início da semana, o quarteto norte-americano publicou no Twitter uma imagem com a data do lançamento e nome da faixa: “Música nova na quinta [dia 5 de maio]”. O grupo não havia, contudo, confirmado se a música estaria atrelada a um novo álbum.

Além de ter sido confirmada a participação do músico e produtor Danger Mouse – renomado por trabalhos com nomes como Adele, U2, Beck, The Black Keys –, o baterista Chad Smith recentemente postou uma foto no Twitter sugerindo que o álbum estaria sendo produzido também por Nigel Godrich, mais conhecido como o “sexto membro” do Radiohead. Godrich foi responsável pela mixagem de The Getaway.


1. "The Getaway"

2. "Dark Necessities"

3. "We Turn Red"

4. "The Longest Wave"

5. "Goodbye Angels"

6. "Sick Love"

7. "Go Robot"

8. "Feasting on the Flowers"

9. "Detroit"

10. "This Ticonderoga"

11. "Encore"

12. "The Hunter"

13. "Dreams of a Samurai"

Recentemente, o vocalista da banda, Anthony Kiedis afirmou que o Red Hot Chili Peppers estaria “trabalhando em algumas músicas que eu sinto que são tão boas como qualquer outra que já fizemos antes”. Em 2014, o baixista do grupo, Flea, comentou que o álbum estava ficando ”legal”. “É muito dançante e cheio de funk. Também há muita coisa introspectiva e bonita. Está bom, cara. E está divertido tocá-lo.”

Segundo Kiedis, o novo material pode ser comparado aos clássicos do Red Hot Chilli Peppers, como “Under the Bridge”, “Californication” e “Give It Away”. O quarteto também anunciou uma série de shows e festivais pela Europa, entre eles o Reading e Leeds, além de ser headliner no Lollapalooza norte-americano, que acontece em Chicago.


Capitão America - Guerra Civil, crítica deste que estréia hoje

Mais uma obra da Marvel

Notas Musicais Thiago Lustosa 28 de abril de 2016 20:14h

Assim como aconteceu com o recente sucesso Batman vs Superman: A Origem da Justiça, o esperado Capitão América: Guerra Civil, dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo, basicamente trata da responsabilidade que os super-heróis têm perante o mundo. Seriam eles defensores da humanidade ou apenas vigilantes que, usando o enorme poder que possuem, fazem justiça com as próprias mãos e se intrometem irresponsavelmente nas questões do resto do planeta? A nova produção dos estúdios Marvel pega o mote deixado no final deVingadores - Era de Ultron. Os Vingadores estão meio dispersos, mas ainda dispostos a lutar por alguma causa justa. Depois de uma catastrófica ação em Lagos, Nigéria, Thaddeus Ross (William Hurt), o Secretário de Estado dos Estados Unidos na ONU, diz aos heróis que agora eles precisam seguir as regras e se sujeitarem às leis internacionais. Assim, teriam que assinar um termo de compromisso chamado Tratado de Sokovia, que limitaria a ação deles. Ross aponta que o grande problema são os chamados “danos colaterais”: quando os Vingadores entram em ação, dezenas de inocentes são mortos ou mutilados na destruição de grandes centros, onde prédios são arrasados e automóveis são arremessados como bolinhas de papel.

Com isto, acontece o racha. Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), ainda se sentindo culpado de ter criado involuntariamente o poderoso e maléfico Ultron, decide capitular, se tornar “responsável” e seguir as regras. Mas o idealista Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), que não tem as ambiguidades morais do colega, não está tão certo de que os heróis necessitem de controle. James "Bucky" Barnes, conhecido como Soldado Invernal (Sebastian Stan), velho amigo renegado do Capitão América, é envolvido em um ataque terrorista na Áustria. O Capitão investiga o que aconteceu e descobre que por trás disso existe um nebuloso plano de dominação mundial tramado pelo misterioso Helmut Zemo (Daniel Brühl). O Capitão decide pegar seu escudo e resolver as coisas do jeito que acha certo, sem se importar com regras ou tratados. É claro que, com esta nova situação, o Homem de Ferro e o Capitão América vão declarar guerra um ao outro.

