Cada Falso

AEDES: um país inteiro refém de um mosquito

Políticos são os maiores males dos brasileiros

Cada Falso Willekens Van Dorth 16 de dezembro de 2015 08:40h

       

A falta de políticas públicas em ações básicas de saúde e prevenção nos colocou em uma situação calamitosa: um mosquito deixando todo o país doente, seja com febre amarela, dengue clássica e hemorrágica, chikungunya e zika; seja pelo medo e vulnerabilidade em que nos encontramos.

O Aedes aegypti (aēdēs do grego "odioso" eægypti do latim "do Egito"), proveniente do continente africano, é uma referência a seu papel como transmissor de doenças perigosas para o homem.

E para piorar, o zika vírus é o responsável pela microcefalia em fetos. Quase 200 casos foram confirmados e outros mais de dois mil casos de má formação estão sob investigação. A microcefalia é uma doença em que a cabeça e o cérebro são menores que o normal para a sua idade, influenciando o desenvolvimento mental. Podemos ter uma geração de crianças totalmente dependentes para comer, se mover e fazer suas necessidades.

O controle do Aedes aegypti é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, em média de 80 a 100. O ovo desse inseto pode permanecer por até um ano em estado de latência na natureza, antes de eclodir e dar origem a um novo ser. Uma vez imersos em água, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o mosquito adulto. Como em quase todos os outros mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos e pica durante o dia, ao amanhecer e ao entardecer; os machos se alimentam apenas de substâncias vegetais e açucaradas.

Aedes aegypti foi introduzido na América do Sul através de barcos provenientes da África. No Brasil, o mosquito havia sido erradicado na década de 1950. Entretanto, nas décadas de 1960 e 1970, voltou a colonizar esse país, vindo dos países vizinhos que não conseguiram a total erradicação. E hoje domina todo  nosso território.

Qual o melhor combate contra esse inseto? Com práticas simples, limpando praças e logradouros públicos, removendo água parada, mantendo limpos terrenos e jardins. Simples!

Mas a omissão, principalmente dos gestores municipais, em não agir com ações básicas de saúde pública, na prevenção, no controle fitossanitário em locais que tenham focos do mosquito, na falta campanhas de conscientização e de educação, na falta de fiscalização, de penalização de proprietários de imóveis que são verdadeiros criadouros de insetos, em não fazer cumprir legislação municipal que obriga esses donos de imóveis a mantê-los limpos, sem entulho, sem lixo, com muro e calçada.

Sem ações eficientes e eficazes direcionadas para os criadouros, nenhuma outra atitude nos livrará desse mal.

Willekens Van Dorth

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Quando um mosquito nos derruba, passou da hora de derrubar muitos políticos.