É um prazer ver quem fica do lado de quem nesta guerra civil de super-heróis. No time do Homem de Ferro estão James Rhodes/Máquina de Combate (Don Cheadle), Natasha Romanoff/A Viúva Negra (Scarlett Johansson), Visão (Paul Bettany), T'Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman) e o recém-recrutado Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que finalmente retorna para o nicho dos heróis da Marvel. Do lado do Capitão estão Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie), Clint Barton/Arqueiro (Jeremy Renner) e Scott Lang/Homem Formiga (Paul Rudd). Resta saber se eles vão se destruir antes que o vilão Zemo destrua o mundo – se é que este é realmente o plano original dele.


O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é cheio de tramas inteligentes, reviravoltas e surpresas, mas esses não são os únicos méritos. Os diálogos e caracterizações permitem que os personagens sigam vitais, críveis e interessantes até quando estão fora dos uniformes e longe das intensas cenas de ação. Mesmo com cerca de duas horas e meia, nada parece supérfluo no filme. A longa duração é necessária para que todo mundo tenha o seu lugar na trama. As sequências de luta são vigorosas e o clímax acontece quando os times antagonistas de heróis se enfrentam de forma espetacular em um porta-aviões na Alemanha.

Desta vez, Thor e o Hulk não aparecem, mas os novos heróis compensam a falta deles. Naturalmente, muita gente vai ficar ligada nas aparições do Pantera Negra e do Homem-Aranha, que são novidades dentro da franquia. E vale a pena. Como T'Challa, o príncipe de Wakanda que se transforma no Pantera Negra, Boseman traz dignidade e estilo à equipe de defensores da lei. Já Holland é o Homem-Aranha sob medida, o adolescente nerd e falante do Queens que se sente deslumbrado e atordoado aos entrar sem muito preparo no mundo dos poderosos defensores da lei. Mas, sem dúvida, o coração e alma do filme são Evans e Downey Jr. Em grandes interpretações, eles defendem os personagens com garra e conhecimento de causa. Cada um tem suas razões e motivações e fica impossível torcer para um ou para outro. O Homem de Ferro e o Capitão América são irmãos de luta jogados em meio a uma situação em que não há controle. O final é um tanto melancólico, mas os conflitos que ficaram no ar certamente serão resolvidos nos próximos filmes da saga.


O Novo Disco do Teatro Mágico

Grupo singular na atual música brasileira

Notas Musicais Thiago Lustosa 27 de abril de 2016 19:01h

O grupo Teatro Mágico acaba de lançar seu novo disco, "Allehop", cujo título é uma expressão usada por artistas circenses para indicar o tempo para o início de um número acrobático.

A produção de "Allehop" ficou nas mãos de Alexandre Kassin e as gravações ocorreram no Rio de Janeiro. O repertório traz 10 novas faixas, uma delas - "Deixa Ser" - composta em parceria com Lucas Silveira, da banda Fresno. Esse é o primeiro single do álbum e ganhou um videoclipe.

"Deixa Ser" já mostra que a banda está apostando em novas sonoridades: "Quisemos trazer batidas que nunca fizemos antes. O Allehop vai ter uma característica solar, com uma energia para cima, de não parar de dançar", explicou o vocalista Fernando Anitelli.

kid Abelha anuncia fim das atividades

Bandas clássica do rock nacional

Notas Musicais Thiago Lustosa 23 de abril de 2016 17:04h

O Kid Abelha , ícone do rock brasileiro dos anos 1980, chegou oficialmente ao fim. A banda divulgou nesta sexta-feira (22) em suas redes sociais uma carta aos fãs anunciando o término das atividades. O grupo não se apresentava desde 2013, quando encerrou a turnê comemorativa de 30 anos.

"Optamos por um soft-ending, um final suave, evitando o sensacionalismo, com a convicção de que nossa trajetória vitoriosa sempre se deveu ao entusiasmo e dedicação sempre renovados a cada disco, cada turnê", diz o comunicado, assinado pelos três integrantes da banda: Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato.

Ex-vocalista, Paula Toller já falou sobre o fim do Kid Abelha em entrevistas, porém a banda nunca havia pronunciado a respeito. Desde 2007, o Kid Abelha fazia hiatos e reaparecia em turnês comemorativas. A última foi em 2011, para celebrar os 30 anos da banda, que não lançava um álbum com músicas inéditas havia 11 anos. O último, "Pega Vida", é de 2005.

Criada em 1981, Kid Abelha foi um dos expoentes do rock nacional e vendeu mais de 9 milhões de álbuns. O recordista, "Acústico MTV" (2002), teve mais de 2 milhões de cópias comercializadas. Entre os principais hits da banda, estão "Como Eu Quero", "Lágrimas e Chuva", "Fixação" e "Pintura Íntima".


Pôster do filme Truque de Mestre 2

Sequencia sai no meio do ano

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de abril de 2016 20:27h

O elenco conta com Mark Ruffalo, Jesse EisenbergMorgan FreemanLizzy CaplanWoody HarrelsonDave Franco Michael CaineDaniel Radcliffe fará o filho do personagem de Caine; Caplan viverá uma personagem chamada Lula e Jay Chou será Li.

Jon M. Chu assinará a direção do roteiro escrito por Ed Solomon Pete Chiarelli Alex Kurtzman Roberto Orci Bobby Cohen são os produtores. Truque de Mestre 2 estreia no Brasil em 9 de junho.


Despedida do Black Sabbath passa pelo Brasil

Última turnê da primeira e maior banda de metal

Notas Musicais Thiago Lustosa 12 de abril de 2016 18:42h

É oficial. Após três anos, a banda inglesa Black Sabbath, conhecida como grande precursora do metal mundial, voltará ao Brasil em sua turnê de despedida "The End" para shows em novembro e dezembro.

O grupo se apresenta em Curitiba (30/11), na pedreira Paulo Leminski, no Rio (2/12), na praça da Apoteose, e em São Paulo (4/12), no estádio do Morumbi. O anúncio foi feito na tarde desta terça (12) pela produtora Time For Fun.

Assim como nos demais shows agendados na América do Sul, no Chile (19) e Argentina (24 e 26), a abertura ficará a cargo do grupo americano Rival Sons.

Será a segunda e última passagem pelo país da atual formação do Black Sabbath, que conta com três integrantes originais: o vocalista Ozzy Osbourne, o guitarrista Toni Iommi e o baxista Geezer Butler. Eles se juntam ao baterista Tommy Clufetos, que substitui Bill Ward.

Despedida do grupo inglês dos palcos, a turnê mundial "The End" teve início no dia 20 de janeiro, nos Estados Unidos. A última apresentação está marcada para 21 de setembro, em Phoenix, também nos EUA.

Nos shows, além de clássicos do heavy metal, a banda apresenta o repertório do álbum '13'  (2013) e do EP "The End" (2016), lançado em janeiro.


The Ranch, nova série da Netflix

Um bom elenco e um bom roteiro

Notas Musicais Thiago Lustosa 07 de abril de 2016 20:45h

Ashton Kutcher e Danny Masterson se entreolham e, sem introduções, começam a falar um com o outro, ao mesmo tempo, como se estivessem na pele de Michael Kelso e Steven Hyde gravando uma cena desencontrada da série That '70s Show. Apesar de os atores estarem em frente às câmeras, a situação não foi escrita em um roteiro: eles estão dando entrevistas para promover a nova sitcom deles: The Ranch, que estreou no último dia 1º.

Produzida pela Netflix, a série reúne Kutcher e Masterson pela primeira vez (como protagonistas) depois de dez anos do fim de That '70s Show – sitcom exibida nos EUA desde 1998 e que alçou as carreiras de ambos como atores. “Nos bastidores somos exatamente como em frente às câmeras”, diz Masterson, arrancando uma risada do companheiro, e sem deixar entender se está falando sério ou apenas brincado. “É uma relação de amor e ódio. Amamo-nos carinhosamente, mas também temos a habilidade de insultarmo-nos duramente e em seguida dar risada disso.”

“Podemos discordar de alguma coisa – de muitas, muitas coisas – muito vividamente, mas no minuto seguinte, é tipo: ‘Tudo bem, vamos beber alguma coisa’. E pronto”, comenta Kutcher. “Acho que esse de tipo de... ‘magia’ que, penso, é o aspecto interessante do nosso relacionamento. E acredito que isso acaba aparecendo na série.”

A ideia de The Ranch surgiu dentro da produção de Two and A Half Men, série em que Kutcher estava trabalhando anteriormente. “Pensamos na relação que nossos personagens poderiam ter e como amarrá-la em algo palatável”, explica ele. Além de protagonistas, Kutcher e Materson são produtores executivos de The Ranch, ao lado de Jim Patterson e Don Reo, criadores da série.


Na trama, Kutcher dá vida a Colt, um convencido jogador semiprofissional de futebol americano que volta ao ambiente conservador da fazenda da família – no Colorado, Estados Unidos –, onde encontra o pai, Beau (Sam Elliott), e o irmão, Jameson “Rooster” (Masterson), depois de 15 anos afastado. Maggie, a mãe de Rooster e Colt, trabalha como gerente do bar da cidade e é interpretada por Debra Winger (veja o trailer abaixo).

Para Kutcher, a ideia era “desafiar o que uma sitcom tradicionalmente representa” e “tentar fazer coisas diferentes do que as pessoas normalmente fazem nesse formato”. “Colocar músicas boas na série, fazer com que as pessoas falassem do jeito que elas realmente falariam, gravar imagens fora do estúdio, ser irreverente de uma maneira que não agradaria anunciantes”, comenta o ator deEfeito Borboleta e Cara, Cadê Meu Carro?.

Masterson emenda: “Acho que [se a série fosse exibida no modelo tradicional da televisão e não na Netflix] a cada novo episódio, nós perderíamos um anunciante diferente, até que, eventualmente, ninguém mais estaria interessado em assistir nosso programa”. The Ranch chegou à Netflix já com dez episódios disponíveis – como é comum no serviço de streaming –, sendo que os outros dez – a outra metade da primeira temporada – chegam apenas no segundo semestre.

Uma aposta da dupla de That '70s ShowThe Ranch transporta o clima de reencontro do âmbito pessoal para o enredo dos episódios, dando ainda mais ênfase nos personagens de Kutcher e Masterson, e transformando as presenças deles no trunfo da produção. “A melhor coisa de Rooster é...”, reflete Kutcher, interrompido prontamente pelo parceiro: “Ele é tipo um Muppet!”. Enquanto os dois caem na risada, sem deixar a peteca cair, Masterson emenda: “E o melhor de Colt? Difícil... Bom, ele é bem bonito! [risos].


por LUCAS BRÊDA


Operação Lava Jato pode virar série de TV

Diretor José Padilha é responsável por possível produção

Notas Musicais Thiago Lustosa 28 de maro de 2016 20:47h

O brasileiro José Padilha está desenvolvendo uma série sobre o escândalo de corrupção da Petrobrás, que está sendo investigado pela operação Lava Jato. As informações são do Wall Street Journal.

Diretor de Tropa de Elite e produtor executivo de Narcos, Padilha estaria se envolvendo novamente com o universo criminal. Segundo o jornal norte-americano, ele não revelou em qual canal a produção seria vinculada.

“Mesmo se ninguém se interessasse, eu faria um crowdfunding”, disse o cineasta ao WSJ. “Vamos fazer uma série, ponto final”. A revista Vejachegou a afirmar que a Netflix estaria interessada pelo produto, mas até então nada foi confirmado.

De acordo com o WSJ, a maior dificuldade de Padilha é conseguir explicar a dimensão da operação Lava Jato aos executivos norte-americanos, que não estão familiarizados com o assunto. O brasileiro tem comparado o escândalo ao caso de Watergate e usado o termo “perestroika tropical” para convencê-los.

“Vai ser a melhor série televisiva do mundo”, comentou Padilha. “Vai fazer House of Cards parecer realista”. Diferentemente dos projetos anteriores dele, o escândalo da Petrobrás continua em desenvolvimento – e abrange um período de mais de dez anos.


Crítica sobre Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Filme estréia no Brasil nesta quinta 24

Notas Musicais Thiago Lustosa 22 de maro de 2016 20:23h

No universo cinematográfico que adapta as histórias dos heróis das HQs, a Marvel vem dominando nos últimos anos. Os filmes individuais de personagens como Capitão América e Homem de Ferro batem recordes de bilheteria e o fenômeno se repete quando eles e outros estão todos juntos em Os Vingadores. A concorrente DC Comics, pretendendo recuperar o tempo perdido, anunciou que iria juntar em um mesmo longa seus dois maiores super-heróis. Depois de intensa especulação, a existência de Batman vs Superman: A Origem da Justiça virou uma realidade, mas também uma temeridade – muitos achavam que o resultado final não iria corresponder à tamanha expectativa. A produção estreia nesta quinta, 24, no Brasil, mas é bom comprar o ingresso antecipadamente: o filme dirigido por Zack Snyder é realmente um evento imperdível.

O ponto de partida está situado tempos depois do confronto entre o Superman (Henry Cavill) e o vilão Zod (Michael Shannon) em O Homem de Aço (2013). No embate, boa parte da cidade de Metropolis foi arrasada. A trágica perda de vidas deixou muita gente indignada, começando a achar que o Superman não passava de um encrenqueiro poderoso que brincava de agir como Deus. Dentre eles está o bilionário Bruce Wayne (Ben Affleck), que coloca o Homem de Aço na mira de seu alter ego Batman. Depois de mais um incidente em que Superman é tido como o principal causador de várias mortes, a cabeça dele começa a ser cobiçada pelas autoridades e pela sociedade. Agora, quem por trás da movimentação é Lex Luthor (Jesse Eisenberg), um jovem bilionário filantropo com tendências psicóticas. Ele tem questões para resolver com o Superman e, de quebra, também quer levar a humanidade para o abismo. No meio de muitas reviravoltas, revelações e surpresas, heróis, antagonistas e vilões partem para um confronto final.

Um das perguntas que todo fã de quadrinhos faz é: quem seria mais poderoso, Batman ou o Superman? O filme finalmente responde a esta pergunta, colocando lado a lado (ou melhor, frente a frente) todas as habilidades e vulnerabilidades de cada um. A épica luta entre os dois é de perder o fôlego. O longa também joga habilmente com as dualidades existentes entre os personagens. O Superman, sempre vindo dos céus, é a luz, o incompreendido salvador abnegado. Já o justiceiro Batman, sempre espreitando nas trevas, pode ter causas nobres, mas para cumpri-las não hesita em ser sádico ou violento.

O filme começa relativamente lento e com pouca ação, servindo para a introdução dos personagens e de seus motivos pessoais e psicológicos. O tom segue sombrio, mas tudo vai crescendo e os embates finais, explosivos e frenéticos, fazem valer o ingresso. A entrada espetacular da Mulher Maravilha (Gal Gadot) em meio à ação é de aplaudir em pé. Henry Cavill se mostra cada vez mais à vontade como Superman. Ben Affleck, muito criticado quando foi escalado para viver Batman, pode mandar os críticos passearem. Como Batman/Bruce Wayne, ele tem toda a presença e implacabilidade que o personagem pede. O elenco de apoio também é de primeira, incluindo os veteranos Holly Hunter, Jeremy Irons (como Alfred, o faz-tudo de Batman) e, principalmente, Laurence Fishburn vivendo o sarcástico Perry White, editor-chefe do jornal Planeta Diário, onde trabalha Clark Kent/Superman.

O mais importante é que Batman vs Superman: A Origem da Justiça deve fazer sucesso merecidamente. O final deixa claro algo que já foi anunciado, que várias sequências ainda virão pela frente, trazendo outros personagens da DC como o Aquaman e o Cyborg. Mesmo sendo espetacular do começo ao fim, Batman vs Superman: A Origem da Justiça é um mero aperitivo. A Liga da Justiça começa a tomar forma com este filme.


Quinto filme de Indiana Jones contará com Harrison Ford e Spielberg

Ator do filme original e diretor em nova sequencia

Notas Musicais Thiago Lustosa 16 de maro de 2016 20:42h

Harrison Ford e Steven Spielberg vão se reunir para realizar o quinto Indiana Jones, com previsão de chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019, de acordo com o site da revistaThe Hollywood Reporter.

O filme chega depois da tentativa de rebootar a cinessérie em 2008, com Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, em que Ford se juntou a Shia LaBeouf (ele interpretou o filho de Jones). Havia a esperança de que o jovem ator, então, continuaria levando adiante a franquia, mas o longa não foi tão bem recebido e os outros filmes nunca vieram.

Os produtores Kathleen Kennedy e Frank Marshall garantem que o quinto Indiana Jones, ainda sem nome, deverá contar com atores jovens, como aconteceu no quarto, mas que Ford continuará sendo Indy. Ainda não se sabe quem mais estará no elenco e não há nenhum roteirista escalado, por enquanto.


Esse será o primeiro Indiana Jones da Disney. Em 2012, a empresa comprou a Lucasfilm, o que incluía a aquisição dos direitos a Star Wars. Porém, a gigante do entretenimento teve que fazer um acordo separado com o estúdio original de Indiana Jones, a Paramount, para poder ficar com esta franquia. Neste acordo, realizado em 2013, ficou decidido que a Paramount manteria os direitos sobre os quatro primeiros longas e, ainda, que receberá uma participação nos lucros de produções futuras.


Últimos posteres de Demolidor antes de estreia de segunda temporada

Primeira temporada foi sucesso garantido

Notas Musicais Thiago Lustosa 08 de maro de 2016 20:52h

A Netflix colocou na rua novos cartazes da segunda temporada de Demolidor, com o que parecem ser os uniformes finais de Demolidor, Elektra e Justiceiro neste ano dois - com direito a caveira. 

No novo ano, o herói luta para melhorar um pedaço de sua cidade quando é surpreendido por um bruto assassino que parece querer fazer justiça com as próprias mãos. Além do Justiceiro (Jon Bernthal), Murdock terá também de lidar com o retorno de Elektra Natchios (Elodie Yung), uma ex-namorada com quem tem um relacionamento complicado; e seu escritório de advocacia, que tem mais clientes do que nunca.

A segunda temporada de Demolidor estreia em 18 de março. No fim do ano, estreia a terceira série da parceria entre a Marvel e a Netflix, Luke Cage. Juntos, Cage, Demolidor, Jessica Jones e Punho de Ferro estrelarão depois a minissérie Os Defensores.


Show gratuito dos Rolling Stones é anunciado em Cuba

Para a banda será uma apresentação marcante

Notas Musicais Thiago Lustosa 03 de maro de 2016 21:21h

A "Olé Tour" dos Rolling Stones começou no dia 03 de fevereiro em La Plata, principal província de Buenos Aires, na Argentina, e sua passagem pelo Brasil contou com quatro shows: o primeiro foi no Rio de Janeiro, depois vieram dois em São Paulo (leia aqui a resenha do dia 27 de fevereiro), e o último foi ontem (02 de março), em Porto Alegre.

Daqui a banda segue para Lima, no Peru, aonde se apresenta no domingo (06 de março). A última parada seria na Cidade do México, que tem shows agendados para os dias 14 e 17, mas a banda acaba de anunciar que a última apresentação dessa turnê latino-americana será em Havana, capital de Cuba.

As entradas para essa apresentação, que será o primeiro show a céu aberto de uma banda britânica no país, serão gratuitas. O local escolhido foi o Ciudad Deportiva de la Habana e o grupo deu a seguinte declaração sobre o evento: “Nós tocamos em muitos lugares especiais durante nossa longa carreira, mas esse show em Havana será um evento marcante para nós e, esperamos, para todos os nossos amigos em Cuba também”.

O show foi intitulado “Concert for Amity” e está sendo promovido pela AEG Concerts West e Musica Punto Zero com apoio do Institute of Cuban Music. Mas tudo foi possível graças a uma benfeitoria da Fundashon Bon Intenshon, que inicia e apoia projetos internacionais de caridade e “outras tentativas de mitigar o impacto da pobreza em geral”. 

Além do evento, a banda está liderando uma iniciativa para doação de instrumentos e equipamentos para músicos cubanos de todos os gêneros que tem parceiros como The Gibson Foundation, Vic Firth, RS Berkeley, Pearl, Zildjian, Gretsch, Latin Percussion, Roland, BOSS e a Fundação Cultural do Grammy Latino.

O “Concert for Amity” será filmado e produzido pela empresa JA Digital, com direção de Paul Dugdale e produção de Simon Fisher e Sam Bridger.

Liga da Justiça já tem data para início das gravações

Origem da história vem de Batman Vs Superman

Notas Musicais Thiago Lustosa 24 de fevereiro de 2016 18:26h

O filme da Liga da Justiça já tem data para começar a ser rodado. As filmagens começarão em 11 de abril, apenas duas semanas após o lançamento de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. A informação foi confirmada por Zack Snyder (via EW).

"Sinto que há um certo obstáculo criativo. Parece simples em um primeiro momento, a ideia de 'vamos apenas colocar o resto dos super-heróis aqui'. Mas você precisa estabelecer um mundo em que todos eles possam existir", explicou o diretor.

Liga da Justiça - Parte 1 será rodado nos estúdios Leavesden, no Reino Unido, e terá diversas locações em Londres e na Islândia. Segundo a EW, a segunda parte será rodada separadamente. 

A Liga será apresentada em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que chega aos cinemas em março, e terá o seu primeiro filme lançado em novembro de 2017 (a segunda parte é prevista para 2019). Além de Snyder na direção, o filme terá Ben Affleck como Batman, Henry Cavill como Superman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ezra Miller como Flash, Jason Momoa como Aquaman e Ray Fisher como Ciborgue.


Breve comentário sobre O Regresso

Candidato mais cotado ao Oscar 2016

Notas Musicais Thiago Lustosa 20 de fevereiro de 2016 16:28h

Antes de sair em busca de vingança, cave duas covas. Após o quase inacreditável Birdman, o simpático diretor mexicano Alejandro González Iñárritu volta às telonas para dirigir o incrível O Regresso (The Revenant), filme que provavelmente dará o primeiro Oscar da carreira do ótimo ator Leonardo DiCaprio. O projeto possui inúmeras qualidades: um longa-metragem grandioso (em todos os sentidos), com belas paisagens, ótimas atuações e uma fotografia que beira ao espetacular. Sem dúvidas, a câmera eletrizante de Iñárritu eleva a qualidade das sequências transformando a experiência de assistir a esse filme em algo épico.

Com um roteiro escrito por Mark L. Smith e o próprio diretor do filme, baseado no romance homônimo escrito por Michael Punke, inspirado pela história real de Hugh Glass, O Regresso (The Revenant) conta a história de um famoso explorador chamado Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) que é atacado, sem piedade, por um imenso urso e acaba sendo deixado para morrer por sua própria equipe. Em uma natureza mais que selvagem, lutando para sobreviver, Glass busca suas esperanças guiado pelo instinto de vingança contra John Fitzgerald (Tom Hardy), homem que assassinou seu único filho a sangue frio. O foco principal de O Regresso (The Revenant) é a vingança, às vezes, um pouco camuflada em uma luta constante pela sobrevivência.


A jornada do protagonista é extremamente complexa, lutar para sobreviver em um ambiente hostil e cheio de perigos não só pelos atos impensáveis de homens sanguinários que atravessam o filme mas pelas intensas e ferozes ações da natureza. Uma força extra que Glass possui é um violento desejo de vingança que o domina. É quase inacreditável a maneira como sobrevive a tantas adversidades que vemos ao longo dos 156 minutos. Uma atuação de corpo e alma de DiCaprio. Merece seu primeiro, e tão sonhado, Oscar. Ao longo dos anos, se tornou um dos melhores atores de sua geração. Em O Regresso, prende a atenção do público com todo o sofrimento, emocional e físico, de seu impressionante personagem. Uma das principais sequências do filme, a do ataque feroz do Urso, é impactante. Gera uma agonia que se mistura com um medo e uma coragem muito real. Essa cena é um dos corações do projeto, que possui dois corações: a vingança e os instintos de sobrevivência.

O personagem de Tom Hardy, John Fitzgerald, é um homem bruto, totalmente inconseqüente, que adora contar historias passadas. Possui um forte instinto para matar além de ser extremamente egoísta. Esse egoísmo é a característica mais marcante deste excelente trabalho de Hardy na condução de Fitzgerald, conseguimos entender um pouco os objetivos do mesmo durante toda a projeção, o que ajuda a nos conectarmos mais ainda com a história.

O Regresso (The Revenant), é um filme mais que indicado a quem ama cinema. Uma última curiosidade sobre a produção é que DiCaprio encontrou sua melhor atuação longe de seu grande mentor, Scorsese. Mas aprendeu bastante com o mestre né Leo?! Não percam esse filmaço! Bravo!

por Raphael Camacho

Deadpool, crítica do filme

Primeiro filme deste que é mais um anti-herói

Notas Musicais Thiago Lustosa 12 de fevereiro de 2016 18:44h

Deadpool, personagem da Marvel Comics criado por Fabian Nicieza e Rob Liefeld, surgiu originalmente em 1991, no universo X-Men, como um supervilão. Ele nunca teve muito reconhecimento até que, em 1997, o roteirista Joe Kelly e o artista Ed McGuiness receberam a missão de recriá-lo. Deadpool, então, virou um anti-herói sarcástico e sem muita responsabilidade. Com muita violência, o quadrinho também sobressaiu por causa da linguagem inovadora e dos diálogos espertos. Ele frequentemente quebra a barreira da chamada “quarta parede”, comentando as situações que encara diretamente com o leitor. Ele sabe que é uma figura do mundo dos quadrinhos e abusa da metalinguagem. Por todas essas características, a adaptação para a tela grande se tornou um desafio.

Wade Wilson, o alter ego de Deadpool, foi interpretado por Ryan Reynolds em X-Men Origens: Wolverine (2009). Foi uma pequena amostra do potencial do personagem e a caracterização não foi bem recebida pelos fãs. Depois de anos de elaboração e de produção, Deadpool finalmente ganha um filme próprio, que chega às telas nesta quinta, 11. Reynolds retorna como Wade Wilson, um ex-mercenário que tem mais de 40 mortes no currículo, mas agora é um pé de chinelo bocudo e mal educado, que ganha a vida basicamente fazendo bullying. O point dele é um boteco frequentado por outros ex-mercenários e figuras grotescas e violentas. Além de encher a cara, a diversão deles é brigar uns com os outros – e participar de um “bolão" que aposta em quando cada um deles vai para o outro mundo.

A vida sem perspectivas de Wilson muda quando ele conhece Vanessa (a brasileira Morena Baccarin), uma prostituta/stripper que, além de parecer uma modelo, tem um apetite inesgotável para o sexo e o mesmo gosto para coisas trash que Wilson. Tudo segue maravilhosamente para o casal, até que ele descobre que tem câncer terminal – embora em momento algum isto seja refletido na aparência física ou na atitude geral dele.

Na sequência, Wilson é contatado por um sujeito misterioso (Jed Rees), que diz conseguir salvar a vida dele. Com alguma relutância, Wilson resolver tentar. Ele vai parar em um laboratório sinistro, cujo propósito é transformar pessoas inúteis em seres mutantes. O processo é supervisionado por Ajax (Ed Skrein), que também é um poderoso mutante com poderes extraordinários.

Em meio a experimentos horripilantes e dolorosos, o desajustado protagonista ganha superpoderes e se cura do câncer. Mas, no processo, tem o rosto horrivelmente desfigurado e culpa Ajax, com quem já vinha se desentendendo, pela má sorte. É aí que ele perde o já precário balanço mental e vira um psicopata sádico e violento. Inspirado nos “bolões da morte”, ele se torna oficialmente Deadpool e sai em busca de vingança. Enquanto mata os capangas do inimigo Ajax, faz piadinhas e destrói metade da cidade.


No meio da confusão, Colossus (voz de Stefan Kapicic), um mutante membro do X-Men, tenta domar os excessos de Deadpool e convencê-lo a deixar de ser tão inconsequente e infantil. Ele quer que Deadpool se junte a eles e se torne um herói “decente”.

Não tem absolutamente nenhum problema o fato de Deadpool – o filme – não se levar á sério de forma alguma. Afinal, essa é a premissa original do personagem. Mas o diretor Tim Miller não conseguiu achar o balanço dramático correto. Seria Deadpool um longa de ação, uma comédia, ou uma mera paródia dos quadrinhos? O roteiro abusa de forma cansativa das piadas internas e da autorreferência. Em vários momentos isso desvia o foco do que acontece na tela.

Deadpool não é exatamente um filme de ação, já que as cenas de luta são pouco cruciais para o desenvolvimento da história. Em vários momentos, o anti-herói fala para a plateia que o filme foi feito com pouco dinheiro. Isso fica perceptível no acabamento final – o CGI, por sinal, é pobre. Mas o problema mesmo é o arco dramático. As motivações dele para matar Ajax são pífias e não despertam emoções ou envolvimento. Por causa da torrente de palavrões, da violência explícita (cabeças são explodidas e partes do corpo desmembradas de forma gráfica) e das cenas de nudez, o filme ganhou a classificação de 16 anos e os pré-adolescentes fãs da HQ não vão conseguir ver o longa na tela grande. O filme também passa a impressão que é um teste, servindo a princípio para apresentar os personagens e suas características mais definidoras.

O que se espera é que, se fizer sucesso, Deadpool volte mais enxuto, menos previsível, contando uma história um pouco mais interessante e com uma missão mais definida. Ele pode manter o senso de humor e as gracinhas, mas as referências à vida real de Ryan Reynolds têm que cessar


por PAULO CAVALCANTI